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quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Blagoj Nacoski

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  • Nasceu em 18 de Maio de 1979 em Skopje, então na República Socialista da Macedónia (parte da Jugoslávia).

  • Vem de uma família de músicos — o que ajudou a criar desde cedo um ambiente propício para o canto.

  • Iniciou os estudos de canto na Macedónia, mais tarde prosseguiu em Itália (Roma, Florença) com professores como Mirella Parutto, Antonio Boyer e Raul Gimenez. 

  • Em 2003 fez o seu debut operístico como Arturo em Lucia di Lammermoor de Gaetano Donizetti, no palco da Teatro dell'Opera di Roma, sob direcção de Daniel Oren.

  • Carreira e repertório

  • O seu repertório é notável sobretudo nas óperas de Wolfgang Amadeus Mozart: interpretações de Ferrando (em *Così fan tutte), Don Ottavio (em *Don Giovanni), Tamino (em *Die Zauberflöte), Belmonte (em *Die Entführung aus dem Serail). 

  • Também abrange autores como Gioachino Rossini, Vincenzo Bellini ou Benjamin Britten — mostrando versatilidade no repertório. 

  • Apresentou-se em muitos dos principais teatros e festivais: por exemplo, a Salzburg Festival, a Bayerische Staatsoper em Munique, o Teatro La Scala em Milão, entre outros. 

  • Características e estilo
  • É elogiado pela elegância no canto, musicalidade refinada e presença de palco convincente. 

  • A voz parece encaixar de forma muito eficaz nos repertórios de tenores líricos que exigem clareza, agilidade e expressividade — o que se alinha bem com os papeis mozartianos que interpreta.

  • Além da ópera, desenvolve também actividade de música de câmara e lied — o que mostra um artista interessado não só no espetáculo grandioso, mas também na intimidade musical. 

aqui canta Lamento de Frederico da  A arlesiana 

 É talvez a página mais famosa da ópera e costuma ser conhecida simplesmente como “Lamento di Federico”. Federico canta-a quando percebe, com o coração destroçado, que o amor pela Arlesiana é impossível — ela ama outro. Ele olha para o irmão adormecido e inveja-lhe o sono, porque no sono existe esquecimento:

“C’è nel sonno l’oblio. Come l’invidio…”
(“No sono há esqucimento. Como o invejo…”)

Musicalmente, é puro verismo italiano:
– linha melódica longa e apaixonada
– explosões súbitas de dor
– exigência enorme de legato e controlo emocional
– aquele clímax final que parece sair diretamente da ferida da personagem

Não é uma ária para “mostrar voz” apenas — é para mostrar alma.
Se o tenor canta só bonito, falha.
Tem de soar como alguém que já não consegue respirar de tanta dor.

 

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