Profissão: Cantora lírica (mezzo-soprano e soprano dramático)
Formação: Estudou na Academia de Música da Lituânia e depois na Hochschule für Musik de Munique
Ela é , formada com um rigor técnico impressionante, e tem uma carreira curiosa e raríssima: começou como mezzo-soprano e depois fez uma transição sólida para soprano dramático — coisa que pouquíssimas conseguem fazer sem perder qualidade.
Alguns pontos que a tornam especial:
Repertório pesado: Wagner, Verdi, Strauss… papéis como Isolda, Brünnhilde, Turandot, Aida. Voz grande, escura, com metal.
Intensidade dramática: ela não “canta bonito” apenas — ela encarna a personagem. Há sempre tensão, carne, conflito.
Centro vocal riquíssimo: mesmo quando sobe ao soprano, traz aquela densidade de mezzo que dá gravidade emocional.
Alguns críticos apontam que, com o tempo, o agudo ficou mais cauteloso — o que é natural numa voz que enfrentou repertório tão exigente. Mas, em compensação, ganhou profundidade interpretativa. Hoje, ouvir Urmana é ouvir alguém que sabe exatamente o peso de cada palavra.
Aqui canta Sola perduta abbandonata da Manon Lescaut
..Vladimir Stoyanov é um barítono operístico búlgaro de renome mundial.
Nascido em Pernik, Bulgária, formou-se na Academia de Música de Sofia e aperfeiçoou-se em Roma e Milão.
Fez sua estreia em ópera em 1993 e desde então tem atuado nos palcos mais importantes do mundo: La Scala em Milão, Metropolitan Opera em Nova Iorque, Opéra de Paris, Wiener Staatsoper (Viena), Teatro Real em Madrid, Royal Opera House em Londres, entre outros.
É famoso por papéis centrais no repertório verdiano e italiano, como Rigoletto, Germont (La traviata) e Macbeth.
Já recebeu distinções como o título “Cavaliere di Verdi” em Itália, reconhecimento ligado à interpretação de obras de Verdi.
Aqui canta Eri tu che machiavi da opera Un ballo in maschera
.. Ebben? Ne andrò lontana”. Isso é despedida em estado puro.
A ária da La Wally (Alfredo Catalani) não grita, não acusa — afasta-se. E nesse afastamento há uma dignidade cortante.
O que a torna tão especial:
1. O gesto inicial — “Ebben?”
Essa única palavra já contém tudo: surpresa, ferida, decisão. Não é revolta; é lucidez. Wally percebe que não há lugar para ela ali. E quando entende isso, escolhe partir.
2. A linha melódica
Longa, ampla, quase horizontal. Catalani escreve como quem observa montanhas: nada de virtuosismo exibido. A voz parece caminhar, passo a passo, para longe. Cada frase é um adeus que não pede resposta.
3. A orquestraNunca invade. Sustenta, envolve, respeita o silêncio da personagem. Há espaço — e esse espaço é o exílio. A música entende que partir também é um gesto de amor próprio.
4. O texto
“Là, fra la neve bianca…”
A imagem da neve não é só paisagem: é isolamento, pureza, apagamento. Wally não foge para o caos — foge para o frio. Para um lugar onde a dor não ecoa.
O mais devastador é que ela não implora.
Ela aceita. E aceita sozinha.
Yevgeny Nesterenko teve uma vida marcada por atravessar dois mundos — o soviético e o europeu.
• Nasceu em Leningrado (atual São Petersburgo), na então União Soviética, em 8 de janeiro de 1938.
• Viveu grande parte da sua vida artística na URSS, tornando-se um dos grandes baixos do Teatro Bolshoi e da tradição russa. A partir dos anos 1990, passou a residir sobretudo na Áustria, depois de deixar a Rússia.
• Morreu em Viena, em 20 de março de 2021.
Nesterenko foi um baixo russo monumental, não só pelo volume ou pela extensão, mas pela autoridade interior com que cantava. A voz dele não implora: afirma. É daquelas presenças que fazem o silêncio pesar antes mesmo da primeira nota.
Alguns traços essenciais:
1. A voz
Baixo profundo, escuro, quase granítico.
Mas não era bruto: havia nobreza, contenção e gravidade. Cada frase parecia pensada como um verso bem escandido — nada sobrava.
2. Os papéis
Foi um Boris Godunov de referência. Ali, Nesterenko não “interpreta” o poder e a culpa — ele habita o peso deles.Também brilhava em papéis espirituais e sombrios: monges, czares, figuras morais dilaceradas por dentro.
3. A estética russa
Ele carrega aquela tradição russa que não tem pressa de emocionar.
A emoção vem do controle, da densidade, do que fica contido. Muito próximo do que tu preferes: dor sem lágrima, força sem grito.
4. O homem e o cantor
Nesterenko era conhecido pela seriedade quase austera.
Nada de exibicionismo. A voz servia o sentido — nunca o contrário
.. Yusif Eyvazov é uma figura interessante e, às vezes, controversa no mundo da ópera — o que, honestamente, já o torna digno de conversa.
Tecnicamente, ele é um tenor dramático, com uma voz robusta, metálica, de grande projeção, pensada para papéis pesados: Calaf, Radamès, Manrico, Andrea Chénier. Não é uma voz de filigrana nem de meias-tintas; é uma voz que entra em cena para ocupar espaço. Quando está em boa noite, o som atravessa a orquestra sem pedir licença.
Alguns pontos-chave sobre ele:
🎭 Força e resistência são o seu maior trunfo. Aguenta repertório exigente, longo e ingrato — coisa que poucos tenores hoje conseguem fazer com regularidade.
🎶 O timbre não é “bonito” no sentido tradicional italiano. Há quem o ache duro, até áspero. Mas há também quem valorize essa rugosidade viril, que funciona bem em personagens atormentados ou heroico
Expressivamente, ele aposta mais na intensidade direta do que na subtileza psicológica. Emoção clara, gesto largo, sem muitas ambiguidades.
A parceria (artística e pessoal) com Anna Netrebko deu-lhe enorme visibilidade — para o bem e para o mal. Alguns veem isso como impulso de carreira; outros acham injusto reduzir o valor dele a isso.
No fundo, Eyvazov não é um tenor “de culto”, daqueles que conquistam pela elegância do fraseado ou pela morbidez do legato. Ele é mais martelo do que pincel. E dependendo da ópera e do momento, isso pode funcionar muito bem.
aqui canta com Anna Netrebko Già nella notte densa da opera Otello
..Zvetelina Vassileva é uma soprano lírica/dramática búlgara com uma carreira internacional consolidada no mundo da ópera clássica.
Quem é?
É uma cantora de ópera (soprano) nascida na Bulgária e formada na Academia Nacional de Música “Prof. Pancho Vladigerov” em Sófia.
Fez sua estreia profissional no Bulgarian National Opera no papel de Amelia em Un Ballo in Maschera (Verdi).
É especialmente reconhecida pelo repertório verdiano e por papéis dramáticos que exigem grande potência vocal.
Carreira e repertório
Zvetelina Vassileva construiu uma carreira internacional robusta, cantando em importantes teatros e festivais na Europa e nos Estados Unidos.
Ela interpretou papéis principais em óperas como:
Desdemona (Otello, Verdi)
Elisabetta (Don Carlos, Verdi)
Leonora (Il trovatore, Verdi)
Tatiana (Eugene Onegin, Tchaikovsky)
Mimi (La Bohème, Puccini)
Turandot (Turandot, Puccini) — este é um papel notório pela exigência vocal e dramaticidade.
Palcos e reconhecimento
Cantou em casas importantes como a Metropolitan Opera (Nova York), Royal Opera House (Covent Garden) em Londres, Staatsoper Berlin, La Monnaie em Bruxelas e outras grandes companhias de ópera.
Participou de festivais internacionais relevantes, incluindo o Wexford Festival na Irlanda, onde recebeu aclamação crítica.
🎼 Estilo e avaliação
É descrita como uma soprano com voz potente e versátil, capaz de abordar tanto papéis líricos quanto dramas mais intensos, combinando presença cênica com força vocal.
Críticos e públicos elogiaram sua musicalidade e presença dramática em diferentes países ao longo de sua carreira.
Atualmente
Segundo informação recente, ela integra o elenco da Ruse Opera (Ópera de Ruse, na Bulgária), continuando ativa no meio operístico.
Zvetelina Vassileva: nasceu a 20 de novembro de 1966 em Etropole, na Bulgária
Mireille Lebel é uma mezzo-soprano canadiana muito estimada no meio operístico, sobretudo pelo rigor estilístico, inteligência musical e elegância
Talvez não seja um nome “mediático”, mas é daquelas artistas respeitadas pelos músicos — o que diz muito.
Mireille Lebel nasceu no Canadá e formou-se na Universidade de Montreal, aperfeiçoando depois a sua carreira em contacto com repertório barroco, clássico e francês. Desde cedo ficou associada a um canto culto, disciplinado e expressivo, longe de excessos.
A voz
Ela é uma mezzo-soprano lírica, com características muito claras:
timbre quente e homogéneo
emissão limpa e natural
excelente controlo do fraseado
atenção extrema ao texto
Não é uma voz de impacto dramático massivo; o seu território é a clareza, o equilíbrio e o estilo.
Repertório de eleição
Mireille Lebel destacou-se sobretudo em repertórios que exigem inteligência musical e precisão:
Barroco e clássico
Handel
Vivaldi
Mozart
Repertório francês
ópera e, sobretudo, mélodie
grande afinidade com a língua e o espírito franceses
Também é muito apreciada em oratório e música de concerto, onde o canto nu, sem encenação, revela ainda mais a sua musicalidade.
Recital e música vocal
Um dos seus pontos fortes é o recital de câmara:
canto muito próximo da palavra
subtileza dinâmica
uso expressivo do silêncio
🌱 O que a distingue
Mireille Lebel representa um tipo de cantora cada vez mais raro:
musical antes de tudo
fiel ao estilo
sem dramatizações artificiais
É canto pensado, honesto, profundamente respeitoso da música.
aqui canta Disprezzata Regina da A Coroação de Poppeia de Monteverdi
ária é cantada por Ottavia, a imperatriz romana repudiada por Nero, que decide exilá-la para dar lugar a Poppea.
Aqui, Ottavia já perdeu:
o poder,
oamor,
a dignidade pública.
O que sobra é orgulho ferido, dor contida e grandeza trágica.
.. Anita Rachvelishvili nasceu em 1984, em Tbilisi (Geórgia). Estudou no Conservatório Estatal de Tbilisi e rapidamente chamou a atenção por uma combinação rara:
voz enorme + musicalidade refinada + presença cénica magnética.
O grande salto veio muito cedo.
🌋 A estreia que fez história
Em 2009, com apenas 25 anos, foi escolhida por Daniel Barenboim para cantar Carmen na abertura da temporada da La Scala de Milão — ao lado de Jonas Kaufmann.
Foi um terramoto operático.
Da noite para o dia, Rachvelishvili passou de promessa a estrela internacional.
🎶 A voz
Ela é o arquétipo da mezzo-soprano dramática moderna:
timbre escuro, denso, quase vulcânico
graves poderosíssimos e naturais
centro largo, carnudo
agudos firmes, metálicos, sem perder corpo
Mas o mais impressionante é que, apesar da potência, ela canta com controlo e intenção, não apenas com volume.
🎭 Papéis emblemáticos
Alguns papéis parecem ter sido escritos para ela:
Carmen (Bizet) — sensual sem cliché, livre, perigosa
Amneris (Aida, Verdi) — talvez o seu maior triunfo dramático
Eboli (Don Carlo, Verdi)
Azucena (Il trovatore, Verdi)
Dalila (Samson et Dalila)
No repertório verdiano, muitos críticos a consideram a grande mezzo-Verdi da sua geração.
graves poderosíssimos e naturais
centro largo, carnudo
agudos firmes, metálicos, sem perder corpo
Mas o mais impressionante é que, apesar da potência, ela canta com controlo e intenção, não apenas com volume.
🎭 Papéis emblemáticos
Alguns papéis parecem ter sido escritos para ela:
Carmen (Bizet) — sensual sem cliché, livre, perigosa
Amneris (Aida, Verdi) — talvez o seu maior triunfo dramático
Eboli (Don Carlo, Verdi)
Azucena (Il trovatore, Verdi)
Dalila (Samson et Dalila)
No repertório verdiano, muitos críticos a consideram a grande mezzo-Verdi da sua geração.
graves poderosíssimos e naturais
centro largo, carnudo
agudos firmes, metálicos, sem perder corpo
Mas o mais impressionante é que, apesar da potência, ela canta com controlo e intenção, não apenas com volume.
🎭 Papéis emblemáticos
Alguns papéis parecem ter sido escritos para ela:
Carmen (Bizet) — sensual sem cliché, livre, perigosa
Amneris (Aida, Verdi) — talvez o seu maior triunfo dramático
Eboli (Don Carlo, Verdi)
Azucena (Il trovatore, Verdi)
Dalila (Samson et Dalila)
No repertório verdiano, muitos críticos a consideram a grande mezzo-Verdi da sua geração.
Carreira internacional
Ela canta regularmente nos maiores palcos do mundo:
Metropolitan Opera (Nova Iorque)
La Scala
Royal Opera House (Londres)
Opéra de Paris
Wiener Staatsoper
E com os maestros mais exigentes — sempre mantendo uma identidade forte, nunca genérica.
🖤 A intérprete
Rachvelishvili não suaviza personagens.
As suas mulheres são:
intensas
passionais
feridas
perigosamente humanas
Há nela uma verdade emocional quase crua. Quando canta ciúme, raiva ou desejo, acreditamos.
⚖️ Comparação natural
Se pensarmos em linhagem:
Borodina → nobreza, melancolia, fatalismo
Rachvelishvili → fogo, carne, confronto
São duas grandes mezzos dramáticas, mas de temperamentos opostos.
..Susan Graham é uma das mezzos-sopranos mais inteligentes, elegantes e musicais das últimas décadas, daquelas artistas que conquistam tanto pela voz como pela cabeça Susan Graham nasceu em 1960, no Texas (EUA). Estudou na Universidade do Texas e aperfeiçoou-se na prestigiada Merola Opera Program, ligada à Ópera de San Francisco — um viveiro de grandes nomes.
Desde cedo ficou conhecida não por excessos vocais, mas por algo mais raro:
estilo, clareza e refinamento musical.
A voz
Graham é uma mezzo-soprano lírica:
timbre quente, claro e nobre
emissão natural, sem peso artificial
agudos fáceis e luminosos
grande legato e sentido de frase
Não é uma mezzo dramática à maneira de Borodina ou Rachvelishvili; a sua força está na subtileza, na inteligência do texto e na elegância do canto.
🎭 Repertório e papéis marcantes
Ela tornou-se uma referência absoluta em Mozart e no repertório francês:
Mozart
Cherubino (Le nozze di Figaro)
Sesto (La clemenza di Tito)
França
Didon (Les Troyens, Berlioz) — um dos seus papéis-assinatura
Charlotte (Werther, Massenet)
Cendrillon (Massenet)
Outros destaques
Octavian (Der Rosenkavalier, Strauss)
Komponist (Ariadne auf Naxos)
Aqui canta D'amour l'ardente flamme da A Danação de Fausto
Olga Vladimirovna Borodina nasceu em São Petersburgo (1963) e formou-se no Conservatório Rimsky-Korsakov. Desde muito cedo ficou claro que havia ali uma voz rara: escura, ampla, aveludada, com um grave profundo e um centro riquíssimo — aquele tipo de timbre que parece já carregar drama mesmo no silêncio.
A voz
Borodina é o exemplo clássico da mezzo-soprano dramática:
timbre sombrio e luxuoso
graves naturais, nunca forçados
agudos sólidos, mas sempre integrados ao corpo da voz
emissão muito homogénea, sem quebras perceptíveis
Não é uma voz “virtuosística” no sentido do bel canto acrobático; é uma voz de densidade emocional, feita para personagens intensas, passionais, trágicas.
Repertório e papéis emblemáticos
Ela tornou-se praticamente referência absoluta em vários papéis:
Dalila (Samson et Dalila, Saint-Saëns)
Amneris (Aida, Verdi)
Carmen (Bizet)
Eboli (Don Carlo, Verdi)
Azucena (Il trovatore, Verdi)
Mas onde Borodina é verdadeiramente incomparável é no repertório russo:
Marfa (Khovanshchina, Mussorgsky)
Lyubasha (A noiva do czar, Rimsky-Korsakov)
Canções e ciclos de Rachmaninov, Mussorgsky e Tchaikovsky
Carreira internacional
Borodina teve carreira constante nos maiores teatros do mundo:
Metropolitan Opera (Nova Iorque)
Royal Opera House (Covent Garden)
La Scala
Wiener Staatsoper
Mariinsky (sua casa artística)
Nunca foi uma “diva mediática”, mas sempre foi uma diva musical, respeitadíssima por maestros, colegas e críticos.
🖤 O que a torna especialO grande trunfo de Borodina é a nobreza do canto. Mesmo nos momentos mais dramáticos, há:
Local de nascimento: St. Louis, Missouri, Estados Unidos
Nacionalidade: norte-americana
Data de falecimento: 7 de maio de 2023
Idade ao falecer: 86 anos
Voz: Mezzo-soprano (mais tarde também soprano dramático)
Área: Ópera e recital
Atividade: décadas de 1960 a 1990
Formação:
Estudou na Boston University
Aperfeiçoou-se com Lotte Lehmann, uma das grandes referências do canto do século XX
Reconhecimentos:
Recebeu várias distinções internacionais
Foi agraciada com a Légion d’Honneur em França
Considerada uma figura histórica na quebra de barreiras raciais na ópera
Brilhou em papéis como:
Carmen
Dalila
Amneris
Eboli
e depois, já como soprano, Tosca, Salomé, Norma
Mas talvez tão importante quanto o repertório tenha sido a postura: Grace Bumbry cantava com uma dignidade feroz, consciente do peso simbólico de estar ali — e nunca deixou que isso a diminuísse artisticamente. Pelo contrário: exigia excelência absoluta.
Costumava ser chamada de “The Black Venus”, um apelido que mistura fascínio vocal, carisma e presença quase mítica em palco
Aqui canta dda Adriana Lecouvrer-Lo son l umile Ancell
.Fiamma Izzo D’Amico (nascida Fiammetta Izzo, Roma, 25 de julho de 1964) é uma artista italiana conhecida tanto pela carreira de soprano lírica quanto pelo trabalho de doppiaggio (direção e adaptação de diálogos para cinema e TV).
🎤 Carreira como Soprano
Formação: diplomou-se no Conservatorio di Santa Cecilia em Roma e aperfeiçoou-se com o renomado crítico e professor Rodolfo Celletti.
Descoberta: foi considerada uma das últimas grandes descobertas do maestro austríaco Herbert von Karajan, que a convidou para papéis importantes.
Debut e repertório: estreou em 1984 como Mimì em La bohème no Teatro Regio de Turim. Canteou papéis notáveis como Elisabetta em Don Carlo, Mimì em La bohème e outros em “Tosca”, “Traviata”, “Carmen” e mais, incluindo performances com Luciano
Pavarotti, José Carreras e em teatros importantes como Salzburgo e Viena.
Carreira artística intensa e curta: brilhou nas décadas de 1980 e 1990, mas retirou-se do palco na segunda metade dos anos 1990 / início dos 2000 para dedicar-se à família e a outras atividades artísticas
.Ferdinand von Bothmer é um tenor alemão, conhecido sobretudo pelo seu trabalho em ópera, oratório e Lied. Não é um nome de vedetismo mediático, mas é bastante respeitado em círculos mais atentos à música de câmara e ao repertório vocal germânico.
Algumas notas que o caracterizam bem:
🎶 Tenor lírico, com emissão clara e elegante
A voz não é de heroísmo wagneriano; é mais contida, luminosa, muito adequada a Mozart, Haydn, Bach e ao Lied romântico.
📜 Forte presença em oratório e música sacra
Evangelista em Bach, Paixões, cantatas — aí o seu canto ganha especial força pela dicção precisa e pela sobriedade expressiva.
🌿 Estilo: mais interior do que teatral
O que marca Bothmer é uma musicalidade que evita excessos. Ele canta como quem diz — o texto vem sempre à frente da vaidade vocal.
🇩🇪 Ligação clara à tradição alemã
Schubert, Schumann, Brahms aparecem com frequência no seu repertório, com uma leitura muito fiel ao espírito do Lied: intimista, quase confidencial.
A ária "Irne lungi ancor dovrei..." pertence à ópera Alzira de Giuseppe Verdi e é cantada pelo personagem Zamoro, o líder indígena que luta contra os colonizadores espanhóis.
🔹
Neste momento da ópera, Zamoro expressa seu sofrimento e sua incerteza. Ele se pergunta se deveria continuar distante ou se deve lutar para reconquistar Alzira, sua amada. A ária é carregada de emoção, refletindo tanto a dor da separação quanto a sua determinação.