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segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Solveig's Song e Solveig's Cradle Song

Aulikki Rautawaara foi uma soprano finlandesa, falecida em 1990 com 84 anos. Nascida no seio duma família de músicos, O pai também cantor e dirigiam uma escola de música, tendo começado a cantar com o pai , tendo depois coçado a cantar no Conservatório de Helsínquia, onde ganhou uma bolsa de estudo para estudar em Berlim

O irmão era violoncelista e um seu primo compositor.

Aulikki foi bastante conhecida como interprete das canções de Sibelius e das óperas de Mozart.

Aqui canta de Edvard Grieg Solveig's Song e a Solveig's Cradle Song da Peer Gynt

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domingo, 28 de dezembro de 2008

O Morcego-Mein herr marquis

Janet Perry é uma soprano norte-americana, nascida em Minneapolis em 27 de Dezembro de 1947, hoje retirada da presença em palco, mas dedicando-se ao ensino

Estreou-se em 1969 na ópera de Linz, no papel de Zerlina na Don Giovanni
Tendo ganhou seu Bacharelado em Música, ela saiu para a Europa, onde ela estreou na Ópera Linz, como Zerlina em Don Giovanni, em 1969.

Aqui ela canta o papel de Adele numa famosa produção para televisão sob a direcção de
Carlos Kleiber.

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sábado, 27 de dezembro de 2008

Aida-O patria mia

Maria Chiara é uma soprano lírica italiana. Nasceu em Oderzo e estudou no Conservatório de Veneza e em Turim e a sua estreia foi em Veneza em 1965, no papel de Desdémona da ópera Otello de Verdi.

Destacou-se cantando, Aida, Tosca e Buterfly entre outros.

Aposentada como interprete dedica-se ao ensino. Ouçamo-la numa récita so Scala e, 1986, no papel de Aida em que contracenou com Luciano Pavarotti, na ária O Patria mia.

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terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Trovador-Stride la vampa

Viorica Cortez canta a ária Stride la vampa do Trovador

Trata-se duma mezzo-soprano romena, Começou cantando Sansão e Dalila de Saint-Saens,


domingo, 21 de dezembro de 2008

Il Puritani-A te o cara

Da opera em actos I Puritani de Vicenzo Bellini com libretto de Carlo Pepoli, estrada em 25 de Janeiro de 1835, em Paris no Teatro Italiano, o dueto "A te o cara."

Nos papéis de Elvira, Gianna d Angelis e de Arturo, Luciano Soldari

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sábado, 20 de dezembro de 2008

Piango gemo sospiro

No 4º aniversário da morte da grande Renata Tebaldi, do dia 19 de Dezembro de 2004, apresento esta cantata composta por Vivaldi

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Bodas de Figaro-Deh, vieni, non tardar

Hoje dia 18 de Dezembro assinala-se o dia do nascimento de Rita Streich, soprano alemã, nascida em Barnaul na Rússia. , mas muda-se para a Alemanha no fim da 2ª guerra mundial, atendendo à sua ascendência paterna ser alemã.

Morreu em Viena em 1987 em Viena, vítima de um tumor cerebral.

Conhecida como o “Rouxinol de Viena”, foi uma das maiores intérpretes de Mozart e Strauss do século passado


Canta o recitativo "Giunse alfin il momento", seguido da ária de Susana "Deh, vieni, non tardar" da ópera de Mozart " As bodas de Figaro"




O sole mio

No dia 27 de Março de 1979, no Coliseu do Recreios eu estava lá. Cantava-se Gianni Schicchi de Puccini e a Cavalleria Rusticana de Mascagni.

Elencos de luxo, para Puccini, Bruscantini, Elsa Saque e Carmen Stara, para a Cavalleria, Fiorenza Cossoto, Isabel Malaguerra, Benito de Bella e Nunzio Todisco.

É precisamente Nunzio Todisco tenor italiano nascido em Nápoles em 11 de Junho de 1942
que aqui recordo, interpretando um clássico, que como diz o apresentador neste vídeo, é o hino nacional de Itália nº 2

Qhe bella cosa na jurnata 'e sole,
n'aria serena doppo na tempesta!
Pe' ll'aria fresca pare gia' na festa...
Che bella cosa na jurnata 'e sole.

Ma n'atu sole
cchiu' bello, oi ne'.
'o sole mio
sta 'nfronte a te!
‘o sole, ‘o sole mio
sta 'nfronte a te!
sta 'nfronte a te!

Lùcene 'e llastre d'a fenesta toia;
'na lavannara canta e se ne vanta
e pe' tramente torce, spanne e canta
lùcene 'e llastre d'a fenesta toia.

Ma n'atu sole
cchiu' bello, oi ne'.
'o sole mio
sta 'nfronte a te!
‘o sole, ‘o sole mio
sta 'nfronte a te!
sta 'nfronte a te!

Quanno fa notte e 'o sole
se ne scenne,
me vene quase 'na malincunia;
sotto 'a fenesta toia restarria
quanno fa notte e 'o sole
se ne scenne.

Ma n'atu sole
cchiu' bello, oi ne'.
'o sole mio
sta 'nfronte a te!
‘o sole, ‘o sole mio
sta 'nfronte a te!
sta 'nfronte a te!


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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

O Morcego-Abertura

Foi Offenbach, segundo se diz que terá induzido Strauss a experimentar o campo da opereta. Não que este o tenha feito de imediato, mas por certo a admiração recíproca que tinham um pelo outro, terá tido a sua influência

Muito embora tenha começado a escrever opereta em 1870, presume-se que uns 6 anos depois da sugestão de Offenbach, só em 1874 em 5 de Abril, se dá a estreia de "O Morcego" (Die Fledermaus), no Theater an der Wien

A abertura constitui uma das aberturas mais famosas e conhecidas

Aqui a interpretação é da Orquestra Sinfonica de Ribeirão Preto dirigida por Claudio Cruz,

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Aida - Mortal, diletto ai Numi

No post anterior apresentei Siepi que vi cantar em Lisboa em 1977, aqui canta de novo o papel de Ramfis o sumo -sacerdote acompanhado doutro nome que ouvi cantar em Lisboa em 1981, Nicola Martinucci neste mesmo papel de Radamés , mas não com Siepi, acompanhado pelo nosso Álvaro Malta, numa Aida com Mara Zampieri e Stefania Toczyska.

Aqui cantam o final do 1º acto

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segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Don Carlos-Ella giammai m'amo

Eu vi, estava lá em 1 de Março de 1977 no Coliseu de Recreios, lembro-me de me ter arrepiado, em ouvir este senhor chamado Cesare Siepi, cantar este ária do Don Carlos de Verdi e desde então se me perguntarem, incluo sempre esta ária nas minha preferidas

Acompanhamento de luxo, como era naquele tempo Zampieri em Isabel Valois e Giuliano Ciannella em D.Carlos., entre outros e nos pequenos papéis as nossas Elsa saque e Elizette Bayan.

Investiguei na net e não tenho informação que tenha morrido, embora conte já 85 anos.

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sábado, 1 de novembro de 2008

Il Tovatore-D amore sull ali rosee

Conversas recentes lá pelo Opera per tutti, tem-me trazido recordações e uma passagens pelas notas e programas guardados. Lembrei-me de recordar, óperas e sobretudo interpretes que pelo S.Carlos e pelo velho Coliseu dos Recreios vi passar.

Ao acaso, passou-me os olhos pela Gilda Cruz-Romo uma soprano mexicana, ao que sei ainda viva, (estará com 68 anos), que recordo a ouvir cantar em 1977, a Butterfly, com a particularidade de todo o restante elenco ser português.
Vasco Gil (Pinkerton), lembro bem Helena Cláudio (magnifica mezzo) na Suzuki, entre outros
João Veloso, Alcino Vaz, Alcino Soares e António Saraiva em Sharpless em dias separados e claro está Fernanda Nunes numa única récita em 16 de Janeiro.
Até a direcção musical foi repartida entre Ivo Cruz e Silva Pereira na condução da orquestra do Teatro S.Carlos.

Um luxo esse anos.

Deve dizer-se que Gilda Cruz-Romo, talvez não tenha sido um daqueles nomes "arrasantes", mas diga~se que naqueles anos de 1977, já havia cantado este mesmo papel no Met.
Já se estreara no Royal Ópera House em Londres e no Scala em 1974 na Aida e mesmo assim não teve qualquer problema, em vir a Lisboa, enquadrar-se numa récita, só com portugueses.
Se isto abona em favor da simplicidade de Guila, também diz da qualidade dos nossos intérpretes e arrisco, também do prestígio da nossa principal sala de espectáculos, na altura.

Não encontrei Butterfly cantada por Gilda Cruz-Romo, mas fica esta gravação

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Encontrei a referência aos seus grandes papeis, nesta gravação


Giuseppe Verdi
Luisa Miller; Bônus: Pavarotti em Luisa Miller e La bohème, Roma, 67
Gilda Cruz-Romo (soprano); Luciano Pavarotti (tenor); Manuguerra Matteo (barítono); Raffaele Arié, Ferrucio MAZZOLI (bass); Cristina Angelakova (mezzo-soprano); outros



sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Rossini-L'Italiana in Algeri

Retomando a ideia da apresentação de aberturas de óperas, trago aqui hoje a abertura da ópera de Rossini L'Italiana in Algeri, pela Orquestra de Câmara do Kremlim dirigida por
Misha Rachlevsky

Ópera em dois atos, com o libreto em italiano de Angelo Anelli. Estreou no Teatro San Benedetto, de Veneza, em 22 de maio de 1813.

domingo, 26 de outubro de 2008

Carmen-Parle-moi de ma mère

Acabado de chegar de mais uma Carmen, desta vez incluída nas Noites de Ópera de Portimão.Saliente que terá sido a Carmen, mais descolorida a que assisti, porque o encenador Giulio Ciabati, decidiu, que as cores de Sevilha, das suas ruas onde se desenrolam grande parte da acção, deveriam assumir dum forma geral, os tons de creme e cinzento.

No primeiro acto o tom mais ousado, foi em verde garrafa que coloria os ombros de Micaela.

Percebe-se nestas coisas de ópera em ambientes reduzidos, quer em espaço, quer em orçamento, que 2 ou 3 elementos cénicos e meia dúzia de cadeiras possam fazer o pleno em termos de encenação, mas fazer os cinzentões coro de soldados, na sua primeira intervenção onde elogiam a vivacidade e a multidão pelas ruas, cantar para um cenário absolutamente vazio apetece dizer como o outro não havia necessidade.

Falando em Micaela, não me canso de elogiar a "nossa" Elvira Ferreira, magnifica a sua interpretação e percebe-se que ela chega às pessoas, mesmo as que para a ópera, não levam mais do que os ouvidos e a sensibilidade,

A protagonista Giovanna Lanza, apenas conhecia de a ouvir na Gala de Abertura, já havia gostado de a ouvir na Mon coeur s ouvre a ta voix de Sansão e Dalila, e fiquei curioso. Gostei desta Carmen não exageradamente mas gostei.

Infelizmente não tenho Elvira Ferreira para colocar aqui, mas fica este dueto
"Parle-moi de ma mère" do 1º acto cantado por Jonas Kaufmann (Don Jose) e Norah Amsellem (Micaela)

sábado, 18 de outubro de 2008

Barbeiro de Sevilha-Una voce poco fa

Acabado de assistir ao Barbeiro de Sevilha, incluído nas Noites de Ópera de Portimão, que já vai no 3ª edição e que muito folgo se se mantiver como até aqui todos os anos em Outubro.

Não peço o B.I., nem o passaporte às pessoa, mas reparo que a maioria dos assistentes têm cara de estrangeiros e aparência da idade média deve rondar os 50 anos. Duas as coisas que lamento, falta de portugueses e de jovens.

Achei este espectáculo, muito interessante dada a exiguidade do espaço,(nunca mais o auditório fica pronto). Fazem-se milagres e o valor dos cantores não está em causa, passe-se ao lado de algumas naturais debilidades, mais fruto de alguma inexperiência do que valor próprio.

Acima disso está a Ana Paula Russo, que gosto muito de ouvir e já com um currículo extenso e de qualidade

Neste documento, que não sei a que espectáculo se refere é dirigido pelo maestro José Ferreira Lobo, que à frente da Orquestra do Norte, dirige também estas Noites de Ópera de Portimão

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Simão Bocanegra-Orfanella il tetto umile

Que maravilha este dueto, cantado há 30 anos no Scala sob a direcção de Abbado.
Este Piero Capuccilli, já desaparecido fico na história como um dos maiores barítonos de sempre, que recordação inesquecível te-lo ouvido cantar ao vivo.

Quanto à Frenni que dizer mais desta voz de ouro ?

Ainda do primeiro acto , cena VII





Simão Bocanegra-Come in quest'ora bruna

A cavatina que Mirella Freni aqui canta, é do primeiro acto da ópera Simão Bocanegra, interpretando o papel de Amélia, filha ilegítima de Simão.

Amélia recorda a sua infância, recordando uma anciã que vivia numa pequena cabana e ela promete nunca deixar que a vida faustosa no palácio a façam esquecer esse seu passado humilde.

Gravado no Teatro Scala em 1978 orquestra dirigida por Abbada

Come in quest'ora bruna
Sorridon gli astri e il mare!
Come s'unisce, o luna,
All'onda il tuo chiaror!
Amante amplesso pare
Di due verginei cor!

Ma gli astri e la marina
Che pingono alla mente
Dell'orfana meschina?...
La notte atra, crudel,
Quando la pia morente
Sclamò: ti guardi il ciel.

O altero ostel, soggiorno
Di stirpe ancor più altera,
Il tetto disadorno
Non obliai per te!...
Solo in tua pompa austera
Amor sorride a me..
(È giorno)
S'inalba il ciel, ma l'amoroso canto
Non s'ode ancora!...
Ei mi terge.ogni dì, come l'aurora
La rugiada dei fior, del ciglio il pianto.



sábado, 14 de junho de 2008

Fedora-Final

Continuando a minha tarefa de homenagem a Mirella Freni, aqui se edita a cena final da Ópera Fedora de Umberto Giordano, estreada em Milão em 1898, com a morte da protagonista nos braços de Lori interpretado por José Carreras, numa récita do Liceo de Barcelona em 1993

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Butterfly-Final

Como comungo da opinião de José Quintela Soares autor do Opera per Tutti, um dos meus blogues preferidos, permito-me referenciar desde já, certo que ele se não importará, um post seu sobre a Mirella Freni.

Ainda viva com 78 anos Mirella Freni canta desde os 19 anos, quando se estreou no papel de Micaela da Carmen de Bizet e desempenhou no decorrer da sua longa carreira , o papéis mais importantes para a sua voz de soprano dramática.

Vou iniciar aqui a apresentação de algumas das coisas mais importantes cantada por Mirella Freni, uma das minhas favoritas

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sexta-feira, 16 de maio de 2008

Il TRovatore-Di quela pira

Manrico decide então abandonar tudo para ir salvar a sua mãe, cantando a ária "Di quella pira"

Acabando por dizer

"Já era filho antes de te amar
nem mesmo o teu sofrimento pode deter-me
Mãe infeliz corro a salvar-te
ou pelo menos morrer contigo"

Partindo seguido por Ruiz e pelos soldados.




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sexta-feira, 9 de maio de 2008

Suor Angélica-Cena final

Esta é a cena final da ópera Suor Angélica de Puccini, escrita em 1918, que faz parte dum conjunto de 3 óperas em um acto, esta, a Gianni Schicchi e IL Tabarro

Num convento. Angélica tem vivido em paz há sete anos.
Sua vida passada foi diferente. Ela foi uma jovem que descobriu a felicidade do amor e tem um filho
.

Ela nunca teve notícias de sua família que a enviou para o convento para encobrir o escândalo Uma tia dela diz-lhe que a criança morreu


Ela reza dizendo que não pode morrer em pecado mortal. Aparentemente em resposta à sua oração, a Virgem Maria e o seu filho vão aparecer numa visão e Angélica acaba por morrer.

Aqui canta Barbara Frittoli num concerto no Met em 2007


domingo, 4 de maio de 2008

Bimba dagli occhi pieni di malia

Este dueto é o final do I acto da Madame Butterfly de Puccini

É o dueto do encantamento, onde Pinkerton se deixa enlevar pelo encanto da jovem Butterfly. Realmente ele próprio terá ficado surpreendido com a jovem japonesa, que alugara,enquanto a sua comissão de serviço de oficial do marinha dos EUA durasse.

Butterfly levará a sério o seu papel de esposa, provavelmente rendida depois desta primeira noite

Cantado por Savatore Fisichella
e Raina Kabaivanska
Sob a Direcção de Maurizio ARENA
no Teatro Massimo di Palermo em 1994


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sábado, 19 de abril de 2008

Sansão e Dalila-Printemps qui commence

Esta é a primeira ária de Dalila e simultaneamente a cena final do 1º acto desta ópera.

É uma verdadeira página de sedução conseguida através do sinuoso canto da mezzo nesta caso Shirley Verrett, cantado na Ópera de São Francisco em 1981, sob direcção de Julius Rudel.

Printemps qui commence,
Portant l'espérance
Aux cœurs amoureux,
Ton souffle qui passe
De la terre efface
Les jours malheureux.
Tout brûle en notre âme,
Et ta douce flamme
Vient sécher nos pleurs;
Tu rends à la terre,
Par un doux mistère,
Les fruits et les fleurs.
En vain je suis belle!
Mon cœur plein d'amour,
Pleurant l'infidèle,
Attend son retour!
Vivant d'espérance,
Mon cœur désolé
Garde souvenance
Du bonheur passé.
À la nuit tombante
J'irai triste amante,
M'asseoir au torrent,
L'attendre en pleurant!
Chassant ma tristesse,
S'il revient un jour,
À lui ma tendresse
Et la douce ivresse
Qu'un brûlant amour
Garde à son retour!

O velho hebreu intervém avisando Sansão

O espírito do mal pôs esta mulher
no teu caminho para perturbar o teu repouso
Evita dos seus olhares a chama ardente
è um veneno que consome os ossos

Mas Dalila continua a sedução repetindo a última passagem

Afungentando a minha tristeza
se ele regressar um dia
para ele irão a minha ternura
e a doce embriaguez
que um amor ardente
conservará até ao seu regresso



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domingo, 13 de abril de 2008

Força do destino-Pace pace mio Dio

No início do segundo quadro do último acto, Leonora, pálida e desfigurada, sai da gruta e dirige-se para o sítio onde todas as semanas o Padre Guardião lhe deixa os alimentos.

O isolamento não lhe trouxe a desejada paz de espírito. Ainda sofre e ama,

Alvaro, io t'amo.
E su nel cielo è scritto:
Non ti vedrò mai più!

como quando se retirou do mundo e implora a Deus que lhe dê a graça da morte.

Oh Dio, Dio, fa ch'io muoia;
Che la calma può darmi morte sol.
Invan la pace qui sperò quest'alma
In preda a tanto duol.

Ouve-se um ruído e a eremita volta a esconder-se na gruta

Anna Tomowa-Sintow (falecida) canta esta ária, um dos seus papéis favoritos

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quarta-feira, 9 de abril de 2008

Força do destino-Per sempre o mio bell angiol

Leonora planeia fugir com Dom Álvaro, seu amante, porque o Marquês não permitiu que sua filha se casasse com ele. Dom Álvaro é o filho mestiço de uma princesa Ínca e de um traidor da coroa espanhola, um homem perigoso.

Leonora está completamente apaixonada por ele mas, na iminência de deixar sua casa para sempre, ela pensa duas vezes, hesitando em abandonar sua moradia e seu pai e partir para terras desconhecidas.

Dom Álvaro passa escondido para a sacada de Leonora.
(Ah per sempre, o mio bell angiol)

Os cavalos estão prontos e um padre espera para casa-los.

Mas Leonora hesita (Dimani si partirá)
pede-lhe para adiarem a partida para o dia seguinte, pois tentaria falar de novo com o seu pai

Dom Álvaro começa a duvidar de seu amor, libertando-a de anteriores juras de noivado, já que o amor dele não é retrbuido.

Tanto basta para que Leonora desperte do seu pesadelo de angústia, eclodindo o seu amor por Álvaro, (Seguirti fino agl ultimi confini della terra)

que o comove e convence.

Já quando eles estão prontos para fugir, o Marquês entra, com espada em punho. Don Álvaro corajosamente afirma que a fuga foi ideia unicamente dele e que somente ele deverá ser punido.

Ele se rende ao Marquês e, para provar sua sinceridade, lança sua arma ao chão. Mas a arma carregada dispara acidentalmente, matando o Marquês. Em suas últimas palavras, o Marquês amaldiçoa sua filha insolente.

Este é o primeiro dueto cantado no prólogo da Ópera, aqui Monserrat Caballé (Leonora), José Carreras (Dom Álvaro) e Ghiaurov(Marquês de Calatrava)

segunda-feira, 31 de março de 2008

Força do destino-Abertura

A Força do destino é uma ópera de Verdi com libreto de Francisco Maria Piave revisto por António Ghislanzoni. Estreada em Novembro de 1862 em S.Petersburgo, estando Verdi presente, tendo contudo Verdi em 11 de Março de 1867 apresentado uma nova versão levada à cena em Paris Arturo Toscanini dirige a NBC Symphony Orchestra numa gravação de 1944

sexta-feira, 28 de março de 2008

Flauta Mágica-Nur Stille(Final)

A Flauta Mágica foi estreada em 30 de Setembro de 1791 em Viena, com a particularidade de ser na estreia dirigida pelo próprio Mozart e cantada no papel de Papageno pelo barítono Emanuel Schikaneder autor do libreto.

Nesta última cena as forças da Rainha da Noite, às quais se uniu Monostatos, preparam-se para dar o golpe definitivo contra o poder dos sacerdotes, mas são vencidade no último momento são atiradas para a noite eterna.

No templo Sarastro o grande sacerdote de Ísis e Osiris, proclama o reina na luz e da verdade, no meio do júbilo geral.

Canta Sarastro

Os raios de sol
expulsam a noite
aniquilam o poder
que os enganosos traidores
tinham usurpado

replicando o coro

Glória a vós
iniciados ! tendes
vencido o poder
da noite. Graças a ti
Osíris, graça a ti, Isis,
Triunfu o valor
e coroou como prémio
a Beleza e a Sabedoria
com uma coroa eterna

Diana Damrau (Raínha da Noite) e Rene Pape(Sarastro) cantam



segunda-feira, 24 de março de 2008

La Boheme-Sono andati(Final)

Sono andati ?Fingevo di dormire".

"Foram-se embora ?
Fingia dormir
porque queria ficar sozinha contigo
tenho tantas coisas para te dizer,
Tenho uma só,mas grande como o mar
como o mar profundo e infinito
és o meu amor e toda a minha vida"

(Este é o tom e característica da óperas de Puccini, a musica sublinha sempre a caracterização romântica da sua obra qualquer que seja o libertista.)

Continua o dialogo entre ambos, perguntado~lhe ela se ele ainda a achava bela, "como a aurora responde-lhe Rodolfo.

"Enganaste-te na comparação
querias dizer bela como um ocaso"

A música sublinha entretanto a música do primeiro acto , quando se conheceram e ela repete recordando

"Chamam-me Mimi ...
porquê não sei..."

Rodolfo mostra -lhe a touca que lhe oferecera e continuam recordando o tempo em que se conheceram, quando ela perdera a chave e ela graciosamente diz-lhe

"Meu belo menino
posso bem dizê-lo agora
encontrou-a muito depressa"

continuando depois

"Estava escuro e o meu rubor
não se via
Que mãos tão frias
deixe-me aquecê-las
Estava escuro e tu agarravas
as minhas mãos"

Mas é tomada por um espamo de asfixia e deixa cair a cabeça, esgotada, no momento em que Schaunard entra.

Agora Mimi diz que está bem e chamando Musetta diz-lhe agarrando no regalo, que ele "é belo e suave, acabaram-se as mão pálidas. O calor as embelezará" o depois perante o choro de Rodolfo, lhe diz "estou bem, chorar assim porquê ? Aqui amor ,,, sempre contigo".

Entretanto Musetta reza

"Nossa senhora bendita
faz a graça a esta pobrezinha
para que não morra"

e depois após uma interrupção para dizer a Marcello, para que a protejam do frio, continua

" e que possa curar-se
Nossa Senhora santa, eu sou
indigna de perdão
enquanto Mimi
é um anjo do céu".

Entretanto Schaunard comunica a Mercelo que Mimi faleceu e quando Rodolfo se apercebe do sucedido, grita por duas vezes desesperadamente o nome de Mimi.

Alagna e Gheorghiu interpretam esta cena final .

A Boheme completa pode ser acompanhada no meu blogue Sindicato de Operários


terça-feira, 18 de março de 2008

Cavalleria Rusticana-Mamma Quel vino è generoso

A Cavalleria rusticana é um drama , cujo final, envolve uma vendetta, uma vingança dum marido traído.

Santuzza magoada com o repúdio do seu amor Turiddu, vai contar a Alfio que Lola a sua mulher o engana com o compadre Turiddu. Alfio desafia-o publicamente para um duelo, é então que

Turiddu chama por Mamma Lucia e diz-lhe que bebeu de mais e vai sair, mas primeiro pede-lhe a benção, como no dia em que partiu como soldado.

Acaba pedindo á mãe que

"se eu não voltar
tu terás de fazer de mãe de Santa
porque eu jurei levá-la ao altar
Tu terás de fazer de mãe de Santa
se eu não voltar"

A Mãe pergunta-lhe porque fala assim e ele acaba num tom fortemente dramático por lhe dizer em jeito de despedida

"Um beijo um beijo mãe
Outro beijo adeus
Se eu não voltar
faz de mãe de Santa
Um beijo mãe adeus"

Turiddu sai perante o desespero da mãe que o tenta segurar.

A praça vai-se enchendo de gente, Santuzza entra também, há um clima de grande agitação. até que se ouve um grito de mulher dizendo

HANNO AMMAZZATO COMPARE TURIDDU !
Mataram o compadre Turiddu !

Acabando a cena com grande desespero e consternação

Anna Stazui canta o papel de Lúcia e Cecchele o de Turiddu

ver Cavalleria Rusticana completa em Sindicato de Operários


quinta-feira, 13 de março de 2008

Otello-Nium mi tema(final)

Otello é uma ópera de Verdi em 4 actos com libretto de Arigo Boito, baseada na obra homónima de Shakespeare, estreada no Scala de Milão em 5 de Fevereiro de 1887.

História de amor e ciúme, como quase sempre acontece na ópera deste tempo Otello ama a sua Rainha Desdémona, mas Iago (o barítono mau da fita como sempre) que o odeia , intriga sugerindo a Otello a infidelidade dela, o que o leva a matá-la.
Otello acaba por matá-la, mas depois descoberto ardil e a mentira de Iago, acaba por suicidar-se é com esta ária que acaba o 4º e último acto de Otello

Que ninguém me tema
por me ver armado. Eis o fim
do meu caminho ... Oh Glória Otello fui

E tu como estás pálida
cansada, muda
é tão bela
boa criatura nascida sob uma má estrela
Fria como a tua casta vida
e no céu recolhida
Desdémona, Desdémona Ah
morta, morta, morta

Antes de te matar ... esposa.... beijei-te
Agora muribundo ... na sombra...
onde jazo
Um beijo.... mais um beijo
ah ... outro beijo



segunda-feira, 10 de março de 2008

Il Trovatore-Che non m ingano(final)

Este é o final do Trovador, um drama estranho e cheio de mistério, que termina com Manrico executado na fogueira, condenado pelo seu próprio irmão, porque a cigana Azucena, fez uma troca entre bebés

Depois de Azucena ter adormecido, entra Leonora que diz a Manrico que está livre, mas que ela não a pode acompanhar.

Este não quer ouvir falar de fugir, sem ser com ela e indigna-se quando percebe que Leonora obteve o seu perdão em troca de se vender ao conde, depois de ter perguntado

"mas fixa em mim, mulher, o teu olhar
de quem obtiveste e a que preço ?
Não queres falar ?
Que tremendo raio de luz
Do meu rival ! Compreendo ! Compreendo !
vendeste o teu amor a esse infame"

Ela acaba por confessar-lhe que se envenenou, que "tem a morte no meu seio" e que "a força do veneno foi mais rápida do que eu pensava" e que "em vez de viver sendo de outro, preferi morrer sendo tua".

(Embora aparentemente pareça tratar-se dum dueto, estamos em presença dum terceto, pois ouve-se a voz de Azucena, aparentemente sonhando alto cantando "Aos nossos montes regressaremos").

A entrada do conde Luna reforça a manutenção do terceto, pois Azucena voltará a dormir.

Entretanto Manrico percebe por fim o sacrifício da amada,"louco de mim e eu este anjo ousei amaldiçoar" e o Conde que foi enganado, "quis enganar-me e morrer por ele".

Leonora morre e o conde ordena assinalando Manrico "levem-no para o suplício",
levando-o à fogueira.

Acabando a ópera com o seguinte diálogo

Manrico : Mãe, oh mãe, adeus
Azucena (acordando): Manrico ! Onde está o meu filho ?
Luna: Corre para a morte
Azucena : Ah para escuta-me
Luna : Vê-lo ?
Azucena : Céus !
Luna: Já morreu
Azucena : Era teu irmão !
Luna : Ele ? Que horror!
Azucena : Já estás vingada, oh mãe
Luna : E eu ainda vivo

Cantam
Irina Arkhipova(Azucena)
Peter Glossop (Luna.)
Monserat Caballe (Leonora)
Ludovic Spiess (Manrico)

Num espectáculo em 23 de Julho de 1972.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Carmen-C est toi C est moi(final)

Morreu no dia 3 deste mês, o grande Pipo, assim era conhecido o grande tenor Giuseppe di Stefano, com 86 anos, na sua residência perto de Milão.

Há muito retirado de cena, também fora compelido a praticamente retirar-se da vida, há perto de 4 anos, quando depois de ter sido brutalmente agredido na sequência dum assalto, entrou em coma , estado de que nunca viria a recuperar totalmente.

Para alguns mais fanáticos, foi o grande companheiro de Maria Callas, mas é injusto apenas fazer esta afirmação, não começando por dizer que durante, embora poucos anos foi "o maior tenor lírico do Mundo".

Estreou-se em 1946 como Des Grieux na Manon de Jules Massenet. e manteve-se no pedestal durante cerca de 10 anos. Depois talvez por arrastamento e colagem com a carreira de Maria Callas, exageros, papéis inadequados e outros disparates adulteraram-lhe a qualidade vocal, entrando em fase descendente.

A Carmen é uma história de amor e sangue, ciúme e traição. Dom José era um militar, que desertou por amor de Carmen que o seduziu mas que acaba por o trocar pelo toureiro Escamilho.

Carmen e Dom José irão defrontar-se face a face no dueto final " C est toi, C estmoi" ao mesmo tempo que Escamilho triunfa dentro da praça de touros, no exterior Dom José acaba por matar Carmen.

As suas últimas palavras são

Podeis prender-me
Fui eu que a matei
Ó Carmen , minha Carmen adorada


Com não podia deixar de ser eis o dueto como Maria Callas no Royal Festival Hall. Londres em 1973.

Depois a solo cantando Vesti la giubba de Il Pagliacci de Leoncavallo


domingo, 2 de março de 2008

Aida-Morir sì pura e bella (Final)

A Aida de Verdi é uma ópera em 4 actos estreada em 24 de Dezembro de 1871 no Cairo.

As cenas finais da Aida perseguem um objectivo claro do autor evitar quanto possível a empolação melodramática, com ele disse por carta a um seu amigo, pretender "algo doce e vaporoso" um dueto curto num adeus à vida. Aida deve cair suavemente nos braços de Radamés enquanto Amenéris, canta ajoelhada sobre a pedra tumular o seu Requiescant in pace.

Para as pessoas menos identificadas com o enredo desta ópera, diga-se que Radamés, um capitão e herói do exército egípcio tinha sido condenado à morte por traição à Pátria, para favorecer a fuga do rei etíope pai de Aida a sua apaixonada.

A condenação foi a de ser sepultado vivo, sob o altar dos deuses.

Após o terem encarcerado na cripta dá pela presença de Aida que havia decidido juntar-se a ele para morrerem juntos, perante o desespero de Amnéris a filha do rei do Egipto que amava Radamés.

As cenas finais do segundo quadro do IV, acto consistem num longo dueto entre Radamés e Aida, quando ele canta inicialmente Morir! sì pura e bella!, enquanto se ouve os canto dos sacerdotes no exterior cantando "Immenso Fthà, del mondo Spirito animator.", acabando, os protagonista com uma ária a duo

O terra, addio; addio, valle di pianti...
Sogno di gaudio che in dolor svanì.
A noi si schiude il ciel e l'alme erranti
Volano al raggio dell'interno dì.

Enquanto sufocam os dois amantes, Amenéris acaba clamando,

Pace t'imploro,
... pace, pace...
... pace!

Num primeiro video, com imagem de pouca qualidade
Plácido Domingo (Radamés) canta com Eva Marton(Aida) numa récita no
Teatro da Zarzuela de Madrid. em 3 de Maio de1977




Depois num filme de 1956 canta Renata Tebaldi(Aida )para a imagem fílmica de Sophia Loren e Giuseppe Campora (Radames) canta e Luciano della Marra é o actor, Ebe Stignani(Amneris) canta e Lois Maxwell, filma.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Lucia di Lammermoor-Tu que a Dio spiegasto l ali(final)

No meu blogue Sindicato de Operários acabei de refazer toda a ópera Lucia de Lammermoor" de Donizetti, onde se pode, de um modo gera,l acompanhar toda a ópera, desde que se siga a ordem das respectivas etiquetas laterais.

O facto de ter acaba este ópera, deu-me a ideia de iniciar uma série de apresentações que chamarei "Finais" onde vou tentar publicar as últimas árias e o fecho de algumas delas.

Neste caso da Lucia de Lammermoor e ao contrário do habitual, não é a protagonista que a acaba, mas sim o tenor neste caso Edgardo suicidando-se após tomar conhecimento da morte de Lucia.
Lucia terminara a sua actuação uns minutos antes quando da extensa intervenção no que se convencionou chamar de ária da loucura.

a ária final “Tu que a Dio spiegasto l ali

Tu que a Deus abriste as asas
oh bela alma apaixonada
volve para mim aplacada
contigo se eleve quem te foi fiel
Ah se a ira dos mortais
Nos moveu uma guerra tão cruel
Se separados fomos na terra
Una-nos Deus no céu
Oh bela alma
Una-nos Deus no céu
Eu sigo-te”

Desembainhando a sua adaga, suicida-se.
Enquanto morre, canta basicamente a mesma ária ao mesmo tempo que Raimundo e o coro se lamentam dizendo

Que horror que horror
Oh! Tremendo e negro destino
Deus perdoa tanto horror”

A interpretação deste papel de Edgardo deve-se a José Carreras, aparentemente numa recita em Bregenz em 1982.


terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Gioconda-Suicídio

Eliane Coelho é provavelmente o nome mais consistente da cena brasileira, embora o êxito mediático de algumas jovens como Carmen Monarch, pareça destituir Eliane do seu lugar, não me espantando que a maioria das pessoa conheça melhor Carmen.
Não sendo uma debutante, contando actualmente 55 anos esta antiga estudante de arquitectura veio para a Alemanha para se aperfeiçoar e pela Europa (desde 1991 em Viena) onde se tem mantido nas suas actuações sem descurar aparições pontuais no seu País, como é o caso deste vídeo cantado em São Paulo em 2006 a ária "Suicídio" da Gioconda de Amilcare Ponchielli.
Uma ária do IV acto desta ópera com libretto de Arrigo Boito, muito exigente para a intérprete.
Esta ópera foi estreada no Scala em Milão em 1876 e na noite da estreia com a presença do autor, foi chamado à cena mais de 30 vezes para receber os aplausos do público.
Este papel de Gioconda foi cantado na estreia por Teresa Brambilla, mulher de Ponchielli.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Lucia de Lammermoor-Chi mi frena In tal momento

O famoso sexteto da Lucia de Lammermoor começa, entrado em primeiro lugar por Edgardo e Enrico, juntando-se a eles, pouco depois, Lucia e Raimondo, que repetem o tema do tenor e do barítono, enquanto estes repetem uma variação do mesmo.

Na segunda parte juntam-se Arturo e Alisa, dando lugar a um intenso clímax final. A violência da situação descrita pela orquestra e pontuada pelas diversas intervenções, acabam por desembocar num grande concertante com o qual termina o II acto.

O sexteto é admirável, cada um canta a sua parte, mas a beleza das palavras e a técnica musical , faz com que “batam certo”. Como se estivessem a ser lidos 6 poemas ao mesmo tempo (não deixa de não ser verdade), não se encontrando qualquer dissonância.

Edgardo, lamenta o que considera ser uma traição, mas clama que ainda que vencido, a ama (T amo ingrata, t amo ancor)

Enrico diz que se arrepende de ter traído alguém do sangue dela e não consegue apagar os remorsos do meu coração ( spegnere, non posso, I rimorsi del mio cor)

Lucia lamenta-se de não ter morrido, quero chorar e não posso até o pranto me abandona (Vorrei piangere e non posso, M abbandona il pianto ancor)

Raimondo lamenta a dor de Lucia, quem não se compadece dela, tem no peito um coração de tigre (Chi per lei non é commosso, ha di tigre in petto il cor)

Este famoso sexteto aqui é cantado pelo seguinte elenco

Edgardo: José Carreras
Lucia: Katia Ricciarelli
Enrico: Leo Nucci
Raimondo: John Paul Bogart
Arturo: John Dickie
Alisa: Waltraud Winsauer

Num concerto em 1982



sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Pourquoi me reveiller

Num outro blogue meu chamado Sindicato de Operários,

tento com alguma dificuldade, "publicar" integralmente Óperas, com sequência e textos apropriados, assim consiga descobrir os trechos publicados e o sempre embirrante "This video is no longuer available".

Já consegui completar a "Norma", a "Cavalleria Rusticana", "La Boheme" e o Requiem de Verdi.

Tenho em reconstrução (substituição de videos no longuer available) , o "Trovador" e a "Lucia de Lamermoor".

Estando em publicação o "Elixir do Amor", onde a maioria dos documentos que encontro têm Rolando Villazon como protagonista (Nemorino).

Villazon é um tenor que gosto muito, votaria nele para um dos melhores da actualidade

Aqui Rolando Villazon canta da ópera Werther de Jules Massenet - Pourquoi me reveiller, numa récita em Nice em 2006

Pourquoi me réveiller, ô souffle du printemps,
pourquoi me réveiller?
Sur mon front je sens tes caresses,
Et pourtant bien proche est le temps
Des orages et des tristesses!
(avec désespérance)
Pourquoi me réveiller, ô souffle du printemps?
Demain dans le vallon viendra le voyageur
Se souvenant de ma gloire première...
Et ses yeux vainement chercheront ma splendeur,
Ils ne trouveront plus que deuil et que misère!
Hélas!
(avec désespérance)
Pourquoi me réveiller ô souffle du printemps!


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

A te o cara

Rockwell Blake, canta hoje esporadicamente, por opção própria, já que prefere dedicar-se ao ensino. Tem uma carreira interessante sobretudo em papéis rossinianos, mas é falho na representação cénica, de que aliás, quanto a mim, este video é exemplo disso.

Canta aqui esta ária, acompanhado da soprano Denia Mazzola Gavazzeni no papel de Elvira, da Ópera IL Puritani de Bellini, a sua última ópera estreada em Paris em 1833

A te, o cara, amor talora
Mi guidò furtivo e in pianto;
Or mi guida a te d'accanto
Tra la gioia e l'esultar.

Al brillar di sì bell'ora,
Se rammento il mio tormento
Si raddoppia il mio contento
M'è più caro il palpitar d'amor


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Lascia ch'io pianga

Deixa-me então chorar
a minha cruel sorte
e suspirar
pela liberdade
Que a dor rompa
estas grilhetas
dos meus martírios
só por piedade

Assim canta Almirenda quando cativa, canta este lamento que imortaliza a sua personagem na ópera Rinaldo de Haendel estreada em Londres em 1711.

Canta Angela Gheorghiu num  concerto em Bruxelas no ano de  2004. 

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Rachel, quand du seigneur

Confesso o meu desconhecimento sobre esta ópera La Juive, da autoria de Halevy com libretto de E.Scribe.
Halevy é um músico do século XIX e esta mesma ópera a Judia foi a escolhida para a inauguração do teatro de Ópera de Paris, o Teatro Garnier em 1875, quando ali foi tocado o 3º acto desta obra.

Encontrei este magnífico documento, cantado por Plácido Domingo, duma área "Rachel, quand du seigneur"


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Casta Diva

A nossa vencedora do concurso a melhor soprano da actualidade, foi a Anna Netrebko, com uns indiscutíveis 58%, ficando Renne Fleming em 2ºlugar com 17% dos votos.

A homenagem que lhe prestamos é a publicação desta sua interpretação da "Casta Diva" a famosa ária da Norma de Bellini

Esta cavantina, é sem qualquer dúvida o fragmento mais popular de toda a ópera, os ondulantes harpejos dos instrumentos de corda, com base nos quais se eleva o tema principal da ária, interpretado pela flauta, que lhe dá o clima “lunar”, já que a cena é noturna e a evocação é feita à deusa Lua), introduzem o canto da soprano

Basicamente nesta ária Norma, convida o povo á paz, corta os ramos do visco sagrado e avança com os braços estendidos para o ceú. A luz da lua inunda a cena e Norma invoca a sua aparência pura e bela com uma prece eterna



quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Aleluia

Quase a acabar a votação para a melhor soprano actual, a eleger pelos visitantes deste blogue. Não posso deixar de fazer um acto de contrição, pela iniciativa que tomei.

Embora não tenha importância de maior, equivalente à importância que o Musicópera têm, o facto é que é sempre complicado promover este tipo de eleições, sob pena de se deixar muita gente de fora o que é claro uma forma de ser ser injusto.

Como penitência irei passar algum tempo a apresentar peças de algumas sopranos que injustamente não apurei como elegíveis, para este modesto concurso.

Alguém aqui mesmo em comentário me perguntou por ela, Diana Damrau. Como foi possível esquece-la ? (Desculpa Maria)

Damrau é uma extraordinária soprano de coloratura alemã, especialista em papéis como Contança(Rapto do Serralho), Gilga (Rigoletto), de Rosina (Barbeiro de Sevilha), ou da Rainha da Noite(Flauta Mágica)

Aqui canta da obra sacra de Mozart "Exsultate Jubilate"K.165, em Fá Maior, "Aleluia", num concerto em 2002 sob a condução de Mehta.

Já agora, a votação ao lado acaba no próximo dia 31.


quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Je fus cruelle et coupable

Não porque a nossa até ao momento destacada favorita à votação da melhor soprano actual, deste blogue, precise de promoção tal é o seu avanço, mas este dueto interpretado num recital em Paris em Março do ano transacto com Rolando Villazon é soberbo

Anna Netrebko e Rolando Villazon cantam o dueto Toi ! Vous! da Manon de Jules Massenet

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Sull aria

Neste dueto "Sull aria" das Bodas de Figaro de Mozart, Renne Fleming canta com a mezzo-soprano Cecília Bartoli a vencedora do concurso para mezzo da actualidade que este blogue promoveu anteriormente.

Esta iniciativa de apresentar as candidatas ao prémio de melhor soprano da actualidade, cantando em dueto, continuará pois até ao dia 31 de corrente mês quando se encerrar o prazo para votação.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Ah inseparabile

A pouco dias do fecho da votação (ao lado) para a melhor soprano da actualidade

Vou aproveitar para apresentar as sopranos em concurso mas cantando duetos.

Começo com Edita Gruberova e Luciano Pavarotti cantando um dueto do Rigoletto de Verdi que se chama "Ah inseparabile"

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Eri tu che machiavi

Em 11 de Julho de 2005, faleceu em Trieste, Piero Cappuccilli, um dos maiores barítonos verdianos de sempre e que eu tive o gosto de ouvir cantar em Lisboa, algumas vezes

Iniciou-se no papel de Tonio de Il Pagliaci em 1956 com 26 anos em Milão no Teatro Nuovo, só se estreando no Scala com o Trovador em 1964, onde cantou várias vezes em especial um inesquecível Simão Bocanegra em 1971 dirigido por Abbado.

A sua última interpretação em 1992 em Viena e Verona cantando de novo Otelo e o Nabucco

Aqui canta "Eri tu che machiavi" da ópera Um baile de Máscaras.

Nota-Ao lado decorre até ao fim do mês a "votação" para a melhor soprano da actualidade, prémio do blogue Musicópera


domingo, 6 de janeiro de 2008

Il ballen del suo sorriso

Os papéis de barítono correspondem normalmente, ao papéis do vilão nas óperas, naturalmente que isso não corresponde à qualidade das vozes, mas o certo é que não são as estrelas para o grande público pouco conhecedor, que não para os entendidos, que não deixam de salientar a enorme qualidade vocal de alguns, independentemente do seu estatuto junto do público.

Aqui o barítono Gioirgio Zancanaro canta o papel do Conde de Luna.

A segunda cena do segundo acto do Trovador inicia-se praticamente com a famosa ária para barítono do Conde de Luna, quando ele e os seus seguidores se aproximam de noite do castelo de Castellor.

Luna canta a sua ária "Il ballen del suo sorriso"(A luz do seu sorriso) onde ele anuncia que quer raptar a sua amada Leonora que pretende professar, propondo-se ele rapta-la antes que ela o consiga.

Diz então que :

" A luz do seu sorriso é maior do que uma estrela o esplendor do seu lindo rosto infunde-me nova coragem O amor que me anima falará a meu favor e que o Sol de um dos seus olhares disperse a tempestade do meu coração".

Ouve-se entretanto o bater dos sinos que anunciam a cerimónia. Os soldados que o conde trouxera consigo dispõem-se para o rapto, enquanto este proclama "Per me ora fatale"(5.17)

"Hora fatal para mim apressa os teus momentos a alegria que me espera não é um júbilo mortal Em vão um Deus rival se opõe ao meu amor nem mesmo um Deus pode oh mulher afastar-te de mim"