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segunda-feira, 31 de março de 2008

Força do destino-Abertura

A Força do destino é uma ópera de Verdi com libreto de Francisco Maria Piave revisto por António Ghislanzoni. Estreada em Novembro de 1862 em S.Petersburgo, estando Verdi presente, tendo contudo Verdi em 11 de Março de 1867 apresentado uma nova versão levada à cena em Paris Arturo Toscanini dirige a NBC Symphony Orchestra numa gravação de 1944

sexta-feira, 28 de março de 2008

Flauta Mágica-Nur Stille(Final)

A Flauta Mágica foi estreada em 30 de Setembro de 1791 em Viena, com a particularidade de ser na estreia dirigida pelo próprio Mozart e cantada no papel de Papageno pelo barítono Emanuel Schikaneder autor do libreto.

Nesta última cena as forças da Rainha da Noite, às quais se uniu Monostatos, preparam-se para dar o golpe definitivo contra o poder dos sacerdotes, mas são vencidade no último momento são atiradas para a noite eterna.

No templo Sarastro o grande sacerdote de Ísis e Osiris, proclama o reina na luz e da verdade, no meio do júbilo geral.

Canta Sarastro

Os raios de sol
expulsam a noite
aniquilam o poder
que os enganosos traidores
tinham usurpado

replicando o coro

Glória a vós
iniciados ! tendes
vencido o poder
da noite. Graças a ti
Osíris, graça a ti, Isis,
Triunfu o valor
e coroou como prémio
a Beleza e a Sabedoria
com uma coroa eterna

Diana Damrau (Raínha da Noite) e Rene Pape(Sarastro) cantam



segunda-feira, 24 de março de 2008

La Boheme-Sono andati(Final)

Sono andati ?Fingevo di dormire".

"Foram-se embora ?
Fingia dormir
porque queria ficar sozinha contigo
tenho tantas coisas para te dizer,
Tenho uma só,mas grande como o mar
como o mar profundo e infinito
és o meu amor e toda a minha vida"

(Este é o tom e característica da óperas de Puccini, a musica sublinha sempre a caracterização romântica da sua obra qualquer que seja o libertista.)

Continua o dialogo entre ambos, perguntado~lhe ela se ele ainda a achava bela, "como a aurora responde-lhe Rodolfo.

"Enganaste-te na comparação
querias dizer bela como um ocaso"

A música sublinha entretanto a música do primeiro acto , quando se conheceram e ela repete recordando

"Chamam-me Mimi ...
porquê não sei..."

Rodolfo mostra -lhe a touca que lhe oferecera e continuam recordando o tempo em que se conheceram, quando ela perdera a chave e ela graciosamente diz-lhe

"Meu belo menino
posso bem dizê-lo agora
encontrou-a muito depressa"

continuando depois

"Estava escuro e o meu rubor
não se via
Que mãos tão frias
deixe-me aquecê-las
Estava escuro e tu agarravas
as minhas mãos"

Mas é tomada por um espamo de asfixia e deixa cair a cabeça, esgotada, no momento em que Schaunard entra.

Agora Mimi diz que está bem e chamando Musetta diz-lhe agarrando no regalo, que ele "é belo e suave, acabaram-se as mão pálidas. O calor as embelezará" o depois perante o choro de Rodolfo, lhe diz "estou bem, chorar assim porquê ? Aqui amor ,,, sempre contigo".

Entretanto Musetta reza

"Nossa senhora bendita
faz a graça a esta pobrezinha
para que não morra"

e depois após uma interrupção para dizer a Marcello, para que a protejam do frio, continua

" e que possa curar-se
Nossa Senhora santa, eu sou
indigna de perdão
enquanto Mimi
é um anjo do céu".

Entretanto Schaunard comunica a Mercelo que Mimi faleceu e quando Rodolfo se apercebe do sucedido, grita por duas vezes desesperadamente o nome de Mimi.

Alagna e Gheorghiu interpretam esta cena final .

A Boheme completa pode ser acompanhada no meu blogue Sindicato de Operários


terça-feira, 18 de março de 2008

Cavalleria Rusticana-Mamma Quel vino è generoso

A Cavalleria rusticana é um drama , cujo final, envolve uma vendetta, uma vingança dum marido traído.

Santuzza magoada com o repúdio do seu amor Turiddu, vai contar a Alfio que Lola a sua mulher o engana com o compadre Turiddu. Alfio desafia-o publicamente para um duelo, é então que

Turiddu chama por Mamma Lucia e diz-lhe que bebeu de mais e vai sair, mas primeiro pede-lhe a benção, como no dia em que partiu como soldado.

Acaba pedindo á mãe que

"se eu não voltar
tu terás de fazer de mãe de Santa
porque eu jurei levá-la ao altar
Tu terás de fazer de mãe de Santa
se eu não voltar"

A Mãe pergunta-lhe porque fala assim e ele acaba num tom fortemente dramático por lhe dizer em jeito de despedida

"Um beijo um beijo mãe
Outro beijo adeus
Se eu não voltar
faz de mãe de Santa
Um beijo mãe adeus"

Turiddu sai perante o desespero da mãe que o tenta segurar.

A praça vai-se enchendo de gente, Santuzza entra também, há um clima de grande agitação. até que se ouve um grito de mulher dizendo

HANNO AMMAZZATO COMPARE TURIDDU !
Mataram o compadre Turiddu !

Acabando a cena com grande desespero e consternação

Anna Stazui canta o papel de Lúcia e Cecchele o de Turiddu

ver Cavalleria Rusticana completa em Sindicato de Operários


quinta-feira, 13 de março de 2008

Otello-Nium mi tema(final)

Otello é uma ópera de Verdi em 4 actos com libretto de Arigo Boito, baseada na obra homónima de Shakespeare, estreada no Scala de Milão em 5 de Fevereiro de 1887.

História de amor e ciúme, como quase sempre acontece na ópera deste tempo Otello ama a sua Rainha Desdémona, mas Iago (o barítono mau da fita como sempre) que o odeia , intriga sugerindo a Otello a infidelidade dela, o que o leva a matá-la.
Otello acaba por matá-la, mas depois descoberto ardil e a mentira de Iago, acaba por suicidar-se é com esta ária que acaba o 4º e último acto de Otello

Que ninguém me tema
por me ver armado. Eis o fim
do meu caminho ... Oh Glória Otello fui

E tu como estás pálida
cansada, muda
é tão bela
boa criatura nascida sob uma má estrela
Fria como a tua casta vida
e no céu recolhida
Desdémona, Desdémona Ah
morta, morta, morta

Antes de te matar ... esposa.... beijei-te
Agora muribundo ... na sombra...
onde jazo
Um beijo.... mais um beijo
ah ... outro beijo



segunda-feira, 10 de março de 2008

Il Trovatore-Che non m ingano(final)

Este é o final do Trovador, um drama estranho e cheio de mistério, que termina com Manrico executado na fogueira, condenado pelo seu próprio irmão, porque a cigana Azucena, fez uma troca entre bebés

Depois de Azucena ter adormecido, entra Leonora que diz a Manrico que está livre, mas que ela não a pode acompanhar.

Este não quer ouvir falar de fugir, sem ser com ela e indigna-se quando percebe que Leonora obteve o seu perdão em troca de se vender ao conde, depois de ter perguntado

"mas fixa em mim, mulher, o teu olhar
de quem obtiveste e a que preço ?
Não queres falar ?
Que tremendo raio de luz
Do meu rival ! Compreendo ! Compreendo !
vendeste o teu amor a esse infame"

Ela acaba por confessar-lhe que se envenenou, que "tem a morte no meu seio" e que "a força do veneno foi mais rápida do que eu pensava" e que "em vez de viver sendo de outro, preferi morrer sendo tua".

(Embora aparentemente pareça tratar-se dum dueto, estamos em presença dum terceto, pois ouve-se a voz de Azucena, aparentemente sonhando alto cantando "Aos nossos montes regressaremos").

A entrada do conde Luna reforça a manutenção do terceto, pois Azucena voltará a dormir.

Entretanto Manrico percebe por fim o sacrifício da amada,"louco de mim e eu este anjo ousei amaldiçoar" e o Conde que foi enganado, "quis enganar-me e morrer por ele".

Leonora morre e o conde ordena assinalando Manrico "levem-no para o suplício",
levando-o à fogueira.

Acabando a ópera com o seguinte diálogo

Manrico : Mãe, oh mãe, adeus
Azucena (acordando): Manrico ! Onde está o meu filho ?
Luna: Corre para a morte
Azucena : Ah para escuta-me
Luna : Vê-lo ?
Azucena : Céus !
Luna: Já morreu
Azucena : Era teu irmão !
Luna : Ele ? Que horror!
Azucena : Já estás vingada, oh mãe
Luna : E eu ainda vivo

Cantam
Irina Arkhipova(Azucena)
Peter Glossop (Luna.)
Monserat Caballe (Leonora)
Ludovic Spiess (Manrico)

Num espectáculo em 23 de Julho de 1972.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Carmen-C est toi C est moi(final)

Morreu no dia 3 deste mês, o grande Pipo, assim era conhecido o grande tenor Giuseppe di Stefano, com 86 anos, na sua residência perto de Milão.

Há muito retirado de cena, também fora compelido a praticamente retirar-se da vida, há perto de 4 anos, quando depois de ter sido brutalmente agredido na sequência dum assalto, entrou em coma , estado de que nunca viria a recuperar totalmente.

Para alguns mais fanáticos, foi o grande companheiro de Maria Callas, mas é injusto apenas fazer esta afirmação, não começando por dizer que durante, embora poucos anos foi "o maior tenor lírico do Mundo".

Estreou-se em 1946 como Des Grieux na Manon de Jules Massenet. e manteve-se no pedestal durante cerca de 10 anos. Depois talvez por arrastamento e colagem com a carreira de Maria Callas, exageros, papéis inadequados e outros disparates adulteraram-lhe a qualidade vocal, entrando em fase descendente.

A Carmen é uma história de amor e sangue, ciúme e traição. Dom José era um militar, que desertou por amor de Carmen que o seduziu mas que acaba por o trocar pelo toureiro Escamilho.

Carmen e Dom José irão defrontar-se face a face no dueto final " C est toi, C estmoi" ao mesmo tempo que Escamilho triunfa dentro da praça de touros, no exterior Dom José acaba por matar Carmen.

As suas últimas palavras são

Podeis prender-me
Fui eu que a matei
Ó Carmen , minha Carmen adorada


Com não podia deixar de ser eis o dueto como Maria Callas no Royal Festival Hall. Londres em 1973.

Depois a solo cantando Vesti la giubba de Il Pagliacci de Leoncavallo


domingo, 2 de março de 2008

Aida-Morir sì pura e bella (Final)

A Aida de Verdi é uma ópera em 4 actos estreada em 24 de Dezembro de 1871 no Cairo.

As cenas finais da Aida perseguem um objectivo claro do autor evitar quanto possível a empolação melodramática, com ele disse por carta a um seu amigo, pretender "algo doce e vaporoso" um dueto curto num adeus à vida. Aida deve cair suavemente nos braços de Radamés enquanto Amenéris, canta ajoelhada sobre a pedra tumular o seu Requiescant in pace.

Para as pessoas menos identificadas com o enredo desta ópera, diga-se que Radamés, um capitão e herói do exército egípcio tinha sido condenado à morte por traição à Pátria, para favorecer a fuga do rei etíope pai de Aida a sua apaixonada.

A condenação foi a de ser sepultado vivo, sob o altar dos deuses.

Após o terem encarcerado na cripta dá pela presença de Aida que havia decidido juntar-se a ele para morrerem juntos, perante o desespero de Amnéris a filha do rei do Egipto que amava Radamés.

As cenas finais do segundo quadro do IV, acto consistem num longo dueto entre Radamés e Aida, quando ele canta inicialmente Morir! sì pura e bella!, enquanto se ouve os canto dos sacerdotes no exterior cantando "Immenso Fthà, del mondo Spirito animator.", acabando, os protagonista com uma ária a duo

O terra, addio; addio, valle di pianti...
Sogno di gaudio che in dolor svanì.
A noi si schiude il ciel e l'alme erranti
Volano al raggio dell'interno dì.

Enquanto sufocam os dois amantes, Amenéris acaba clamando,

Pace t'imploro,
... pace, pace...
... pace!

Num primeiro video, com imagem de pouca qualidade
Plácido Domingo (Radamés) canta com Eva Marton(Aida) numa récita no
Teatro da Zarzuela de Madrid. em 3 de Maio de1977




Depois num filme de 1956 canta Renata Tebaldi(Aida )para a imagem fílmica de Sophia Loren e Giuseppe Campora (Radames) canta e Luciano della Marra é o actor, Ebe Stignani(Amneris) canta e Lois Maxwell, filma.