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sábado, 29 de novembro de 2025

Dmitry Belosselski

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  • Dmitry Belosselskiy é um cantor lírico russo de voz de baixo, amplamente considerado — por muitos críticos e casas de ópera — como “uma das baixas mais emocionantes da sua geração”.

  • Nasceu em 1975 em Pavlograd (antiga URSS). 

  • Formou-se na Academia de Música Gnessin, em Moscovo.

  • Em 2007 ganhou o segundo prémio na categoria masculina no International Tchaikovsky Competition — um impulso importante para sua carreira. 

🌍 Carreira internacional & prestígio

  • Belosselskiy já cantou em quase todos os grandes palcos de ópera do mundo: Metropolitan Opera (Nova Iorque), La Scala (Milão), Bayerische Staatsoper (Munique), Wiener Staatsoper (Viena), Opéra national de Paris, Salzburger Festspiele, entre muitos outros. 

  • Trabalhou com maestros de renome, como Riccardo Muti, Zubin Mehta, Daniel Barenboim, entre outros. 

  • O seu repertório é vasto: inclui papéis de baixo tradicional (como Zaccaria em Nabucco, Phillipe II em Don Carlo, o papel-título em Boris Godunov, entre outros) — mas também papéis em óperas de estilos diferentes, de compositores russos e ocidentais.

Estilo, voz e o que o distingue

  • A sua voz é descrita como profunda, poderosíssima, mas também com capacidade de nuance: não é apenas “baixo potente”: consegue dar expressividade, sensibilidade dramática e finesse estilística. Um crítico, falando de uma atuação sua recente, elogiou não só o “bass amplo e caverneoso”, mas também a clareza da dicção e a expressividade, “como se dispusesse de toda a gama de emoções, sem recorrer aos clichés da “basse russe”.” 

  • Em papéis dramáticos ou de grande carga psicológica — como em “Don Carlo”, “Aida”, ou “Boris Godunov” — há quem diga que ele domina com autoridade vocal e presença de palco, conseguindo transmitir dignidade, dor, opressão, nostalgia — quando a música pede isso. 

  • Porém, o que realmente o distingue é a versatilidade: consegue migrar entre repertórios clássicos ocidentais e peças russas, ópera e concertos, com afinidade tanto para os dramas intensos quanto para as obras sacras ou corais. 

Significado atual no panorama operístico

Para mim — e para muitos amantes da ópera — Dmitry Belosselskiy representa um tipo de voz e artista que concilia força-básica e sensibilidade, o que nem sempre é fácil quando se trata de baixo. Ele mantém relevância décadas após a sua formação, e continua a ser convidado para papéis principais e desafiadores: isso mostra a sua competência técnica, percurso brilhante e — o mais importante — autoridade artística. Aqui canta da Luisa Miller Il mio sangue la vita darei 

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