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sexta-feira, 14 de novembro de 2025

Don Carlos-Ella giammai m'amo

.. Eu vi, estava lá em 1 de Março de 1977 no Coliseu de Recreios, lembro-me de me ter arrepiado, em ouvir este senhor chamado Cesare Siepi, cantar este ária do Don Carlos de Verdi e desde então se me perguntarem, incluo sempre esta ária nas minha preferidas

Acompanhamento de luxo, como era naquele tempo Zampieri em Isabel Valois e Giuliano Ciannella em D.Carlos., entre outros e nos pequenos papéis as nossas Elsa saque e Elizette Bayan.

Faleceu em Atlanta, 6 de julho de 2010.

sexta-feira, 19 de setembro de 2025

Simão Bocanegra-Come in quest'ora bruna

A cavatina que  Anja Harteros aqui canta, é do primeiro acto da ópera Simão Bocanegra, interpretando o papel de Amélia, filha ilegítima de Simão.

Amélia recorda a sua infância, recordando uma anciã que vivia numa pequena cabana e ela promete nunca deixar que a vida faustosa no palácio a façam esquecer esse seu passado humilde.


Como na hora escura

Sorrindo o mar cintila!
E a lua se mistura
Com luz tão juvenil…
Parece um doce enlace
De dois fiéis corações.

Mas que me trazem astros,
O mar, na mente aflita
Da órfã tão sem paz?...
A noite fria e escura
Quando a piedosa, ao fim,
Gritou: “do céu virá a luz!”

Ó nobre lar altivo,
De estirpe ainda mais nobre,
O teto pobre e simples
Não esqueci por ti…
Só na tua pompa austera
O amor me sorri enfim.

Já surge o dia…
O céu se faz de prata, mas o canto
Do meu amor não vem…
Ele me enxuga o pranto a cada aurora
Como o orvalho aos botões.

domingo, 10 de agosto de 2025

Forza del Destino - Pace, pace mio Dio

. A ária "Pace, pace, mio Dio!" é uma das peças mais emocionantes e intensas do repertório operístico, extraída do último ato da ópera "La forza del destino" de Giuseppe Verdi. 

Interpretada pela personagem Leonora, essa ária encapsula desespero, resignação e um desejo profundo por paz, tanto interna quanto externa.


No início do segundo quadro do último acto, Leonora, pálida e desfigurada, sai da gruta e dirige-se para o sítio onde todas as semanas o Padre Guardião lhe deixa os alimentos.
 O isolamento não lhe trouxe a desejada paz de espírito.

No momento em que Leonora canta essa ária, ela está escondida em uma caverna, vivendo como eremita para expiar suas dores e evitar a perseguição de seu irmão Don Carlo, que busca vingança pela morte do pai. Ela clama por paz após uma vida marcada por sofrimento e tragédia, refletindo sobre seu destino cruel e sua fé em Deus.

Estrutura Musical e Emoção

  1. Abertura introspectiva:

    • A ária começa suavemente, com um tom quase de oração, à medida que Leonora sussurra sua súplica por paz. A melodia é delicada, introspectiva e carregada de lirismo.
  2. Crescendo emocional:

    • À medida que a ária avança, a intensidade emocional cresce. Leonora relembra seu amor por Alvaro, reconhecendo que seu destino cruel a separou dele para sempre. O contraste entre o desejo por paz e a realidade de sua dor dá à peça uma dinâmica extremamente dramática
    • O ápice ocorre com o clamor desesperado "Maledizione!", onde Leonora amaldiçoa sua sorte trágica. Esse momento é frequentemente destacado como um dos mais poderosos na literatura operística
    • Ainda sofre e ama, Alvaro, io t'amo. E su nel cielo è scritto: Non ti vedrò mai più! como quando se retirou do mundo e implora a Deus que lhe dê a graça da morte. Oh Dio, Dio, fa ch'io muoia; Che la calma può darmi morte sol. Invan la pace qui sperò quest'alma In preda a tanto duol. 

Ouve-se um ruído e a eremita volta a esconder-se na gruta Anna Tomowa-Sintow canta esta ária, um dos seus papéis favoritos

quarta-feira, 5 de março de 2025

I due Foscari

A 1ª cena do 1ºacto termina com a chegada de Jacopo que recentemente retornado do exílio, e trazido da prisão e expressa seu amor ao ver Veneza novamente 

 Ah sì, ch'io senta ancora, ch'io respiri aura non mista a gemiti e sospiri. Brezza del suol natìo, il volto a baciar voli all'innocente! . . . Ecco la mia Venezia! . . . ecco il suo mare! . . . Regina dell'onde, io ti saluto! . . . Sebben meco crudele, io ti son pur de'figli il più fedele. Dal più remoto esilio, sull'ali del desìo, a te sovente rapido volava il pensier mio; come adorata vergine te vagheggiando il core, l'esillo ed il dolore quasi sparian per me. 

 e depois proclamando o seu ódio contra a injustiça que é alvo acusado de crime e traição a Veneza, mas confiando que será feita justiça


 Chiudi il labbro, o mentitor. Odio solo, ed odio atroce in quell'anime si serra; sanguinosa, orrenda guerra da costoro si farà. Ma dei Foscari, una voce va tuonandomi nel core; forza contro il lor rigore l'innocenza ti darà.


Aqui canta 

quarta-feira, 14 de abril de 2021

Aprile Millo

Aprile Millo é uma soprano novaiorquina nascida a 14 de Abril de , filha de cantores de ópera, com quem começou os seus estudos, ganhando os seus primeiros concursos bem cedo como o das vozes Verdianas em Busseto, terra natal de Verdi, em 1978.

 Sua consagração no mundo da ópera foi dramática, em 1984 substituiu à última hora Anna Tomowa-Sintow como Amélia em Simon Boccanegra no Metropolitan de NY. 

 Aqui podemos ouvi-la cantar uma ária da ópera Don Carlos, "Tu che le vanita

quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Renato Bruson

Em 1936 a 13 de Janeiro nasceu perto de Padua o barítono italiano Renato Bruson, que se estreou em 1961 cantando o papel de Di Luna no Trovatore 

A paixão pela música amadureceu no coro da paróquia, quando ele era criança. Iniciou seus estudos musicais no conservatório de Pádua, sendo premiado com uma bolsa que lhe permitiu tirar seus cursos ultrapassando os problemas económicos. 

No ano seguinte à estreia ele foi Riccardo na I Puritani no Teatro dell'Opera di Roma , em Roma . Sua primeira aparição no Metropolitan Opera foi como Enrico em Lucia di Lammermoor em 1969 . 

Em 1970 iniciou sua colaboração com o maestro Riccardo Muti em Un Ballo in Maschera , em Florença fazendo sua estréia no La Scala em 1972 como em Antonio na Linda di Chamonix e no Festival Internacional de Edimburgo em 1972, como Ézio em Átila , no Covent Garden em 1975 no papel de Renato na Un Ballo in Maschera, substituindo com grande sucesso Piero Cappuccilli . . 

Na década de 80 voltou-se para o século 18 com Mozart em Don Giovanni e no verismo com Umberto Giordano cantando Andrea Chénier . 

Ele é considerado por alguns críticos a melhor Rigoletto desde Tito Gobb, dessa opera ouçamo-lo cantar a area Cortigiani, vil razza dannata

sábado, 2 de janeiro de 2021

Aida-O Patria mia

A fabulosa Leontye Prince cantou em 3 de Janeiro de 1985, pela última vez no Met em New York, ao fim de 21 anos de permanência. Dessa Aida inesquecível a ária O Patria mia e a comoção da despedia dum público que a adorava. A qualidade do som é deficiente mas é um momento que deve recordar-se. Não foi a retirada absoluta dos palcos, pois ainda se manteve activa por mais 12 anos Esta notável soprano americana, ainda viva, a uma semana de fazer 82 anos, estreou-se no Met em 1965 cantando com Frank Corelli, Il Trovadore, que terminou com uma ovação de 42 minutos uma das mais longas na história daquele teatro e a sua ária D'amor sul'ali rosee, levou 15 minutos, que mais dizer para uma estreante, depois foram 21 anos, que acabaram neste dia

quarta-feira, 22 de julho de 2020

I Masnadieri (Os bandidos)


I masnadieri (Os bandidos) é uma ópera em quatro atos de Giuseppe Verdi com libreto italiano de Andrea Maffei, baseado em Die Räuber de Friedrich von Schiller.

A primeira representação foi dada em Her Majesty's Theatre de Londres em 22 de julho de 1847 com o próprio Verdi na condução da orquestra.



sexta-feira, 12 de junho de 2020

Vésperas Sicilianas



Les vêpres siciliennes (As Vésperas sicilianas) é uma grande ópera em cinco atos do compositor italiano Giuseppe Verdi com libreto em francês de Charles Duveyrier e Eugène Scribe do seu trabalho Le Duc d'Albe.

 É baseada num evento histórico, as vésperas sicilianas de 1282, utilizando materiais retirados do trato medieval siciliano Lu rebellamentu di Sichilia. 

A estreia foi realizada na Ópera de Paris em 13 de junho de 1855. Hoje É mais conhecida na sua versão pós-1861 EM italiano.

Contexto histórico

A história é inspirada em um episódio real: a revolta dos sicilianos contra o domínio francês em 1282, conhecida como os Vésperas Sicilianos.
O levante começou em Palermo, durante a oração das vésperas (por volta do pôr do sol), e resultou em um massacre dos ocupantes franceses — um símbolo de resistência nacional.

Verdi, sempre atento às ideias de liberdade e identidade nacional, viu nesse tema uma poderosa metáfora para o Risorgimento italiano, o movimento de unificação e libertação da Itália no século XIX.

Enredo (resumo em 5 atos)

Local: Palermo, Sicília, 1282.
Tema central: amor, vingança e libertação do povo siciliano.

  1. Ato I – Domínio francês e conspiração
    Os sicilianos vivem oprimidos sob o jugo francês. O governador, Guy de Montfort, é temido. O jovem Henri (Arrigo) ama Hélène (Elena), irmã de um nobre siciliano executado pelos franceses. Ela quer vingar o irmão.

  2. Ato II – A revelação
    Arrigo junta-se aos conspiradores. Montfort descobre que Arrigo é seu filho ilegítimo, fruto de uma relação com uma siciliana. Ele tenta aproximar-se do filho, mas este recusa por lealdade à causa siciliana.

  3. Ato III – O perdão impossível
    Montfort poupa os sicilianos condenados e deseja a reconciliação com Arrigo. Surge um dilema moral: o filho dividido entre o amor ao pai e à pátria.

  4. Ato IV – O casamento e a traição
    Elena e Arrigo preparam-se para casar, mas o casamento coincide com o momento escolhido pelos rebeldes para o levante. Arrigo tenta salvar o pai, mas não consegue deter o destino.

  5. Ato V – Os sinos das vésperas
    Ao som das badaladas das vésperas, inicia-se a revolta. Os sinos anunciam a vingança e a liberdade da Sicília, mas também o fim trágico dos amantes.

Música e estilo

Verdi, nesta fase parisiense, adota o modelo da grand opéra francesa:

  • cinco atos,

  • grandes coros,

  • balé obrigatório,

  • cenários históricos e grandiosos.

Mas mantém sua força dramática italiana:

  • coros patrióticos,

  • intensas árias de conflito moral (como “O tu Palermo”, de Elena),

  • e o constante confronto entre dever e sentimento — tema central no Verdi maduro.

Em essência

I Vespri Siciliani é uma ópera sobre o preço da liberdade, onde o amor se sacrifica pela pátria e a vingança assume o lugar do perdão.
Verdi transforma um episódio medieval em uma tragédia universal sobre destino, identidade e resistência.



quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

ERNANI-Infelice!...e tuo credevi...Infin che un brando vindice

Ildar Abdrazakov é uma inda jovem baixo russo com 39 anos e um largo futuro a sua frente,mas com apenas 11 anos de carreira conta já com um elevado número de papéis no seu historial Ei-lo numa passagem do Ernani de Verdi

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Fiorenza Cossotto (3ªParte)

(continuação)
  • Recordando numa passagem da Lacrimosa,esse espantoso Requiem de Verdi, cantado pelos maiores de sempre a grande Fiorenza Cossotto(mezzo),Luciano Pavaroti (tenor),Nicolai Ghiaurov (o maior baixo de sempre) e Leotyne Price (soprano)
  • A Habbanera uma passagem da Carmen, numa gravação bem antiga (1966)
  • Um dos seus papéis de eleição no Il Trovatore, cantando Stride la vampa
Com esta mensagem termino, a minha homenagem a Fiorenza Cossotto a minha mezzo favorita, que tive o prazer de ouvir cantar algumas vezes so vivo em Lisboa, onde ela gostava de vir cantar. Inesquecíveis um Requiem no Coliseu com 20 minutos de palmas ininterruptos e uma recita do IL Trovador de sonho e esta Ana Bolena de 1984 no teatro S.Carlos,com Mara Zampieri (Anna Bolena),em início de carreira, António Saraiva (Lord Rochefort), Raimundo Mettre (Lord Percy), Christine Batty (Smeton) e António Silva (Sir Harvey)

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Fiorenza Cossotto(2ªParte)

(continuação)
  • Ei-la no papel de Santuzza cantando o Inneggiamo da Cavalleria Rusticana de Mascagni
  • No papel de Lady Macbeth cantando "Nel di della vittoria...Or tutti sorgete" da ópera Macbeth de Verdi.
  • Cantado a ária Di tanti palpiti da ópera Tancredi
  • Cantando O don fatale do papel da Princess Eboli da ópera de Verdi, Don Carlo.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Renato Bruson

* Em 1936 Nasceu perto de Padua o barítono italiano Renato Bruson, que se estreou em 1961 cantando o papel de Di Luna no Trovatore A paixão pela música amadureceu no coro da paróquia, quando ele era criança. Ele iniciou seus estudos musicais no conservatório de Pádua, sendo premiado com uma bolsa que lhe permitiu tirar seus cursos ultrapassando os problemas económicos. No ano seguinte à estreia ele foi Riccardo na I Puritani no Teatro dell'Opera di Roma , em Roma . Sua primeira aparição no Metropolitan Opera foi como Enrico em Lucia di Lammermoor em 1969 . Em 1970 iniciou sua colaboração com o maestro Riccardo Muti em Un Ballo in Maschera , em Florença fazendo sua estréia no La Scala em 1972 como em Antonio na Linda di Chamonix e no Festival Internacional de Edimburgo em 1972, como Ézio em Átila , no Covent Garden em 1975 no papel de Renato na Un Ballo in Maschera, substituindo com grande sucesso Piero Cappuccilli . . Na década de 80 voltou-se para o século 18 com Mozart em Don Giovanni e no verismo com Umberto Giordano cantando Andrea Chénier . Ele é considerado por alguns críticos a melhor Rigoletto desde Tito Gobb, dessa opera ouçamo-lo cantar a area Cortigiani, vil razza dannata

domingo, 10 de janeiro de 2010

I due foscari(VII)

Regressam depois à realidade com a chegada do Doge que vem despedir-se do filho.

JACOPO e LUCREZIA (correndogli incontro)
Ah, padre!

DOGE:
Figlio! Nuora!

JACOPO:
Sei tu?

LUCREZIA:
Sei tu?

DOGE:
Son io. Volate al seno mio.

TUTTI:
Provo una gioia ancor!

DOGE:
Padre ti sono ancora,
lo credi a questo pianto;
il volto mio soltanto
fingea per te rigor.

JACOPO:
Tu m'ami?

DOGE:
Sì.

JACOPO:
Oh contento!
Ripeti il caro accento.

DOGE:
T'amo, sì, t'amo, o misero.
Il Doge qui non sono.

JACOPO:
Come è soave all'anima
della tua voce il suono!

DOGE:
Oh figli, sento battere
Il vostro sul mio cor!

JACOPO e LUCREZIA:
Così furtiva palpita
la gioia nel dolor!

JACOPO:
Nel tuo paterno amplesso
io scordo ogni dolore.
Mi benedici adesso,
dà forza a questo core,
e il pane dell'esilio
men duro fia per me . . .
Questo innocente figlio
trovi un conforto in te.

DOGE:
Abbi l'amplesso estremo
d'un genitor cadente;
il giudice supremo
protegga l'innocente . . .
Dopo il terreno esilio
giustizia eterna v'è.
Al suo cospetto, o figlio,
comparirai con me.

LUCREZIA:
(Di questo affanno orrendo
farai vendetta, oh cielo,
quando nel dì tremendo
si squarcerà ogni ciglio
il giusto, il reo qual é!)
Dopo il terreno esilio,
sposo, sarò con te.
(Restano abbracciati piangendo; il Doge si scuote)

DOGE:
Addio . . .

JACOPO e LUCREZIA
Parti?

DOGE:
Conviene.

JACOPO:
Mi lasci in queste pene?

DOGE:
Il deggio.

LUCREZIA:
Attendi.

JACOPO:
Ascolta. Ti rivedrò?

DOGE:
Una volta . . .
Ma il Doge vi sarà!

JACOPO e LUCREZIA
E il padre?

DOGE:
Soffrirà.
S'appressa l'ora . . . Addio . . .

JACOPO:
Ciel! . . . chi m'aita?

(Entra Loredano preceduto dal Fante del Consiglio e da quattro custodi con fiaccole)

LOREDANO: (dalla soglia)
Io.

LUCREZIA:
Chi? Tu!

JACOPO:
Oh ciel!

DOGE:
Loredano!

LUCREZIA:
Ne irridi, anco, inumano?

LOREDANO: (freddamente a Jacopo)
Raccolto è già il Consiglio;
vieni, di là al naviglio
che dee tradurti a Creta . . .
Andrai . . .

LUCREZIA:
Io pur.

LOREDANO:
Tel vieta
de'Dieci la sentenza.

DOGE: (ironico)
Degno di te è il messagio!

LOREDANO:
Se vecchio sei, sii saggio.
(ai custodi)
S'affretti la partenza.

JACOPO e LUCREZIA:
Padre, un amplesso ancora.

DOGE:
Figli . . .

LOREDANO:
Varcata è l'ora.

JACOPO e LUCREZIA: (a Loredano)
Ah sì, il tempio che mai non s'arresta
rechi pure a te un'ora fatale,
e l'affanno che m'ange mortale,
più tremendo ricada su te.
Il rimorso in quell'ora funesta
ti tormenti, o crudele, per me.

DOGE: (a Jacopo e Lucrezia)
Deh, frenate quest'ira funesta;
l'inveire, o infelice, non vale!
S'eseguisca il decreto fatale . . .
Sparve il padre,
ora il Doge sol v'è.
La giustizia qui mai non s'arresta:
Obbedire a sue leggi si de'.

LOREDANO: (da sé, guardandoli con disprezzo)
(Empia schiatta al mio sangue funesta,
a difenderti un Doge non vale;
per te giunse alfin l'ora fatale
sospirata cotanto da me)
La Giustizia qui mai non s'arresta,
obbedire a sue leggi si de'.



quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

I due foscari(VI)

Jacopo é desperto por Lucrezia que lhe traz a notícia da sua condenação ao exílio. Os dois falam do amor que sentem um pelo outro, e a esperança renasce no coração de ambos

LUCREZIA:
Ah, sposo mio! . . . che vedo?
Me l'hanno forse ucciso i maledetti,
e per maggiore qui tratta
a contemplar la salma?
Ah, sposo mio!
(Gli palpa il cuore)
Vive ancor!
Quale freddo sudore!
Vieni, amico, ti posa sul mio cor.

JACOPO: (sempre delirando)
Verrò . . .

LUCREZIA:
Che di'?

JACOPO:
M'attendi, orrendo spettro . . .

LUCREZIA:
Son io . . .

JACOPO:
Che vuoi? . . . Vendetta?

LUCREZIA:
Non riconosci la sposa tua?

JACOPO:.(Lucrezia lo abbraccia con trasporto)
Ah, sei tu?

LUCREZIA:
Ah, ti posa sul mio cor.

JACOPO:
Fia vero! Fra le tue braccia ancor?
Respiro!
Fu dunque sogno . . . orrendo sogno il mio!
Il carnefice attende? L'estremo addio
vieni ora a darmi?

LUCREZIA: (piangendo)
No.

JACOPO:
E i figli miei, mio padre?
Saran dischiuse loro queste porte,
pria che il sonno mi copra della morte?

LUCREZIA:
No, non morrai; ché i perfidi
peggiore d'ogni morte,
a noi, clementi, serbano
più orribile una sorte.
Tu viver dêi morendo
nel prisco esilio orrendo . . .
Noi desolati in lagrime
dovremo qui languir.

JACOPO:
Oh, ben dicesti! All'esule
più crudo della morte
da'suoi lontano è il vivere!
O figli, o mia consorte!
Ascondimi quel pianto . . .
Su questo core affranto
mi piomban le tue lagrime
a crescerne il soffrir.
(S'ode una lontana musica di voci e suoni)

VOCI: Tutta è calma la laguna;
Voga, voga, gondolier.

JACOPO:
Quale suono?

VOCI:
Batti l'onda e la fortuna
ti secondi, o gondolier.

LUCREZIA:
È il gondoliero,
che pel liquido sentiero
provar debbe il suo valor.

JACOPO:
Là si ride, qui si muor.
Maledetto chi mi toglie
a' miei cari, al suol natìo;
sul suo capo piombi Iddio
l'abominio e il disonor.
Speranza dolce ancora
non m'abbandona il core:
Un giorno il mio dolore
con te dividerò.
Vicino a chi s'adora
men crude son le pene;
perduto ogn'altro bene,
dell'amor tuo vivrò.

LUCREZIA:
Speranza dolce ancora
non m'abbandona il core,
l'esilio ed il dolore
con te dividerò.
Vicino a chi s'adora
men crude son le pene:
perduto ogn'altro bene,
dell'amor tuo vivrò, .


quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

I due foscari(V)

2º acto inicia-se na prisão onde Jacopo espera a sentença. É aí que tem uma visão de Carmagnola, como ele vítima da lei veneziana – uma visão que acaba por deixa-lo sem sentidos


Notte! Perpetua notte che qui regni!
Siccome agli occhi il giorno,
potessi almen celare al pensier mio
il fine disperato che m'aspetta!
Tôrmi potessi alla costor vendetta!
Ma, o ciel! . . . che mai vegg'io! . . .
(S'alza spaventato)
Sorgon di terra mille e mille spettri!
Han irto crin . . .
guardi feroci, ardenti!
A sé mi chiaman essi! . . .
Uno s'avanza! . . . ha gigantesche forme!
Il suo reciso teschio
ferocemente colla manca porta! . . .
A me lo addita . . . e colla destra mano
mi getta in volto il sangue che ne cola!
Ah! Lo ravviso! . . . è desso . . .
è Carmagnola!


Non maledirmi, o prode,
se son del Doge il figlio;
de'Dieci fu il Consiglio
che a morte ti dannò!
Ah! Me pure sol per frode
vedi quaggiù dannato,
e il padre sventurato
difendermi non può . . .
Cessa . . . la vista orribile
più sostener non so.



segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

I due foscari(IV)

Nos seus aposentos o Doge lamenta o destino do filho quando recebe a visita de Lucrezia que vem implorar clemência. Ela suplica-lhe que anule a sentença respondendo o Dodge que as leis de Veneza impedem-no de o fazer, mas que vai apelar junto do Senado



LUCRÉCIA

Son leggi ai Dieci
or sol odio e vendetta.
Tu pur lo sai che giudice
in mezzo a lor sedesti, c
he l'innocente vittima a'piedi tuoi vedesti;
e con asciutto ciglio hai condannato un figlio . . .
L'amato sposo rendimi, barbaro genitor.

Que pede à nora que não o insulte porque para lá de toda a crença humana o seu coração está ferido

Oltre ogni umano credere
è questo cor piagato! . . .
Non insultarmi, piangere
dovresti sul mio fato . . .
Ogni mio ben darei . . .
gli ultimi giorni miei,
perché innocente e libero
fosse mio figlio ancor.

LUCREZIA:
L'amato sposo rendimi,
barbaro genitor. Di sua innocenza dubiti?
Non la conosci ancora?


LUCREZIA:
Se tu dunque potere non hai,
vieni meco pel figlio a pregare . . .
Il mio pianto,
il tuo crine, vedrai,
potran forse ottenere pietà.
Questa almeno,
quest'ultima prova,
ci sia dato, signor, di tentare;
l'amor solo di padre ti mova, s'ora
il Doge potere non ha.

DOGE:
(O vecchio padre misero,
a che ti giova trono,
se dar non puoi,
né chiedere giustizia,
né perdono pel figlio tuo,
ch'è vittima d'involontario error?
Ah, nella tomba scendere m'astringerà il dolor!)

Caso não consiga ver o clip clicar <<<<<<<<< aqui


quinta-feira, 12 de novembro de 2009

I due foscari(III)

O Conselho acaba por determinar a condenação de Jocopo ao exílio. Nos seus aposentos o Doge lamenta o destino do filho, está triste, mas não tem controle sobre o facto do seu filho ter sido condenado ao exílio. Ele canta o seu lamento e não tem força para segurar as lágrimas. Eccomi solo alfine . . . Solo! . . . e il sono io forse? Dove de'Dieci non penetra l'occhio? Ogni mio detto o gesto, il pensiero perfino m'è osservato . . . Prence e padre qui sono sventurato! seguido da romanza O vecchio cor, che batti come ai prim'anni in seno, fossi tu freddo almeno come l'avel t'avrà; ma cor di padre sei, vedi languire un figlio; piangi pur tu, se il ciglio più lagrime non ha.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

I due Foscari-Silenzo mistero

I due Foscari, foi a 6ª ópera de Verdi, com libreto de Piava a partir de obra homónima de
Lord Byron. Estreou há 165 anos no dia 3 de Novembro no Teatro Argentina em Roma.

Os membros do Conselho dos Dez, estão à espera para entrar na Câmara do Conselho para julgar uma importante caso envolvendo Jacopo Foscari, o filho do Doge, que vem acusado de
assassinato.

Silenzio, mistero -
Venezia fanciulla
nel sen di quest'onde -
protessero in culla,
e il fremer del vento -
fu prima canzon.

Silenzio, mistero -
la crebber possente
de' mari signora -
temuta, prudente
per forza e sapere,-
per gloria e valor.

Silenzio, mistero -
la serbino eterna,
sien l'anima prima -
di chi la governa . . .
Ispirin per essa - t
imore ed ardor.


Chega Loredano (inimigo de Jacopo) e o seu amigo Barbarigo que anunciam
que o Doge já entrou no hemiciclo. Todos entram na Câmara.

Caso não consiga ver o clip clicar >>>>>>>>>>> aqui

domingo, 18 de outubro de 2009

Otello-Avé Maria

Nesta sexta-feira passada, dia 17 de Outubro, decorreu o 2ºdia de mais um Festival de Ópera de Portimão, julgo que pelo 4º ano seguido. Obviamente que não podia faltar, em cena um Otello de Verdi, que considerei interessante. O papel protagonista cantado por um tenor brasileiro chamado Richard Bauer, que ouvi cantar pela primeira vez, com agrado. A Desdémona foi interpretada pela mezzo australiana Alexandra Wilson que já conhecia doutras incursões e a confirmação da qualidade do nosso barítono Luís Rodrigues, no papel de Iago. O directo artístico destes Festivais é o mastro Ferreira Lobo, que desta vez não dirigiu a Orquestra do Norte, cedendo a batuta ao prestigiado maestro Felix Carrasco. Desta ópera recordo aqui a Avé Maria, cantada no 3º acto dessa ópera, cantada por Kiri te Kanawa a fantástica soprano neozelandesa. Ave Maria, piena di grazia, eletta fra le spose e le vergini sei tu, sia benedetto il frutto, o benedetta, di tue materne viscere, Gesù. Prega per chi adorando a te si prostra, prega nel peccator, per l'innocente, e pel debole oppresso e pel possente, misero anch'esso, tua pietà dimostra. Prega per chi sotto (animando) l'oltraggio piega la fronte e sotto la malvagia sorte; per noi, per noi tu prega, prega sempre e nell'ora della morte nostra, prega per noi, prega per noi, prega. Ave Maria. . . nell'ora della morte. Ave!. . .Amen!