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quarta-feira, 29 de agosto de 2007

O mio babbino caro

Os últimos trabalhos de Puccini foram além da Turandot que não chegou a acabar, um t conjunto de 3 óperas curtas em um acto Il Tabarro, Suor Angélica, Gianni Schichi, esta última a única opera cómica de Puccini. Estrearam no Metropolitan Opera House de Nova York, a 14 de dezembro de 1918

Lauretta, que está perdidamente apaixonada por Rinuccio, pede ao pai que faça algo pelos Donati. "Por essa gente?" diz ele. "Nada! Não faço absolutamente nada!" É então que Lauretta, com sua célebre ária O mio babbino caro consegue amolecer o coração do pai. Gianni.

É com alguma emoção que remeto as imagens vídeo para a interpretação desta área por Maria Callas,(clicar no nome) no primeiro dos documentos o apogeu, no segundo a decadência acentuada, fora de tom e a tentativa de ajustamento, deve sempre parar-se a tempo.

Na gravação audio pode ouvir-se Inessa Galante cantar esta ária uma soprano Letã, nascida em 1954



O mio babbino caro,
mi piace è bello, bello;
vo'andare in Porta Rossa
a comperar l'anello!
Sì, sì, ci voglio andare!
e se l'amassi indarno,
andrei sul Ponte Vecchio,
ma per buttarmi in Arno!
Mi struggo e mi tormento!
O Dio, vorrei morir!
Babbo, pietà, pietà!
Babbo, pietà, pietà!

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Egmont-Abertura

Esta abertura não pertence a nenhuma ópera, Beethoven apenas musicou uma, Fidélio.

Egmont é um drama de Goethe levado à cena em 1810. Um drama musicado por Beethoven, no que à abertura e aos entre actos diz respeito.

Trata-se dum história verdadeira passada em 1568, quando Egmont um capitão espanhol do "nosso" Filipe I, quando da insurreição nos Países Baixos tomou o partido de Guilherme d Orange, sendo depois condenado à morte pelo seu ex-amigo Duque de Alba.

Goethe fez algumas alteração à personagem, nomeadamente quanto ao seu estado civil mas não deixa de ser um grito de revolta pela liberdade.
Ninguém pois melhor que Beethoven para ilustrar musicalmente esse sentimento.

A gravação musical não tem executantes identificados por mim



Para aceder à execução desta abertura pela Orquestra Filarmónica de Viena dirigida por Leonard Bernestein clicar aqui

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Sansão e Dalila-Mon coeur s ouvre à ta voix

Camilo Saint-Saens é lembrado no mundo da ópera apenas pela autoria desta obra, muito pouco para quem se dedicou intensamente a este mundo.

É uma ópera em 3 actos com libreto de Ferdinand Lemaire estreada em Weimar a 2 de Dezembro de 1877 e em Paris a 23 de Novembro de 1892.

É uma ópera para solistas mezzo-soprano, tenor e barítono, tendo papéis secundários de pouca importância e sem sopranos, pois o autor achou inadequado os agudos típicos dessa voz, atendendo ao papel claramente sensual que é atribuído a Dalila o mais importante desta ópera.

Está ária é considerada uma das mais sensuais da ópera francesa.

O meu coração abre-se ao som da tua voz
como se abrem as flores
sob os beijos da aurora !
Mas oh meu amado
para que as minhas lágrimas sequem melhor
faz com que a tua voz me continue a falar
Diz-me que pela Dalila
regressaste para sempre
fala de novo à minha ternura
com os juramentos de outrora
esse juramentos que tanto gostava
Ah responde á minha ternura
Verte sobre mim o teu ébrio amor

Do mesmo modo que se vê o trigo
cujas espigas ondulam
sob a brisa ligeira
assim treme o meu coração
pronto a consolar-se
com o som da tua voz que tanto amo
A seta é menos rápida
como mensageira da morte
de que a tua amada a voar para os teus braços
Ah responde á minha ternura
Verte sobre mim o teu ébrio amor


Olga Borodina é a primeira figura da companhia de ópera do Teatro Kirov

domingo, 19 de agosto de 2007

Carmen-Marcha de Escamillo

A marcha que Escamillo, canta no 2º acto, constituí um dos momentos mais famosos desta ópera, que tem vários acordes repetidos quer na abertura quer em noutros actos.

O papel do toureiro Escamillo é para barítono e as exigências para cantar bem esta famosa ária, são muitas.

É a entrada em cena desse toureiro famoso aclamado pela multidão que nessa tarde obteve grande exito na praça de Granada. Todos brindam por ele e o toureiro retribui o brinde, não sem reparar na beleza de Carmen, á qual dedicará a morte do próximo touro.

Marcha de Escamillo

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

IL Trovatore-Verdi-Inicio do 2º Acto

O 2º acto desta ópera começa num acampamento de ciganos, na Biscaia, partidários de Urgel.

Cantam despedindo-se da noite "Vedo ! Se fosche notturno", preparando-se para o trabalho. É um dos trechos mais famoso da ópera, onde o coro é misturado com o bater de bigornas e martelos, vulgarmente conhecido pelo "coro dos ciganos".

Eles dizem

"Olhai ! as escuras roupas noturnas que
cobriam a imensa abóbada do céu afastam-se,
parece uma viúva
que por fim despe
as roupas negras com as quais se cobria.
Ao trabalho vamos, martelem.

Quem embeleza os dias do cigano ?
a ciganinha"

depois só os homens

"Escutem-me um pouco
a bebida dá ânimo e coragem
ao corpo e á alma"

Completando todo o coro

"Oh Olha olha
no teu corpo brilha um raio
mais brilhante que os do Sol
Ao trabalho ! ao trabalho !

Quem embeleza os dias do cigano ?
A ciganinha"

Azuzena a filha da cigana, que o velho conde de Luna queimou no passado, está absorta frente ao fogo, enquanto os ciganos cantavam.

Azuzena começa então um estranha canzone, assim qualificada na partitura e não como ária e que por isso tem duas estrofes iguais. Trata-se de "Sride la vampa"(crepita a chama), uma das mais famosa árias para mezzo-sopranos.

Ela recorda o dia tenebroso quando sua mãe foi injustamente condenada. Numa primeira alusão ao ambiente em redor, a alegria das pessoas.

Terminando

" Crepita a chama, chega a vítima
vestida de negro, desenfaixada e descalça !
Elevam-se gritos ferozes de morte
e o eco repete-os de um barranco para outro !
Sinistras reluzem sobre os seus horrendos rostos
as tétricas chamas que se erguem até ao céu"

Para ver carregue aqui


Il Trovatore-(O Trovador) foi estreada a 19 de Janeiro de 1853 composta por Verdi, escrita com libreto de Salvatore Cammarano baseado na peça teatral de Antonio Garcia Gutiérrez, escrita em 1836.

Quando da estreia, teve enorme êxito que se manteve inalterável até hoje.

O Trovador é a segunda ópera de uma trilogia verdiana iniciada com o Rigoletto e acabada com La Traviata.

Estas óperas iniciam um distanciamento definitivo em relação a tudo o que as óperas do primeiro período romântico supõem. A típica divisão entre recitativo, ária e cabaletta começa a não ser essencial na linha dramática da obra, de tal maneira que é muito mais simples criar cenas em que a continuidade predomina sobre a divisão estrita da ópera por números.

Com Verdi as árias não desaparecem, mas significa que á obra não é estruturada em função delas, elas limitam-se a aparecer quando se justificam.

Os trecho longos das aberturas, ainda habituais nos primeiro tempos da sua produção, tendem a ser substituídos por preludios mais ou menos breves. Assim acontece nestas três óperas da trilogia.

Personagens

O Conde de Luna-(Barítono)nobre aragonês ao serviço de Fernando de Antequerra.

Manrico-(Tenor)oficial do exército do conde Urgel, suposto filho da cigana Azucena e irmão ignorado do conde de Luna.

Leonora-(Soprano)dama de companhia da rainha Leonor e apaixonada por Manrico.

Azucena-(Mezzo-soprano)cigana originária dos montes da Biscais.

Ferrando-(Baixo)Chefe da guarda do conde Luna.

Ruiz-(tenor)lugar-tenente e amigo de Manrico.

Inês-(soprano)confidente de Leonora


segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Avé Maria-Schubert

Há 13 anos atrás Luciano Pavarotti, cantava assim esta Avé Maria. Ele nunca foi um interprete com boa capacidade cénica, mesmo na ópera não tinha grande sentido teatral. Plácido Domingo sim.
Acho que aqui a ler a partitura da Avé Maria, a espiritualidade que deveria acompanhar o seu canto perde-se um bocado, pela leitura do papelito.

Mas aquela voz perdoa-se quase tudo.

Ave Maria
Gratia plena
Maria, gratia plena
Maria, gratia plena
Ave, ave dominus
Dominus tecum
Benedicta tu in mulieribus
Et benedictus
Et benedictus fructus ventris
Ventris tuae, Jesus.
Ave Maria

Ave Maria
Mater Dei
Ora pro nobis peccatoribus
Ora pro nobis
Ora, ora pro nobis peccatoribus
Nunc et in hora mortis
Et in hora mortis nostrae
Et in hora mortis nostrae
Et in hora mortis nostrae
Ave Maria

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Va pensiero-Nabucco

Nabucco, uma das primeiras óperas de Verdi, (3ª) estreou em 1842 no La Scala de Milão. A história fala sobre judeus escravizados na Babilónia e era particularmente significativo para o povo italiano.

Naquela época, a Itália não era a nação soberana que é hoje, era dividida em cidades-estados que eram controladas por forças estrangeiras.

Os austríacos controlavam o norte da Itália, os Bourbons governavam em Nápoles e o Papa detinha o poder em Roma e nos Estados Papais. O sentimento patriótico era grande e o movimento Risorgimento adotou Verdi como defensor (risorgimento significa, literalmente, ressurgimento, renascimento).

No famoso coro "Va, pensiero", os escravos hebreus refletem com pesar sobre sua amada terra natal; era a expressão perfeita de nacionalismo e ainda é tocado em ocasiões nacionais até hoje.

Retirado do site da Metropolitan Opera Information Center

A gravação audio é Philarmonia Orquestra e Ambrosian Oera Chorus sobre a direcção de Riccardo Muti

No vídeo é a Orquestra e Coro do Teatro Nacional de Ópera de Paris, direcção de Nello Santi, em 1979




quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Norma-abertura

Norma foi uma ópera escrita por Vincenzo Bellini estreada no Scala de Milão em 26 de Dezembro de 1831.

Consideram alguns amantes das orquestrações wagnerianas, que a música de Bellini é simples e despojada de mais. Para outros tem a "quantidade de música" suficiente para impulsionar o canto que já por si encerra extraordinárias dificuldades vocais para quem a canta em especial para o papel da protagonista.

A abertura com que começa a Norma é uma das mais sublimes que se produziram na época do romantismo.

Norma é uma ópera em 4 actos composta sobre libreto de Felice Romani, um famoso libretista de mais de 100 óperas em que as mais conhecidas são o Elixir do amor e a Sonâmbula.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Carmen-Abertura

Carmen um ópera escrita por Georges Bizet com guião inspirado numa novela de Prosper Merimée, numa história que o autor diz ser verídica e lhe terá sido contada pelo próprio D.José que cumpria pena de prisão e que lhe teria contado como a Carmen o arrastara para a desgraça.

Ele era soldado e por ela desertara, convertendo-se em bandido, assaltante de estradas e finalmente assassino, acabando por a matar por ciúmes.

Ópera em 4 actos, estreada em Paris no dia 3 de Março de 1875, três meses antes da morte de Bizet com apenas 37 anos.

A gravação audio é tocado pela Orquestra Nacional de Paris direcção de Georges Prete

No vídeo de novo a Orquestra Filarmónica de Berlim conduzida por Claudio Abbado



domingo, 5 de agosto de 2007

Guilherme Tell-Abertura

Aqui está pois a famosa abertura desta ópera, que como ontem disse é considerado o apogeu da emancipação das aberturas enquanto peça sinfónica e não mero "afinar de instrumentos" para indicar aos espectadores que o espectáculo ia começar.

É uma peça se música sinfónica, com seguramente 3 andamentos clássicos.

Esta abertura tem igualmente outra carga importante para as pessoas da minha geração, os últimos 3 minutos, correspondem à musica da série de "cóboiada" do meu tempo em que o Mascarilha e seu cavalo Silver apareciam na RTP.

Quem se lembra ?

Ópera em quatro atos de Gioacchino Rossini, libreto de V. J. Etienne de Jouy e H. L. F. Bis com base em Schiller.

Estreou no Opéra de Paris em 03 de Agosto de 1829, em 1831 os quatro actos foram reduzidos a três. As duas versões ouvem-se indistintamente dependendo dos programas e do gosto dos maestros e empresários.

Orquestra Filarmónica de Berlim dirigida por Claude Abbado.




sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Barbeiro de Sevilla-Abertura



As aberturas que as operas italianas chamavam de sinfonia, usando-se em Portugal a terminologia francesa overture.
São a mesma coisa e em ambos os caso trata-se dum trecho orquestral que se interpreta com o pano descido e antes da ópera se iniciar, funcionando como a indicação de inicio da representação, solicitando deste modo o silêncio do público.
Foi utilizada durante mais 200 anos, desde que Monteverdi a usou na ópera Orfeu em 1634 , até ao tempo de Verdi quando começaram a cair em desuso.
No entanto nesse anos de "validade" foi evoluindo, adquirindo personalidade estruturada, terminando por serem uma página sinfónica "respeitável". Se este termo tem cabimento, é a Rossini que se deve, em especial a das óperas "Guilherme Tell" e ao "Barbeiro de Sevilha".
Depois começou a abertura a ser usada como uma forma de pré-anúncio de algumas partes temáticas que se iriam seguir, até que a partir de Verdi terminou.
O Barbeiro de Sevilha foi escrita por Gioacchino Rossini, baseada na peça de teatro de Beaumarchais. com libreto de Cesare Sterbini.
Ópera cómica em dois actos estreada no Teatro di Torre Argentina em Roma em 20 de Fevereiro de 1816.

Em Lisboa a estreia no S.Carlos foi "apenas" 3 anos depois.
Aproveitoa oportunidade para lembrar o maestro Claudio Abbado recentemente falecido


quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Intermezzo-Cavalleria Rusticana

A Cavalleria Rusticana é uma ópera curta de um só acto, e que normalmente é representada em conjunto com outra de igual ou parecida dimensão.

É vulgaríssimo ser cantada num mesmo programa que IL PAGLIACCILeocavallo),SUOR ANGÉLICA(Puccini) ou GIANNI SCHICCHI (Puccini), como foi o meu caso que as vi representadas em S.Carlos em 1978.

A Cavalleria Rusticana, cantada por Fiorenza Cossotto(Santuzza), Turiddu(Nunzio Todisco), Alfio(Benito di Bella).

Gianni Schicchi por Sesto Bruscantini(Gianni), Elsa Saque(Lauretta), Zita(Carmen Stara).

No tempo dos grandes elencos em S.Carlos e no velho Coliseu.

Este intermezzo ou interlúdio é o momento mais famoso da obra e sem dúvida, o entreacto mais conhecido da escola verista.

Trata-se dum fragmento musical que une duas cenas, como é o caso no qual o intermezzo sublinha o tempo em que as pessoas estão na igreja em domingo de Páscoa.

A peça da ópera é apenas musical e pode ouvir-se no gravação mp3, o video reflecte um aproveitamento da música de Mascagni com letra de Domenico Capellina (Avé Maria) que o dedicou a Alfredo Soffredini, um grande professor do próprio Mascagni é aqui cantado por Plácido Domingo com a cantora norueguesa Siessel (perfeitamente dispensável).

Pode também aceder-se ao vídeo da interpretação pela Evergreen Symphony Orchestra conduzida por
Lim Kek-tjiang clicar aqui


Esta letra diz o seguinte:
Ave Maria, madre santa
sorreggi il pie, del misero che t implora
In sul cammin del rio dolor
E fede, e speme d infondi in cor

O pietosa, tu che soffristi tanto,
Vedi, ah! vedi il mio penar.
Nelle crudeli ambasce d un infinito pianto,
Deh ! Non m abbandonar,

Avé Maria In preda ai duol,
Non mi lasciar, o madre mia pietá.
O madre mia, pietá ! In preda al duol,
Non mi lasciar, nom mi lasciar.

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Un bel di vedremo-Butterfly


É a tal ária da ilusão, Butterfly acredita que Pinkerton o oficial americano com quem se julga casada e de quem tem um filho, vai voltar para o Japão.


Sonha com esse dia o dia em que vai ver um fumo aparecer nos confins do mar, aparecendo depois o navio branco que entrará no porto.

Ela diz que não vai ao seu encontro, ficará á espera dele não interessando as horas que esperar, até aparecer um homem ao longe será ele ? não será ?


Esconder-se-á um pouco para brincar um pouco para não morrer de alegria


Quando ele se aproximar que irá dizer, ? estará um pouco ansioso e chamar-lhe-á, "pequenita, minha pequenita esposa perfume de verbena, os nomes que sabia chamar-me.


Garante depois à sua companhia que esse sonho será realidade


No vídeo esta ária é cantada pela soprano Renata Tebladi e no mp3 por Maria Callas