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domingo, 2 de agosto de 2020

Rosetta Pampanini

Rosetta Pampanini nasceu a 2 de setembro de 1896 e faleceu a  2 de agosto de 1973 foi uma soprano italiana, particularmente associada aos papéis de Puccini, especialmente Madama Butterfly.

Pampanini nasceu em Milão. Ela começou a cantar quando criança e depois estudou com Emma Malajoli. Estreou nos palcos em 1920, no Teatro Nazionale em Roma, como Micaela, e em Turim, em 1921, como Siebel. Depois de mais estudos, estreou no Teatro San Carlo, em Nápoles, como Desdemona, em 1923, e cantou no ano seguinte Elsa em Bergamo. Observada pelo maestro Arturo Toscanini, ela estreou no Teatro alla Scala em Milão, como Madama Butterfly, em 1925, e apareceu lá até 1937.

Depois, começou a cantar em todas as principais casas de ópera da Europa; a Ópera de Monte Carlo em 1927, a Royal Opera House em Londres, de 1928 a 1933, o Liceu em Barcelona e a Ópera Estatal de Viena em 1930, a Ópera Lírica de Chicago de 1931 a 1932 e a Ópera de Paris em 1935. Ela também apareceu em Buenos Aires e no Rio de Janeiro.

Grande intérprete de Puccini, especialmente como Madama Butterfly, ela também cantou Manon Lescaut, La bohème, Tosca e Liu em Turandot, também Il piccolo Marat e Iris de Mascagni, e Nedda em Pagliacci, de Leoncavallo. Embora seja essencialmente uma soprano lírica, ela ocasionalmente cantou alguns papéis de Verdi, como Leonora e Aida, e também Maddalena e Fedora, de Giordano.

Aposentou-se do palco em 1946 e voltou a ensinar. Entre suas pupilas estava a soprano britânica Amy Shuard. Pampanini morreu em Rovigo, aos 76 anos.




aqui canta con onor muore da Butterfly

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Butterfly-Final

Como comungo da opinião de José Quintela Soares autor do Opera per Tutti, um dos meus blogues preferidos, permito-me referenciar desde já, certo que ele se não importará, um post seu sobre a Mirella Freni. 

  Ainda viva com 78 anos Mirella Freni canta desde os 19 anos, quando se estreou no papel de Micaela da Carmen de Bizet e desempenhou no decorrer da sua longa carreira , o papéis mais importantes para a sua voz de soprano dramática.

Butterfly uma japonesa que Pinkerton um oficial da marinha americana, havia "alugado", quando da sua comissão de serviço naquele País, levou a sério o casamento que tinha acontecido, cortando com toda a sua família que a amaldiçoara. 

 Pinkerton tinha regressado à América e a jovem Cio-Cio-San assim se chamava ela originalmente, continuava sonhando com o seu regresso

 Ela chora, mas não perde a esperança: Un bel dì vedremo - um belo dia veremos um fio de fumaça no horizonte Pinkerton realmente volta mas já casado com uma americana, vem buscar o filho que Butterfly tivera. 

 Esta é a cena final, quando Butterfly se despede do filho antes de suicidar, esta ária quando bem cantada e quando as sopranos se convencem que ópera não é só voz é também teatro que tem uma componente cénica que não se pode desprezar, quando assim é, esta cena é arrepiante, acaba ouvindo-se a voz de Pinkerton, provavelmente já arrependido diz o guião ( eu não acredito) gritando pelo nome de Butterfly. 

 A particularidade desta versão filmica, é o facto de Butterfly se suicidar frente a Pinkerton, que nunca aconteceu nas versões cénicas, que eu tenha visto, ele chega sempre depois