Borodina é o exemplo clássico da mezzo-soprano dramática:
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timbre sombrio e luxuoso
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graves naturais, nunca forçados
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agudos sólidos, mas sempre integrados ao corpo da voz
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emissão muito homogénea, sem quebras perceptíveis
Repertório e papéis emblemáticos
Ela tornou-se praticamente referência absoluta em vários papéis:
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Dalila (Samson et Dalila, Saint-Saëns)
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Amneris (Aida, Verdi)
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Carmen (Bizet)
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Eboli (Don Carlo, Verdi)
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Azucena (Il trovatore, Verdi)
Mas onde Borodina é verdadeiramente incomparável é no repertório russo:
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Marfa (Khovanshchina, Mussorgsky)
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Lyubasha (A noiva do czar, Rimsky-Korsakov)
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Canções e ciclos de Rachmaninov, Mussorgsky e Tchaikovsky
Carreira internacional
Borodina teve carreira constante nos maiores teatros do mundo:
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Metropolitan Opera (Nova Iorque)
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Royal Opera House (Covent Garden)
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La Scala
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Wiener Staatsoper
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Mariinsky (sua casa artística)
Nunca foi uma “diva mediática”, mas sempre foi uma diva musical, respeitadíssima por maestros, colegas e críticos.
🖤 O que a torna especialO grande trunfo de Borodina é a nobreza do canto. Mesmo nos momentos mais dramáticos, há:
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contenção
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dignidade
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uma melancolia profunda, quase fatalista
Ela não “interpreta” apenas — ela encarna.
aqui canta O don fatale da Don Carlos
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