Querendo ver outros blogs meus consultar a Teia dos meus blogs

sábado, 19 de abril de 2008

Sansão e Dalila-Printemps qui commence

Esta é a primeira ária de Dalila e simultaneamente a cena final do 1º acto desta ópera.

É uma verdadeira página de sedução conseguida através do sinuoso canto da mezzo nesta caso Shirley Verrett, cantado na Ópera de São Francisco em 1981, sob direcção de Julius Rudel.

Printemps qui commence,
Portant l'espérance
Aux cœurs amoureux,
Ton souffle qui passe
De la terre efface
Les jours malheureux.
Tout brûle en notre âme,
Et ta douce flamme
Vient sécher nos pleurs;
Tu rends à la terre,
Par un doux mistère,
Les fruits et les fleurs.
En vain je suis belle!
Mon cœur plein d'amour,
Pleurant l'infidèle,
Attend son retour!
Vivant d'espérance,
Mon cœur désolé
Garde souvenance
Du bonheur passé.
À la nuit tombante
J'irai triste amante,
M'asseoir au torrent,
L'attendre en pleurant!
Chassant ma tristesse,
S'il revient un jour,
À lui ma tendresse
Et la douce ivresse
Qu'un brûlant amour
Garde à son retour!

O velho hebreu intervém avisando Sansão

O espírito do mal pôs esta mulher
no teu caminho para perturbar o teu repouso
Evita dos seus olhares a chama ardente
è um veneno que consome os ossos

Mas Dalila continua a sedução repetindo a última passagem

Afungentando a minha tristeza
se ele regressar um dia
para ele irão a minha ternura
e a doce embriaguez
que um amor ardente
conservará até ao seu regresso



Para ver o vídeo clicar >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> aqui

domingo, 13 de abril de 2008

Força do destino-Pace pace mio Dio

No início do segundo quadro do último acto, Leonora, pálida e desfigurada, sai da gruta e dirige-se para o sítio onde todas as semanas o Padre Guardião lhe deixa os alimentos.

O isolamento não lhe trouxe a desejada paz de espírito. Ainda sofre e ama,

Alvaro, io t'amo.
E su nel cielo è scritto:
Non ti vedrò mai più!

como quando se retirou do mundo e implora a Deus que lhe dê a graça da morte.

Oh Dio, Dio, fa ch'io muoia;
Che la calma può darmi morte sol.
Invan la pace qui sperò quest'alma
In preda a tanto duol.

Ouve-se um ruído e a eremita volta a esconder-se na gruta

Anna Tomowa-Sintow (falecida) canta esta ária, um dos seus papéis favoritos

Para ver o vídeo clicar >>>>>>>> aqui

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Força do destino-Per sempre o mio bell angiol

Leonora planeia fugir com Dom Álvaro, seu amante, porque o Marquês não permitiu que sua filha se casasse com ele. Dom Álvaro é o filho mestiço de uma princesa Ínca e de um traidor da coroa espanhola, um homem perigoso.

Leonora está completamente apaixonada por ele mas, na iminência de deixar sua casa para sempre, ela pensa duas vezes, hesitando em abandonar sua moradia e seu pai e partir para terras desconhecidas.

Dom Álvaro passa escondido para a sacada de Leonora.
(Ah per sempre, o mio bell angiol)

Os cavalos estão prontos e um padre espera para casa-los.

Mas Leonora hesita (Dimani si partirá)
pede-lhe para adiarem a partida para o dia seguinte, pois tentaria falar de novo com o seu pai

Dom Álvaro começa a duvidar de seu amor, libertando-a de anteriores juras de noivado, já que o amor dele não é retrbuido.

Tanto basta para que Leonora desperte do seu pesadelo de angústia, eclodindo o seu amor por Álvaro, (Seguirti fino agl ultimi confini della terra)

que o comove e convence.

Já quando eles estão prontos para fugir, o Marquês entra, com espada em punho. Don Álvaro corajosamente afirma que a fuga foi ideia unicamente dele e que somente ele deverá ser punido.

Ele se rende ao Marquês e, para provar sua sinceridade, lança sua arma ao chão. Mas a arma carregada dispara acidentalmente, matando o Marquês. Em suas últimas palavras, o Marquês amaldiçoa sua filha insolente.

Este é o primeiro dueto cantado no prólogo da Ópera, aqui Monserrat Caballé (Leonora), José Carreras (Dom Álvaro) e Ghiaurov(Marquês de Calatrava)