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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Violeta Urmana

  • Nome completo: Violeta Urmana

  • Data de nascimento: 19 de agosto de 1961

  • Local de nascimento: Marijampolė, Lituânia

  • Nacionalidade: Lituana

  • Profissão: Cantora lírica (mezzo-soprano e soprano dramático)

  • Formação: Estudou na Academia de Música da Lituânia e depois na Hochschule für Musik de Munique

  • Ela é , formada com um rigor técnico impressionante, e tem uma carreira curiosa e raríssima: começou como mezzo-soprano e depois fez uma transição sólida para soprano dramático — coisa que pouquíssimas conseguem fazer sem perder qualidade.

    Alguns pontos que a tornam especial:
    • Repertório pesado: Wagner, Verdi, Strauss… papéis como Isolda, Brünnhilde, Turandot, Aida. Voz grande, escura, com metal.

    • Intensidade dramática: ela não “canta bonito” apenas — ela encarna a personagem. Há sempre tensão, carne, conflito.

    • Centro vocal riquíssimo: mesmo quando sobe ao soprano, traz aquela densidade de mezzo que dá gravidade emocional.

    • Inteligência musical: fraseado pensado, texto claro, escolhas expressivas maduras.

    Alguns críticos apontam que, com o tempo, o agudo ficou mais cauteloso — o que é natural numa voz que enfrentou repertório tão exigente. Mas, em compensação, ganhou profundidade interpretativa. Hoje, ouvir Urmana é ouvir alguém que sabe exatamente o peso de cada palavra.

    Aqui canta Sola perduta abbandonata da Manon Lescaut

    sábado, 31 de janeiro de 2026

    Vladimir Chernov

    ..
  • Vladimir Chernov

  • Nacionalidade: Russo

  •  nasceu a 22 de setembro de 1953

  • Profissão: Barítono (ópera e recital)

  • Formação: Conservatório Tchaikovsky de Moscovo

  • Área de destaque: Ópera russa e repertório eslavo (Tchaikovsky, Rachmaninov, Mussorgsky), além de Verdi e repertório lírico-dramático

  • Idiomas de canto: Russo, italiano, alemão, francês

  • Características vocais: Barítono de timbre escuro, emissão sólida, grande cuidado com texto e expressão

  • Carreira: Atuação em importantes teatros e salas de concerto internacionais, tanto em ópera como em recital (romances e lieder)

  • aqui canta Plebe Patrizi Popolo da ópera   Simão Bocanegra

  •  

    sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

    Vladimir Stoyanov

    ..Vladimir Stoyanov é um barítono operístico búlgaro de renome mundial.
    • Nascido em Pernik, Bulgária, formou-se na Academia de Música de Sofia e aperfeiçoou-se em Roma e Milão.

    • Fez sua estreia em ópera em 1993 e desde então tem atuado nos palcos mais importantes do mundo: La Scala em Milão, Metropolitan Opera em Nova Iorque, Opéra de Paris, Wiener Staatsoper (Viena), Teatro Real em Madrid, Royal Opera House em Londres, entre outros.

    • É famoso por papéis centrais no repertório verdiano e italiano, como Rigoletto, Germont (La traviata) e Macbeth.

    • Já recebeu distinções como o título “Cavaliere di Verdi” em Itália, reconhecimento ligado à interpretação de obras de Verdi. 

    • Aqui  canta Eri tu che machiavi da opera Un ballo in maschera

     

    quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

    Wilhelmenia Fernandez

    .. Ebben? Ne andrò lontana”. Isso é despedida em estado puro.

    A ária da La Wally (Alfredo Catalani) não grita, não acusa — afasta-se. E nesse afastamento há uma dignidade cortante.

    O que a torna tão especial:

    1. O gesto inicial — “Ebben?”
    Essa única palavra já contém tudo: surpresa, ferida, decisão. Não é revolta; é lucidez. Wally percebe que não há lugar para ela ali. E quando entende isso, escolhe partir.

    2. A linha melódica
    Longa, ampla, quase horizontal. Catalani escreve como quem observa montanhas: nada de virtuosismo exibido. A voz parece caminhar, passo a passo, para longe. Cada frase é um adeus que não pede resposta.

    3. A orquestraNunca invade. Sustenta, envolve, respeita o silêncio da personagem. Há espaço — e esse espaço é o exílio. A música entende que partir também é um gesto de amor próprio.

    4. O texto

    “Là, fra la neve bianca…”
    A imagem da neve não é só paisagem: é isolamento, pureza, apagamento. Wally não foge para o caos — foge para o frio. Para um lugar onde a dor não ecoa.

    O mais devastador é que ela não implora.
    Ela aceita. E aceita sozinha.

    aqui  canta Wilhelmenia Fernandez

    terça-feira, 27 de janeiro de 2026

    Yevgeny Nesterenko

    Yevgeny Nesterenko teve uma vida marcada por atravessar dois mundos — o soviético e o europeu.

    Nasceu em Leningrado (atual São Petersburgo), na então União Soviética, em 8 de janeiro de 1938.
    Viveu grande parte da sua vida artística na URSS, tornando-se um dos grandes baixos do Teatro Bolshoi e da tradição russa. A partir dos anos 1990, passou a residir sobretudo na Áustria, depois de deixar a Rússia.

    Morreu em Viena, em 20 de março de 2021.

    Nesterenko foi um baixo russo monumental, não só pelo volume ou pela extensão, mas pela autoridade interior com que cantava. A voz dele não implora: afirma. É daquelas presenças que fazem o silêncio pesar antes mesmo da primeira nota.

    Alguns traços essenciais:

    1. A voz
    Baixo profundo, escuro, quase granítico.
    Mas não era bruto: havia nobreza, contenção e gravidade. Cada frase parecia pensada como um verso bem escandido — nada sobrava.

    2. Os papéis
    Foi um Boris Godunov de referência. Ali, Nesterenko não “interpreta” o poder e a culpa — ele habita o peso deles.Também brilhava em papéis espirituais e sombrios: monges, czares, figuras morais dilaceradas por dentro.

    3. A estética russa
    Ele carrega aquela tradição russa que não tem pressa de emocionar.
    A emoção vem do controle, da densidade, do que fica contido. Muito próximo do que tu preferes: dor sem lágrima, força sem grito.

    4. O homem e o cantor
    Nesterenko era conhecido pela seriedade quase austera.
    Nada de exibicionismo. A voz servia o sentido — nunca o contrário


    Aqui canta La calunnia do Barbeiro de Sevilha

    segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

    Yusif Eivazov

    .. Yusif Eyvazov é uma figura interessante e, às vezes, controversa no mundo da ópera — o que, honestamente, já o torna digno de conversa.

    Tecnicamente, ele é um tenor dramático, com uma voz robusta, metálica, de grande projeção, pensada para papéis pesados: Calaf, Radamès, Manrico, Andrea Chénier. Não é uma voz de filigrana nem de meias-tintas; é uma voz que entra em cena para ocupar espaço. Quando está em boa noite, o som atravessa a orquestra sem pedir licença.

    Alguns pontos-chave sobre ele:

    • 🎭 Força e resistência são o seu maior trunfo. Aguenta repertório exigente, longo e ingrato — coisa que poucos tenores hoje conseguem fazer com regularidade.

    • 🎶 O timbre não é “bonito” no sentido tradicional italiano. Há quem o ache duro, até áspero. Mas há também quem valorize essa rugosidade viril, que funciona bem em personagens atormentados ou heroico

    • Expressivamente, ele aposta mais na intensidade direta do que na subtileza psicológica. Emoção clara, gesto largo, sem muitas ambiguidades.

    • A parceria (artística e pessoal) com Anna Netrebko deu-lhe enorme visibilidade — para o bem e para o mal. Alguns veem isso como impulso de carreira; outros acham injusto reduzir o valor dele a isso.

    • No fundo, Eyvazov não é um tenor “de culto”, daqueles que conquistam pela elegância do fraseado ou pela morbidez do legato. Ele é mais martelo do que pincel. E dependendo da ópera e do momento, isso pode funcionar muito bem.

      aqui canta com Anna Netrebko Già nella notte densa  da opera Otello

    quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

    Zvetelina Vassileva

    ..Zvetelina Vassileva é uma soprano lírica/dramática búlgara com uma carreira internacional consolidada no mundo da ópera clássica.

    Quem é?

    • É uma cantora de ópera (soprano) nascida na Bulgária e formada na Academia Nacional de Música “Prof. Pancho Vladigerov” em Sófia.

    • Fez sua estreia profissional no Bulgarian National Opera no papel de Amelia em Un Ballo in Maschera (Verdi).

    • É especialmente reconhecida pelo repertório verdiano e por papéis dramáticos que exigem grande potência vocal.

    Carreira e repertório

    Zvetelina Vassileva construiu uma carreira internacional robusta, cantando em importantes teatros e festivais na Europa e nos Estados Unidos.

    Ela interpretou papéis principais em óperas como:
    • Desdemona (Otello, Verdi)

    • Elisabetta (Don Carlos, Verdi)

    • Leonora (Il trovatore, Verdi)

    • Tatiana (Eugene Onegin, Tchaikovsky)

    • Mimi (La Bohème, Puccini)

    • Turandot (Turandot, Puccini) — este é um papel notório pela exigência vocal e dramaticidade.

    Palcos e reconhecimento

    • Cantou em casas importantes como a Metropolitan Opera (Nova York), Royal Opera House (Covent Garden) em Londres, Staatsoper Berlin, La Monnaie em Bruxelas e outras grandes companhias de ópera.

    • Participou de festivais internacionais relevantes, incluindo o Wexford Festival na Irlanda, onde recebeu aclamação crítica.

    🎼 Estilo e avaliação

    É descrita como uma soprano com voz potente e versátil, capaz de abordar tanto papéis líricos quanto dramas mais intensos, combinando presença cênica com força vocal.
    Críticos e públicos elogiaram sua musicalidade e presença dramática em diferentes países ao longo de sua carreira.

    Atualmente

    Segundo informação recente, ela integra o elenco da Ruse Opera (Ópera de Ruse, na Bulgária), continuando ativa no meio operístico.

    Zvetelina Vassileva: nasceu a 20 de novembro de 1966 em Etropole, na Bulgária

    aqui canta  D amore sull all rosee da Il Trovatore

    terça-feira, 20 de janeiro de 2026

    Mireille Lebel

    Mireille Lebel é uma mezzo-soprano canadiana muito estimada no meio operístico, sobretudo pelo rigor estilístico, inteligência musical e elegância 

    Talvez não seja um nome “mediático”, mas é daquelas artistas respeitadas pelos músicos — o que diz muito.

    Mireille Lebel nasceu no Canadá e formou-se na Universidade de Montreal, aperfeiçoando depois a sua carreira em contacto com repertório barroco, clássico e francês. Desde cedo ficou associada a um canto culto, disciplinado e expressivo, longe de excessos.

    A voz

    Ela é uma mezzo-soprano lírica, com características muito claras:

    • timbre quente e homogéneo

    • emissão limpa e natural

    • excelente controlo do fraseado

      • atenção extrema ao texto

      Não é uma voz de impacto dramático massivo; o seu território é a clareza, o equilíbrio e o estilo.

      Repertório de eleição

      Mireille Lebel destacou-se sobretudo em repertórios que exigem inteligência musical e precisão:

      Barroco e clássico

      • Handel

      • Vivaldi

      • Mozart

      Repertório francês

      • ópera e, sobretudo, mélodie

      • grande afinidade com a língua e o espírito franceses

      Também é muito apreciada em oratório e música de concerto, onde o canto nu, sem encenação, revela ainda mais a sua musicalidade.

      Recital e música vocal

      Um dos seus pontos fortes é o recital de câmara:

      • canto muito próximo da palavra

      • subtileza dinâmica

      • uso expressivo do silêncio


      🌱 O que a distingue

      Mireille Lebel representa um tipo de cantora cada vez mais raro:

      • musical antes de tudo

      • fiel ao estilo

      • sem dramatizações artificiais

      É canto pensado, honesto, profundamente respeitoso da música.

      • aqui canta Disprezzata Regina da A Coroação de Poppeia de Monteverdi

      • ária é cantada por Ottavia, a imperatriz romana repudiada por Nero, que decide exilá-la para dar lugar a Poppea.
        Aqui, Ottavia já perdeu:

        • o poder,

        • oamor,

        • a dignidade pública.

        O que sobra é orgulho ferido, dor contida e grandeza trágica.

     

    segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

    Anita Rachvelishvili

    .. Anita Rachvelishvili nasceu em 1984, em Tbilisi (Geórgia). Estudou no Conservatório Estatal de Tbilisi e rapidamente chamou a atenção por uma combinação rara:

    voz enorme + musicalidade refinada + presença cénica magnética.

    O grande salto veio muito cedo.

    🌋 A estreia que fez história

    Em 2009, com apenas 25 anos, foi escolhida por Daniel Barenboim para cantar Carmen na abertura da temporada da La Scala de Milão — ao lado de Jonas Kaufmann.

    Foi um terramoto operático.
    Da noite para o dia, Rachvelishvili passou de promessa a estrela internacional.

    🎶 A voz

    Ela é o arquétipo da mezzo-soprano dramática moderna:

    • timbre escuro, denso, quase vulcânico

    • graves poderosíssimos e naturais

    • centro largo, carnudo

    • agudos firmes, metálicos, sem perder corpo

    • Mas o mais impressionante é que, apesar da potência, ela canta com controlo e intenção, não apenas com volume.

      🎭 Papéis emblemáticos

      Alguns papéis parecem ter sido escritos para ela:

      • Carmen (Bizet) — sensual sem cliché, livre, perigosa

      • Amneris (Aida, Verdi) — talvez o seu maior triunfo dramático

      • Eboli (Don Carlo, Verdi)

      • Azucena (Il trovatore, Verdi)

      • Dalila (Samson et Dalila)

      No repertório verdiano, muitos críticos a consideram a grande mezzo-Verdi da sua geração.

      • graves poderosíssimos e naturais

      • centro largo, carnudo

      • agudos firmes, metálicos, sem perder corpo

      Mas o mais impressionante é que, apesar da potência, ela canta com controlo e intenção, não apenas com volume.

      🎭 Papéis emblemáticos

      Alguns papéis parecem ter sido escritos para ela:

      • Carmen (Bizet) — sensual sem cliché, livre, perigosa

      • Amneris (Aida, Verdi) — talvez o seu maior triunfo dramático

      • Eboli (Don Carlo, Verdi)

      • Azucena (Il trovatore, Verdi)

      • Dalila (Samson et Dalila)

      No repertório verdiano, muitos críticos a consideram a grande mezzo-Verdi da sua geração.

      • graves poderosíssimos e naturais

      • centro largo, carnudo

      • agudos firmes, metálicos, sem perder corpo

      Mas o mais impressionante é que, apesar da potência, ela canta com controlo e intenção, não apenas com volume.

      🎭 Papéis emblemáticos

      Alguns papéis parecem ter sido escritos para ela:

      • Carmen (Bizet) — sensual sem cliché, livre, perigosa

      • Amneris (Aida, Verdi) — talvez o seu maior triunfo dramático

      • Eboli (Don Carlo, Verdi)

      • Azucena (Il trovatore, Verdi)

      • Dalila (Samson et Dalila)

      No repertório verdiano, muitos críticos a consideram a grande mezzo-Verdi da sua geração.

      Carreira internacional

      Ela canta regularmente nos maiores palcos do mundo:

      • Metropolitan Opera (Nova Iorque)

      • La Scala

      • Royal Opera House (Londres)

      • Opéra de Paris

      • Wiener Staatsoper

      E com os maestros mais exigentes — sempre mantendo uma identidade forte, nunca genérica.

      🖤 A intérprete

      Rachvelishvili não suaviza personagens.

      As suas mulheres são:

      • intensas

      • passionais

      • feridas

      • perigosamente humanas

      Há nela uma verdade emocional quase crua. Quando canta ciúme, raiva ou desejo, acreditamos.

      ⚖️ Comparação natural

      Se pensarmos em linhagem:

      • Borodina → nobreza, melancolia, fatalismo

      • Rachvelishvili → fogo, carne, confronto

      São duas grandes mezzos dramáticas, mas de temperamentos opostos.

      Aqui canta Stride la vampa  da ópera  Il Trovatore

    domingo, 18 de janeiro de 2026

    Susan Graham

    ..Susan Graham é uma das mezzos-sopranos mais inteligentes, elegantes e musicais das últimas décadas, daquelas artistas que conquistam tanto pela voz como pela cabeça Susan Graham nasceu em 1960, no Texas (EUA). Estudou na Universidade do Texas e aperfeiçoou-se na prestigiada Merola Opera Program, ligada à Ópera de San Francisco — um viveiro de grandes nomes.

    Desde cedo ficou conhecida não por excessos vocais, mas por algo mais raro:

    estilo, clareza e refinamento musical

    A voz

    Graham é uma mezzo-soprano lírica:

    • timbre quente, claro e nobre

    • emissão natural, sem peso artificial

    • agudos fáceis e luminosos

    • grande legato e sentido de frase

    Não é uma mezzo dramática à maneira de Borodina ou Rachvelishvili; a sua força está na subtileza, na inteligência do texto e na elegância do canto.

    🎭 Repertório e papéis marcantes

    Ela tornou-se uma referência absoluta em Mozart e no repertório francês:

    Mozart
    • Cherubino (Le nozze di Figaro)

    • Sesto (La clemenza di Tito)

    França

    • Didon (Les Troyens, Berlioz) — um dos seus papéis-assinatura

    • Charlotte (Werther, Massenet)

    • Cendrillon (Massenet)

    Outros destaques

    • Octavian (Der Rosenkavalier, Strauss)

    • Komponist (Ariadne auf Naxos)

    Aqui canta  D'amour l'ardente flamme da A Danação de Fausto

    sábado, 17 de janeiro de 2026

    Olga Borodina

     Olga Vladimirovna Borodina nasceu em São Petersburgo (1963) e formou-se no Conservatório Rimsky-Korsakov. Desde muito cedo ficou claro que havia ali uma voz rara: escura, ampla, aveludada, com um grave profundo e um centro riquíssimo — aquele tipo de timbre que parece já carregar drama mesmo no silêncio.

    A voz

    Borodina é o exemplo clássico da mezzo-soprano dramática:

    • timbre sombrio e luxuoso

    • graves naturais, nunca forçados

    • agudos sólidos, mas sempre integrados ao corpo da voz

    • emissão muito homogénea, sem quebras perceptíveis

    Não é uma voz “virtuosística” no sentido do bel canto acrobático; é uma voz de densidade emocional, feita para personagens intensas, passionais, trágicas.

    Repertório e papéis emblemáticos

    Ela tornou-se praticamente referência absoluta em vários papéis:

    • Dalila (Samson et Dalila, Saint-Saëns)

    • Amneris (Aida, Verdi)

    • Carmen (Bizet)

    • Eboli (Don Carlo, Verdi)

    • Azucena (Il trovatore, Verdi)

    Mas onde Borodina é verdadeiramente incomparável é no repertório russo:

    • Marfa (Khovanshchina, Mussorgsky)

    • Lyubasha (A noiva do czar, Rimsky-Korsakov)

    • Canções e ciclos de Rachmaninov, Mussorgsky e Tchaikovsky

    Carreira internacional

    Borodina teve carreira constante nos maiores teatros do mundo:

    • Metropolitan Opera (Nova Iorque)

    • Royal Opera House (Covent Garden)

    • La Scala

    • Wiener Staatsoper

    • Mariinsky (sua casa artística)

    Nunca foi uma “diva mediática”, mas sempre foi uma diva musical, respeitadíssima por maestros, colegas e críticos.

    🖤 O que a torna especialO grande trunfo de Borodina é a nobreza do canto. Mesmo nos momentos mais dramáticos, há:

    • contenção

    • dignidade

    • uma melancolia profunda, quase fatalista

    Ela não “interpreta” apenas — ela encarna.

    aqui  canta O don fatale   da Don Carlos

    quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

    Grace Bumbry-2ªParte

    • Nome completo: Grace Melzia Bumbry

    • Data de nascimento: 4 de janeiro de 1937

    • Local de nascimento: St. Louis, Missouri, Estados Unidos

    • Nacionalidade: norte-americana

    • Data de falecimento: 7 de maio de 2023

    • Idade ao falecer: 86 anos

    • Voz: Mezzo-soprano (mais tarde também soprano dramático)

    • Área: Ópera e recital

    • Atividade: décadas de 1960 a 1990

    • Formação:

      • Estudou na Boston University

      • Aperfeiçoou-se com Lotte Lehmann, uma das grandes referências do canto do século XX

    • Reconhecimentos:

      • Recebeu várias distinções internacionais

      • Foi agraciada com a Légion d’Honneur em França

      • Considerada uma figura histórica na quebra de barreiras raciais na ópera


    Brilhou em papéis como:
    • Carmen

    • Dalila

    • Amneris

    • Eboli

    • e depois, já como soprano, Tosca, Salomé, Norma

    Mas talvez tão importante quanto o repertório tenha sido a postura: Grace Bumbry cantava com uma dignidade feroz, consciente do peso simbólico de estar ali — e nunca deixou que isso a diminuísse artisticamente. Pelo contrário: exigia excelência absoluta.

    Costumava ser chamada de “The Black Venus”, um apelido que mistura fascínio vocal, carisma e presença quase mítica em palco

    Aqui canta dda Adriana Lecouvrer-Lo son l umile Ancell

    quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

    Fiamma Izzo d'Amico

    .Fiamma Izzo D’Amico (nascida Fiammetta Izzo, Roma, 25 de julho de 1964) é uma artista italiana conhecida tanto pela carreira de soprano lírica quanto pelo trabalho de doppiaggio (direção e adaptação de diálogos para cinema e TV)

    🎤 Carreira como Soprano

    • Formação: diplomou-se no Conservatorio di Santa Cecilia em Roma e aperfeiçoou-se com o renomado crítico e professor Rodolfo Celletti. 

    • Descoberta: foi considerada uma das últimas grandes descobertas do maestro austríaco Herbert von Karajan, que a convidou para papéis importantes. 

    • Debut e repertório: estreou em 1984 como Mimì em La bohème no Teatro Regio de Turim. Canteou papéis notáveis como Elisabetta em Don Carlo, Mimì em La bohème e outros em “Tosca”, “Traviata”, “Carmen” e mais, incluindo performances com Luciano

    • Pavarotti, José Carreras e em teatros importantes como Salzburgo e Viena. 

    • Carreira artística intensa e curta: brilhou nas décadas de 1980 e 1990, mas retirou-se do palco na segunda metade dos anos 1990 / início dos 2000 para dedicar-se à família e a outras atividades artísticas

    • Aqui canta Tu che le vanita da opera Don Carlos

    .

    terça-feira, 6 de janeiro de 2026

    Ferdinand von Bothmer

    .Ferdinand von Bothmer é um tenor alemão, conhecido sobretudo pelo seu trabalho em ópera, oratório e Lied. Não é um nome de vedetismo mediático, mas é bastante respeitado em círculos mais atentos à música de câmara e ao repertório vocal germânico.

    Algumas notas que o caracterizam bem:

    • 🎶 Tenor lírico, com emissão clara e elegante
      A voz não é de heroísmo wagneriano; é mais contida, luminosa, muito adequada a Mozart, Haydn, Bach e ao Lied romântico.

    • 📜 Forte presença em oratório e música sacra
      Evangelista em Bach, Paixões, cantatas — aí o seu canto ganha especial força pela dicção precisa e pela sobriedade expressiva.

    • 🌿 Estilo: mais interior do que teatral
      O que marca Bothmer é uma musicalidade que evita excessos. Ele canta como quem diz — o texto vem sempre à frente da vaidade vocal.

    • 🇩🇪 Ligação clara à tradição alemã
      Schubert, Schumann, Brahms aparecem com frequência no seu repertório, com uma leitura muito fiel ao espírito do Lied: intimista, quase confidencial.

     A ária "Irne lungi ancor dovrei..." pertence à ópera Alzira de Giuseppe Verdi e é cantada pelo personagem Zamoro, o líder indígena que luta contra os colonizadores espanhóis.

    🔹

    Neste momento da ópera, Zamoro expressa seu sofrimento e sua incerteza. Ele se pergunta se deveria continuar distante ou se deve lutar para reconquistar Alzira, sua amada. A ária é carregada de emoção, refletindo tanto a dor da separação quanto a sua determinação.