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terça-feira, 8 de abril de 2025

Apolo e Jacinto-Natus cadit atque Deus

 o dueto “Natus cadit, atque Deus”, momento chave e comovente da ópera Apollo et Hyacinthus, é cantado após a morte de Jacinto, no terceiro ato.

Trata-se de um lamento pungente, em que Apolo expressa sua dor e transforma Jacinto numa flor. Melia também participa do momento, compartilhando a perda.


🎭 Tradução aproximada do texto latino:

Apolo:
“Natus cadit, atque Deus,
funus parat et florem creat.”

"O filho morre, e o deus
prepara-lhe os funerais e cria uma flor."

Melia (com Apolo, em diálogo ou eco):

"Ele cai, e o deus, em dor,
planta uma flor em memória."


🌸 Sentido poético:

O dueto funde o divino com o humano: Apolo, um deus, vive o luto como um mortal. Em vez de vingança ou fúria, há criação — nasce o jacinto, flor símbolo da beleza efêmera e do amor imortalizado pela natureza.

A música é suave, lírica, contida — uma dor que se expressa mais por ternura do que por desespero.

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