Acompanhamento de luxo, como era naquele tempo Zampieri em Isabel Valois e Giuliano Ciannella em D.Carlos., entre outros e nos pequenos papéis as nossas Elsa saque e Elizette Bayan.
Faleceu em Atlanta, 6 de julho de 2010.
Sorrindo o mar cintila!
E a lua se mistura
Com luz tão juvenil…
Parece um doce enlace
De dois fiéis corações.
Mas que me trazem astros,
O mar, na mente aflita
Da órfã tão sem paz?...
A noite fria e escura
Quando a piedosa, ao fim,
Gritou: “do céu virá a luz!”
Ó nobre lar altivo,
De estirpe ainda mais nobre,
O teto pobre e simples
Não esqueci por ti…
Só na tua pompa austera
O amor me sorri enfim.
Já surge o dia…
O céu se faz de prata, mas o canto
Do meu amor não vem…
Ele me enxuga o pranto a cada aurora
Como o orvalho aos botões.
Abertura introspectiva:
Crescendo emocional:
e depois proclamando o seu ódio contra a injustiça que é alvo acusado de crime e traição a Veneza, mas confiando que será feita justiça
Chiudi il labbro, o mentitor. Odio solo, ed odio atroce in quell'anime si serra; sanguinosa, orrenda guerra da costoro si farà. Ma dei Foscari, una voce va tuonandomi nel core; forza contro il lor rigore l'innocenza ti darà.
Aqui canta
A história é inspirada em um episódio real: a revolta dos sicilianos contra o domínio francês em 1282, conhecida como os Vésperas Sicilianos.
O levante começou em Palermo, durante a oração das vésperas (por volta do pôr do sol), e resultou em um massacre dos ocupantes franceses — um símbolo de resistência nacional.
Verdi, sempre atento às ideias de liberdade e identidade nacional, viu nesse tema uma poderosa metáfora para o Risorgimento italiano, o movimento de unificação e libertação da Itália no século XIX.
Local: Palermo, Sicília, 1282.
Tema central: amor, vingança e libertação do povo siciliano.
Ato I – Domínio francês e conspiração
Os sicilianos vivem oprimidos sob o jugo francês. O governador, Guy de Montfort, é temido. O jovem Henri (Arrigo) ama Hélène (Elena), irmã de um nobre siciliano executado pelos franceses. Ela quer vingar o irmão.
Ato II – A revelação
Arrigo junta-se aos conspiradores. Montfort descobre que Arrigo é seu filho ilegítimo, fruto de uma relação com uma siciliana. Ele tenta aproximar-se do filho, mas este recusa por lealdade à causa siciliana.
Ato III – O perdão impossível
Montfort poupa os sicilianos condenados e deseja a reconciliação com Arrigo. Surge um dilema moral: o filho dividido entre o amor ao pai e à pátria.
Ato IV – O casamento e a traição
Elena e Arrigo preparam-se para casar, mas o casamento coincide com o momento escolhido pelos rebeldes para o levante. Arrigo tenta salvar o pai, mas não consegue deter o destino.
Ato V – Os sinos das vésperas
Ao som das badaladas das vésperas, inicia-se a revolta. Os sinos anunciam a vingança e a liberdade da Sicília, mas também o fim trágico dos amantes.
Verdi, nesta fase parisiense, adota o modelo da grand opéra francesa:
cinco atos,
grandes coros,
balé obrigatório,
cenários históricos e grandiosos.
Mas mantém sua força dramática italiana:
coros patrióticos,
intensas árias de conflito moral (como “O tu Palermo”, de Elena),
e o constante confronto entre dever e sentimento — tema central no Verdi maduro.
I Vespri Siciliani é uma ópera sobre o preço da liberdade, onde o amor se sacrifica pela pátria e a vingança assume o lugar do perdão.
Verdi transforma um episódio medieval em uma tragédia universal sobre destino, identidade e resistência.