Querendo ver outros blogs meus consultar a Teia dos meus blogs

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Barbeiro de Sevilla-Abertura



As aberturas que as operas italianas chamavam de sinfonia, usando-se em Portugal a terminologia francesa overture.
São a mesma coisa e em ambos os caso trata-se dum trecho orquestral que se interpreta com o pano descido e antes da ópera se iniciar, funcionando como a indicação de inicio da representação, solicitando deste modo o silêncio do público.
Foi utilizada durante mais 200 anos, desde que Monteverdi a usou na ópera Orfeu em 1634 , até ao tempo de Verdi quando começaram a cair em desuso.
No entanto nesse anos de "validade" foi evoluindo, adquirindo personalidade estruturada, terminando por serem uma página sinfónica "respeitável". Se este termo tem cabimento, é a Rossini que se deve, em especial a das óperas "Guilherme Tell" e ao "Barbeiro de Sevilha".
Depois começou a abertura a ser usada como uma forma de pré-anúncio de algumas partes temáticas que se iriam seguir, até que a partir de Verdi terminou.
O Barbeiro de Sevilha foi escrita por Gioacchino Rossini, baseada na peça de teatro de Beaumarchais. com libreto de Cesare Sterbini.
Ópera cómica em dois actos estreada no Teatro di Torre Argentina em Roma em 20 de Fevereiro de 1816.

Em Lisboa a estreia no S.Carlos foi "apenas" 3 anos depois.
Aproveitoa oportunidade para lembrar o maestro Claudio Abbado recentemente falecido


2 comentários:

marta disse...

Hoje, decididamente prefiro Paul Mauriat;
não quer dizer que noutro dia qualquer não possa preferir a mais lenta e triste.

Luis Maia disse...

Não sou fundamentalista acho que o Mauriat, fez muito pela divulgação da música clássica, fazendo-a chegar onde provavelmente ela nunca teria ido (em termos de ouvidos claro)