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sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Requiem-Verdi-Libera me

Por ter acabado a recuperação do Requiem de Verdi no blog Sindicato de Operários, onde se pode acompanhar toda essa Missa.

Não resisto em colocar também aqui o final desse Requiem exactamente o Libera me, cantado por Leontyne Price e coro do Scala de Milão dirigidos por Von Karajan

Clicar aqui

Libera me, Domine, de morte aeterna,
in die illa tremenda,
quando coeli movendi sunt et terra.
Dum veneris judicare saeculum
per ignem.
Tremens factus sum ego, et timeo,
dum discussio venerit atque
ventura ira
quando coeli movendi sunt et terra.
Dies illa, dies irae, calamitatis et miseriae,
dies magna et amara valde.
Dum veneris judicare saeculum
per ignem.
Requiem aeternam dona eis, Domine
et lux perpetua luceat eis.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Carmen-L amour est un oiseau rebelle

Agnes Baltsa é uma mezzo-soprano grega à beira de fazer 63 anos. Formou-se em Atenas mas o início da sua carreira aconteceu na Alemanha em papéis mozartianos.
É membro honorário da Ópera Estatal de Berlim desde 1988
Também se destacam as suas interpretações em papéis Verdianos e nos românticos Bellini e Donizetti.
Contudo ficará sempre ligada à história da Ópera, sobretudo pelas suas interpretações na Carmen de Georges Bizet.

Este trecho baseou-se numa canção chamada El Arreglito duma colectânea de canções espanholas de Yradier, compositor de algumas zarzuelas.

Esta ária logo no primeiro acto, marca de imediato o perfil do papel da cigana Carmen o seu carácter provocador e a consequente perturbação em que desde logo tomará conta de D.José.

Assim cantará esta ária conhecida popularmente como Habannera, confundindo-se o título da ária, com o do estilo musical proposto

L'amour est un oiseau rebelle
Que nul ne peut apprivoiser,
Et c'est bien en vain qu'on l'appelle,
S'il lui convient de refuser.
Rien n'y fait, menace ou prière,
L'un parle bien, l'autre se tait;
Et c'est l'autre que je préfère
Il n'a rien dit; mais il me plaît.
L'amour! L'amour! L'amour! L'amour!

L'amour est enfant de Bohême,
Il n'a jamais, jamais connu de loi,
Si tu ne m'aime pas, je t'aime,
Si je t'aime, prend garde à toi!
Si tu ne m'aime pas,
Si tu ne m'aime pas, je t'aime!
Mais, si je t'aime,
Si je t'aime, prend garde à toi!
Si tu ne m'aime pas,
Si tu ne m'aime pas, je t'aime!
Mais, si je t'aime,
Si je t'aime, prend garde à toi!

L'oiseau que tu croyais surprendre
Battit de l'aile et s'envola;
L'amour est loin, tu peux l'attendre;
Tu ne l'attend plus, il est là!
Tout autour de toi vite, vite,
Il vient, s'en va, puis il revient!
Tu crois le tenir, il t'évite;
Tu crois l'éviter, il te tient!
L'amour, l'amour, l'amour, l'amour!

L'amour est enfant de Bohême...


Para ver o video clicar aqui

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Ma rendi pur contento

Posta a questão há dias das minhas mezzo-soprano favoritas estarem retiradas, como Cossotto ou Simionato, ou falecidas como Fedora Barbier, perguntei-me e hoje, as que estão no activo, algumas no apogeu, o que dizer ?

Já aqui apresentei Dolora Zajick
e Olga Borodina

para a eventualidade do título meramente lúdico( as coisas não são assim) de melhor mezzo da actualidade. Hoje trago a controversa Cecilia Bartoli , cantando um trecho de câmara de Bellini com letra de Pietro Metestasio e que diz assim :

Ma rendi pur contento
della mia bella il core,
e ti perdono, amore,
se lieto il mio non è.

Gli affanni suoi pavento
più degli affanni miei,
perché più vivo in lei
di quel ch'io vivo in me.

Cecilia Bartoli é italiana nasceu em Roma e têm actualmente 41 anos.

Como todas as pessoas com valor é controversa a sua qualidade. Ainda não há unanimidade acerca do seu valor, sendo considerada por alguns, um mero resultado promocional, mas no mundo da ópera será sempre assim.

Por mim reservo-me ainda não ouvi o suficiente, mas tenho gostado.


segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Cavalleria Rusticana

Acabei a reconstrução que decidi iniciar no meu blog Sindicato de Operários de algumas óperas cujos vídeos tinha reunido,quando uma razia qualquer no You Tube destruiu muitos desse documentos.

Comecei pela Cavalleria Rusticana que já está minimamente estruturada, de modo a ser seguida, bastando respeitar-se a ordem das etiquetas .

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Cavalleria Rusticana-Ah lo vedi

Voltando à Cavalleria Rusticana, prometo dois documentos para arrepiar, em dois documentos diferentes Fiorenza Cossoto e Giulietta Simionato, no meu critério as duas maiores mezzo da história (talvez junte a Barbieri) da Ópera.

Cantam a mesma passagem, não por comparação, acho que é impossível fazê-lo, As duas ao mesmo tempo, apenas pelo deleite de ouvir aquelas duas maravilhas felizmente ainda ambas vivas, embora retiradas.

Turiddu é o amor de sempre de Santuzza, mas deixou-a por causa de Lola.

Entretanto ele foi para a tropa e quando voltou Lola tinha casado com um comerciante de nome Alfio, tendo contudo voltado a ser amante dele

A cena que antecede esta Lola aparece, quando Turiddu e Santuzza conversavam, mas Lola prefere deixá-los e ir para a Igreja.

Nesta sequência Turiddu começa por lhe perguntar "viste o que fizeste ? " recriminando-a por Lola se ter ido embora sem ele.

Santuzza implora-lhe que não o deixe.

" A tua Santuzza chora e implora-te
como podes rejeitar assim a tua Santuzza ?
Não Turiddu fica
fica mais um pouco
abandonar-me é o que queres ?"

Turiddu contesta

"Porque me persegues, porque me espias
mesmo á entrada da igreja ?

Acabando por ser mais incisivo no repúdio ao dizer :

"Vai-te embora repito
não me incomodes
é inútil lamentares-te depois da ofensa"

Atirando-a ao chão e dirigindo-se para a igreja, clamando

"Dell ira tua nom mi curo"
"As tuas ameaças não me assustam"

Santuzza grita-lhe em final de dueto

" A te la mala Pasqua. spergiuro !
Desejo-te uma má Pascoa, perjuro !

(Muito embora a Cavalleria Rusticana, não tenha árias com notas demasiado altas, o certo é que o papel de Santuzza foi escrito para voz soprano. Notável os desempenhos da Simionato, e da Cossoto na sua enorme capacidade de cantar maravilhosamente este papel.

Para ouvir o vídeo cantado por Fiorenza Cossoto e Plácido Domingo clicar aqui.

Para ouvir Simionato e Angelo Laforese clicar
aqui

domingo, 9 de setembro de 2007

Lucia di Lammermoor-Verrano a te sull aure

Da minha ópera favorita a Lucia di Lammermoor de Donizetti, destaco este dueto, com o qual finaliza o 1º acto desta ópera.

Destaco-a também por Luciano Pavarotti cantar com a Diva australiana Joan Sutherland, ambos há 35 anos no melhor das suas vozes.

Sem esquecer o quanto Luciano deveu à fantástica Dame, no lançamento da sua carreira.

Esta ópera de Donizetti estreada em 1835 em Nápoles, alcançou grande êxito logo desde a sua estreia, subindo à cena em Lisboa apenas 3 anos depois, bons tempos esses.

Lucia é um drama escocês e reflecte um amor impossível entre famílias que se odiavam e baseia-se num obra de Walter Scott The bride of Lammermoor.

Este dueto é precedido de outro momento que começá com a frase " Sul la tomba", para continuar com a ária que destaco.

Este dueto é de despedida Edgardo, que tem de partir para França, mas antes faz Lucia jurar-lhe fidelidade, trocando anéis de noivado como penhor de juramento perante o céu.

Neste espectáculo gravado em 1972 Pavarotti e Sutherland optam por cantar apenas esta última, Verrano a te sull aure

Ah, verrano a te sull aure, em forma de cabaleta, do dueto, em que canta primeiro o soprano, depois o tenor, para acabarem os dois junto

“Ah! Irão chegar-te com a brisa
os meus suspiros ardentes
ouvirás no murmúrio do mar
o eco dos meus lamentos
Sabendo que de gemidos
E de dor me alimento
Deixa que uma amarga lágrima
Tome sobre esta prova de amor!




quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Requiem-Verdi-Ingemisco

Requiem é uma missa cantada em memória de alguém que morreu.

Na parte final do Ingemisco canta-se

Dai-me lugar entre as ovelhas
e afastai-me dos bodes,
que eu me assente à Tua direita.

Amen, acrescento eu


Na homenagem que lhe faço, só podia conceber o próprio Pavarotti a cantar no seu Requiem.

Nenhum humano poderá substituír a VOZ

Para o ouvir há quarenta anos atrás sem barba e mais magro, cantando o Ingemisco do Requiem de Verdi (clicar aqui)

perceberá como foi único.

O coro celestial ficou mais rico e lá estará por certo, sentado à direita


quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Il Trovatore-Misere d un alma giá vicina

Continua a mesma cena, da entrada anterior, ouvindo-se um coro de monges implorando a remissão dos pecados do condenado prestes a morrer "Misere d un alma giá vicina", que fazem Leonora que tremer com este cânticos

"Estes sons, estas preces solenes e funestas
enchem este ar de um terror sombrio
A angustia que me assalta por completo
disputa a minha boca e respiração
e ao coração os batimentos"

mas tem a alegria de ouvir a voz de Manrico dentro do castelo despedir-se da vida e do seu amor implorando-lhe que não o esqueça.

Com o bom gosto bem verdiano, acontece uma passagem magnífica entre as vozes de Manrico, Leonora e os monges, onde se repetem as ideias já aqui descritas e que termina com mais uma caballetta de Leonora " Tu vedrai che amore in terra" onde diz

Verás que amor nesta terra
não existe mais forte que o meu
venceu os destinos em dura guerra
e vencerá a própria morte
Ou com o preço da minha vida
salvarei a tua
ou contigo para sempre unida
para o túmulo irei

Na gravação audio Leontine Pryce e Plácido Domingo cantam


Para ver o video cantado por Maria Callas (clicar aqui)

sábado, 1 de setembro de 2007

Il Trovatore-D amore sull ali rosee




O quarto e último acto deste quadro inicia-se junto á torre do palácio, onde Manrico está preso.


Ruiz o seu fiel amigo traz Leonora até ali, dizendo-lhe que só ela pode salvar Manrico, pois este tinha sido capturado ao tentar salvar Azucena. Estando ambos encarcerados esperando a execução.

Depois dum pequeno recitativo, onde Leonora diz que apesar de tudo está próxima do seu amado, enquanto lembra o seu amor, cantando uma das árias mais famosas desta ópera "D amor sull all rosee" onde diz

Sobre as asas rosadas do amor
vai, suspiro doloroso,
e do infeliz prisioneiro
conforta a tétrica mente
Como um vento de esperança
move-te pela sua cela
e desperta-lhe as recordações
dos nossos sonhos de amor !
Mas não lhe contes desprevenidamente
as penas do meu coração"

A gravação audio é interpretada por Leontyne Price


Para ver o vídeo clicar aqui para ouvir a magistral Monserrat Caballé