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quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Aleluia

Quase a acabar a votação para a melhor soprano actual, a eleger pelos visitantes deste blogue. Não posso deixar de fazer um acto de contrição, pela iniciativa que tomei.

Embora não tenha importância de maior, equivalente à importância que o Musicópera têm, o facto é que é sempre complicado promover este tipo de eleições, sob pena de se deixar muita gente de fora o que é claro uma forma de ser ser injusto.

Como penitência irei passar algum tempo a apresentar peças de algumas sopranos que injustamente não apurei como elegíveis, para este modesto concurso.

Alguém aqui mesmo em comentário me perguntou por ela, Diana Damrau. Como foi possível esquece-la ? (Desculpa Maria)

Damrau é uma extraordinária soprano de coloratura alemã, especialista em papéis como Contança(Rapto do Serralho), Gilga (Rigoletto), de Rosina (Barbeiro de Sevilha), ou da Rainha da Noite(Flauta Mágica)

Aqui canta da obra sacra de Mozart "Exsultate Jubilate"K.165, em Fá Maior, "Aleluia", num concerto em 2002 sob a condução de Mehta.

Já agora, a votação ao lado acaba no próximo dia 31.


quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Je fus cruelle et coupable

Não porque a nossa até ao momento destacada favorita à votação da melhor soprano actual, deste blogue, precise de promoção tal é o seu avanço, mas este dueto interpretado num recital em Paris em Março do ano transacto com Rolando Villazon é soberbo

Anna Netrebko e Rolando Villazon cantam o dueto Toi ! Vous! da Manon de Jules Massenet

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Sull aria

Neste dueto "Sull aria" das Bodas de Figaro de Mozart, Renne Fleming canta com a mezzo-soprano Cecília Bartoli a vencedora do concurso para mezzo da actualidade que este blogue promoveu anteriormente.

Esta iniciativa de apresentar as candidatas ao prémio de melhor soprano da actualidade, cantando em dueto, continuará pois até ao dia 31 de corrente mês quando se encerrar o prazo para votação.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Ah inseparabile

A pouco dias do fecho da votação (ao lado) para a melhor soprano da actualidade

Vou aproveitar para apresentar as sopranos em concurso mas cantando duetos.

Começo com Edita Gruberova e Luciano Pavarotti cantando um dueto do Rigoletto de Verdi que se chama "Ah inseparabile"

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Eri tu che machiavi

Em 11 de Julho de 2005, faleceu em Trieste, Piero Cappuccilli, um dos maiores barítonos verdianos de sempre e que eu tive o gosto de ouvir cantar em Lisboa, algumas vezes

Iniciou-se no papel de Tonio de Il Pagliaci em 1956 com 26 anos em Milão no Teatro Nuovo, só se estreando no Scala com o Trovador em 1964, onde cantou várias vezes em especial um inesquecível Simão Bocanegra em 1971 dirigido por Abbado.

A sua última interpretação em 1992 em Viena e Verona cantando de novo Otelo e o Nabucco

Aqui canta "Eri tu che machiavi" da ópera Um baile de Máscaras.

Nota-Ao lado decorre até ao fim do mês a "votação" para a melhor soprano da actualidade, prémio do blogue Musicópera


domingo, 6 de janeiro de 2008

Il ballen del suo sorriso

Os papéis de barítono correspondem normalmente, ao papéis do vilão nas óperas, naturalmente que isso não corresponde à qualidade das vozes, mas o certo é que não são as estrelas para o grande público pouco conhecedor, que não para os entendidos, que não deixam de salientar a enorme qualidade vocal de alguns, independentemente do seu estatuto junto do público.

Aqui o barítono Gioirgio Zancanaro canta o papel do Conde de Luna.

A segunda cena do segundo acto do Trovador inicia-se praticamente com a famosa ária para barítono do Conde de Luna, quando ele e os seus seguidores se aproximam de noite do castelo de Castellor.

Luna canta a sua ária "Il ballen del suo sorriso"(A luz do seu sorriso) onde ele anuncia que quer raptar a sua amada Leonora que pretende professar, propondo-se ele rapta-la antes que ela o consiga.

Diz então que :

" A luz do seu sorriso é maior do que uma estrela o esplendor do seu lindo rosto infunde-me nova coragem O amor que me anima falará a meu favor e que o Sol de um dos seus olhares disperse a tempestade do meu coração".

Ouve-se entretanto o bater dos sinos que anunciam a cerimónia. Os soldados que o conde trouxera consigo dispõem-se para o rapto, enquanto este proclama "Per me ora fatale"(5.17)

"Hora fatal para mim apressa os teus momentos a alegria que me espera não é um júbilo mortal Em vão um Deus rival se opõe ao meu amor nem mesmo um Deus pode oh mulher afastar-te de mim"