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quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Eva Marton-4º parte

(continuação) Estreou no Lyric Opera de Chicago em 1979 como Maddalena na ópera de Umberto Giordano Andrea Chénier Ouça-mo-la cantar a ária La mamma é morta dessa ópera num concerto em 1994 Em 1981, apresentou-se no Festival de Ópera de Munique, no papel título A egipcia Helena de Richard Strauss com Wolfgang Sawallisch na condução Aqui canta Zweite Brautnacht dessa ópera Em 1982 e 83 cantou o papel de Leonore na Fidélio de Beethoven , ambas as apresentações realizadas por Lorin Maazel . Aqui canta com Jon Vichers "O namenlose Freude" dessa opera

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Eva Marton-3 parte

Em 1973 Eva Marton fez sua estreia na Wiener Staatsoper em Tosca , Aqui canta Vissi d arte um papel heróico e apaixonado em que brilhou internacionalmente em 77 foi a vez da Ópera de Hamburgo com Die Frau ohne Schatten por Strauss e a San Francisco Opera com ' Aida . aqui canta com Aida - Eva Marton Amonastro - Pedro Farres Radames - Placido Domingo Amneris - Maria Luisa Nave aqui canta In armi ora si desta il popol nostro Em 1978 , veio a tão esperada estreia no Scala de Milão com o Trovador, no papel de Leonora (para alguns a melhor de sempre) aqui canta Udiste?…Mira, di acerbe lagrime cim Sherrill Milnes

domingo, 28 de dezembro de 2025

Eva Marton-1 parte

..Éva Marton é uma soprano hungara nascida em Budapeste a 18 de Junho de 1943.

Estado atual: aposentada dos palcos (ativa como professora e jurada em concursos)

Estudou canto na " Academia "de Franz Liszt" em Budapeste, fazendo sua estreia como profissional no festival de ópera de Verão de ' ilha Margareten como Kate Pinkerton em Madama Butterfly de Puccini.
  • Teve carreira internacional muito forte nas décadas de 1970, 80 e 90
    Atuou regularmente em casas como o Metropolitan Opera, La Scala, Viena, Bayreuth
    Hoje dedica-se sobretudo ao ensino do canto e à transmissão da técnica do repertório pesado.

  • Ouçamo-la mas numa ária que pertence ao papel da protagonista e não ao de Kate Pinkerton 

    Éva Marton-2 parte




    Ao longo dos anos, a Marton cantou em teatros de província, até que em 1968 entrou para a Hungria como a Ópera Estatal de Semak Queen no Galo de Ouro de Rimsky-Korsakov , cantando regularmente no teatro até 1972 . Em 1972 veio o ponto de viragem na carreira do jovem soprano foi escolhido por Christoph von Dohnanyi a cantar ópera em Frankfurt , a Condessa das Bodas de Figado , cantado no Maggio Musicale Fiorentino - sob a direcção de Riccardo Muti,Mathilde, em Guilherme Tell de Rossini e voltou a Budapeste Odabella para cantar em ' Attila de Verdi .

    Aqui canta a aria de Odabella dessa ópera gravada nessa ocasião

    sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

    Eva Maria Westbroek

    ..
    • Eva-Maria Westbroek

    • Data de nascimento: 26 de julho de 1970

    • Naturalidade: Haia (Den Haag), Países Baixos

    • Nacionalidade: neerlandesa

    • Tipo de voz: soprano dramático

    • Área principal: ópera (especialmente Wagner, Strauss, Verdi e repertório verista)

    Formação:

    • Estudou no Conservatório Real de Haia.

    • Aperfeiçoou-se no International Opera Studio da Ópera de Zurique, onde consolidou a técnica e o repertório dramático.Carreira (em traços gerais):

      • Tornou-se internacionalmente reconhecida no início dos anos 2000.

      • Associada a grandes teatros como a Royal Opera House (Covent Garden), Metropolitan Opera, Bayreuth, La Scala e Ópera de Viena.

      • Papéis emblemáticos: Sieglinde, Isolde, Tosca, Leonore (Fidelio), Santuzza, Ariadne, Elisabeth (Tannhäuser).

      Fora do palco, é conhecida por ser reservada, muito focada no trabalho artístico e na dimensão humana das personagens — nada de vedetismo gratuito.

    • Westbroek tem aquela coisa raríssima: voz grande + verdade emocional. O timbre é amplo, carnudo, quase solar no centro, mas com uma sombra constante por baixo. Nunca soa “bonita por bonito”. Há sempre risco, sempre carne viva ali.

      O que a torna especial, 

      • 🎭 Inteligência dramática: ela pensa cada frase. Mesmo em Wagner, onde muita gente só sobrevive ao volume, ela constrói sentido.

      • 🔥 Entrega total: Tosca, Sieglinde, Isolda… ela canta como quem não tem plano B emocional.

      • 🌒 Vulnerabilidade sem fragilidade: quando a voz se abre, não é exibicionismo — é confissão.

      • Westbroek é uma chama alta numa sala escura — ilumina tudo, mas não dissipa as sombras.

      • aqui canta Ebben ne andro lontana da La Wally

    quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

    Barbeiro de Sevilha-Largo al factotum

    ..
    • Ópera: Il barbiere di Siviglia

    • Compositor: Gioachino Rossini

    • Personagem: Figaro

    • Tipo de voz: Barítono (barítono lírico com grande agilidade)

    🎭 O momento dramático

    É a ária de apresentação do Figaro. Ele entra em cena como:

    • barbeiro,

    • confidente,

    • mensageiro,

    • resolvedor de problemas,

      • e, basicamente, o homem que manda em Sevilha 😏

      Largo al factotum della città!
      👉 Abram alas ao faz-tudo da cidade!

      🎶 Por que é tão difícil

      Apesar de soar divertida, é tecnicamente exigentíssima:

      • 🏃‍♂️ Velocidade: sílabas disparadas sem perder clareza

      • 🫁 Fôlego: frases longuíssimas, quase sem respirar

      • 🎯 Precisão rítmica: Rossini não perdoa atrasos

      • 🎤 Projeção: precisa cortar a orquestra com energia

      • 😄 Caráter: não basta cantar bem — é preciso carisma

      É uma ária que testa:

      voz, cérebro, pulmões e personalidade

       Para barítonos

      “Largo al factotum” é:

      • um cartão de visita,

      • uma prova de fogo,

      • e um teste de maturidade vocal.

      Quem canta bem esta ária normalmente:
      ✔ domina técnica
      ✔ tem presença de palco

      ✔ entende teatro 

    • Aqui Ettore Kim  

    Ettore Kim

    ..Ettore Kim é um cantor lírico (barítono) de ópera, conhecido por atuar em produções operísticas e por performances em repertório clássico.

    Quem é:

    • Ettore Kim (também referido como Kim Dong-Kyu Ettore ou Ettore Kim Dong-Kyu) é um barítono de ópera

    • O barítono é um tipo de voz masculina geralmente entre o baixo e o tenor, muito usado em papéis dramáticos e expressivos no repertório operístico. 

    • Carreira / destaque:

    • Ele aparece creditado como intérprete em gravações/opera performances, por exemplo como cantor em partes de La Traviata (de Giuseppe Verdi) em colaborações com orquestras como a Netherlands Ballet Orchestra.

    • O seu perfil profissional aparece listando-o como artista nas bases especializadas em ópera, embora não existam muitas biografias acessíveis ao público geral com detalhes extensivos sobre sua vida ou carreira fora de repertórios operísticos.  


    • aqui canta Nessun dorma da Turandot

    terça-feira, 23 de dezembro de 2025

    Ettore Bastianini

  •  Ettore Bastianini

  • Nascimento: 24 de setembro de 1922

  • Local de nascimento: Siena, Itália

  • Falecimento: 25 de janeiro de 1967

  • Idade ao morrer: 44 anos

  • Nacionalidade: italiana

  • Tipo de voz: barítono (começou curiosamente como baixo)

  • Formação: estudou canto em Siena e depois em Milão

  • Estreia operática: 1945 (ainda como baixo)

  • Reestreia como barítono: início dos anos 1950, que marca o verdadeiro início da sua grande carreira

  • Carreira internacional:
    Atuou nos maiores palcos do mundo — La Scala, Metropolitan Opera de Nova Iorque, Covent Garden, Viena, Paris.

  • Repertório central: Verdi (Rigoletto, Germont, Boccanegra, Carlo di Vargas), mas também Puccini e alguns papéis do verismo.

  • Vida pessoal: extremamente reservada; pouco dado a entrevistas ou exposição pública. Era conhecido como homem simples, ligado à su

  • Repertório central: Verdi (Rigoletto, Germont, Boccanegra, Carlo di Vargas), mas também Puccini e alguns papéis do verismo.

  • Vida pessoal: extremamente reservada; pouco dado a entrevistas ou exposição pública. Era conhecido como homem simples, ligado à sua cidade natal.

  • Doença e morte: morreu de cancro da garganta. Cantou durante algum tempo já doente, o que torna muitos registos finais particularmente comoventes.

  • Bastianini foi um barítono verdiano no sentido mais nobre da palavra: timbre escuro, bronzeado, quase mineral, mas com uma linha de canto belíssima, nobre, sem dureza gratuita.


    aqui canta 

    Urna fatale del mio destino da força do destino

    segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

    Ermonela Jaho

    Ermonela Jaho é uma soprano lírica de fama internacional, nascida em Tirana, Albânia, em 1974 — hoje reconhecida como uma das vozes mais emotivas e intensas do repertório operístico atual

    O que a torna especial
    O estilo de Jaho destaca-se não apenas pela técnica vocal, mas pela capacidade de incorporar emocionalmente cada personagem que interpreta — de modo que crítica e público frequentemente dizem que ela não “apenas canta”, mas vive a personagem no palco

    📍 Carreira e reputação
    • Ela começou a estudar canto ainda criança e aperfeiçoou-se em instituições como a Accademia Nazionale di Santa Cecilia em Roma, o que lançou sua carreira internacional. 

    • Já se apresentou nas maiores casas de ópera do mundo — Royal Opera House (Londres), Metropolitan Opera (Nova York), Teatro alla Scala (Milão), Ópera de Paris, Wiener Staatsoper, Teatro Real de Madrid, Teatro Colón (Buenos Aires), entre outras.Seu repertório abrange desde bel canto (como Violetta em La Traviata) e obras veristas (como Cio-Cio-San em Madama Butterfly) até papéis dramáticos de Puccini, Donizetti e Verdi. 

    Prémios e reconhecimento
    Ela foi “Artista do Ano” nos International Classical Music Awards (2023), ganhou prémios importantes como Best Female Singer nos Oper! Awards (2024) e é frequentemente elogiada pela crítica por sua música visceral e presença dramática no palco. 

    Estilo e impacto

    Críticos descrevem a sua voz como emocionalmente expressiva e verdadeiramente “verdadeira” — algo que muitos ouvintes dizem que arranca lágrimas ou deixa marcas profundas — especialmente em árias que exigem intensidade dramática (como em Suor Angelica ou Madama Butterfly).

    Ativismo e papéis atuais
    Além de cantar, Jaho também atua como embaixadora para iniciativas como Opera for Peace e Opera Rara, ajudando a promover novos talentos e a redescoberta de repertórios menos conhecidos. Aqui canta  Ah! forse lui de La Traviata-

    domingo, 21 de dezembro de 2025

    Elizette Bayan

    .. 
    Uma morte ignorada  pelas "autoridades"daquela que foi uma das grandes sopranos nacionais . Este é o país que ignora os seus valores desde que não joguem futebol . Recordo me de me ter cruzado com ela na rua , com um saquinho de supermercado na mão , coisa que não aconteceria se ela se chamasse Callas ou Zampieri. 

    Comovi me imenso com isso , cobardemente calei-me e não lhe gritei um sonoro BRAVO 

    Elizette Bayan (também referida como Elisete Bayan) foi uma das grandes sopranos portuguesas do século XX e início do XXI, com carreira relevante tanto em Portugal como no estrangeiro

    Quem foi

    Maria Elizette de Magalhães Melo Bayan nasceu em Viseu a 28 de outubro de 1938 e faleceu em 29 de maio de 2025, em Lisboa

    Ela começou muito jovem a cantar — a primeira vez com orquestra foi aos 10 anos de idade

    Formação musical

    Estudou:

    • Piano e canto com a mãe;

    • Canto no Conservatório Nacional de Música de Lisboa;

    • Posteriormente no Mozarteum de Salzburgo (Áustria) e na Accademia Musicale Chigiana em Siena (Itália), com bolsa da Fundação Gulbenkian. 

    Carreira artística

    • Estreou profissionalmente em 1967 como Rosina em O Barbeiro de Sevilha (Rossini) em Lisboa. 

    • Participou em importantes eventos europeus, como a Semana Mozart em Salzburgo, e cantou em cidades como Bruxelas e Ghent. 

    • Atuou na Radiotelevisão Francesa (RTF) e em concertos de música sacra sob direção de maestros renomados. 

    • Foi cantora residente no Teatro Nacional de São Carlos em Lisboa, onde interpretou papéis principais e estreou obras de compositores portugueses contemporâneos como Joly Braga Santos e António Vitorino de Almeida.

    • Se apresentou também no estrangeiro, por exemplo na Wiener Kammeropera (Viena) e no Teatro Massimo Bellini em Catania (Itália), onde obteve grande êxito, chegando a bisar uma ária de I Puritani (Bellini).

    Reconhecimento

    • Ganhou importantes prémios em Portugal no início da carreira e, em 2005, foi agraciada com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique pelo Presidente da República, em reconhecimento da sua contribuição às artes. 

    • Estilo e legadoBayan era conhecida por:

    • Versatilidade vocal e presença de palco;

    • Destaque em repertório operístico clássico (Rossini, Mozart, Bellini, Donizetti, Verdi, entre outros);

    • Papel importante na divulgação de música portuguesa contemporânea e na formação de público para ópera em Portugal ao longo de décadas.


    Em suma, Elizette Bayan ficou como uma das vozes líricas mais importantes de Portugal, com um percurso sólido tanto em casa como internacionalmente, e um legado duradouro no meio operístico e cultural português Aqui canta com Manuela Castani Sola furtiva al tem pio da Norma 

      

    quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

    Elisabete Matos

    Elisabete Matos é uma das mais destacadas sopranos líricas portuguesas da atualidade, com uma carreira internacional sólida e muito respeitada no mundo da ópera e do canto erudito.


    Maria Elisabete da Silva Duarte Matos nasceu em 6 de setembro de 1964 em Caldas das Taipas (Guimarães), Portugal. Começou os seus estudos musicais no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga, onde estudou violino e canto, antes de se especializar em canto em Madrid graças a uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian

    🌍 Carreira artística

    • A sua carreira começou oficialmente em 1988, com uma estreia no Coliseu do Porto no papel de Frasquita (Carmen, de Bizet). 

    • Em 1995 ganhou reconhecimento internacional ao conquistar o segundo lugar no Concurso Internacional de Canto Hans Gabor Belvedere, o que a lançou para grandes palcos europeus. 

    • O seu lançamento internacional aconteceu em 1997, com papéis de destaque como Donna Elvira (Don Giovanni, Mozart) e Alice Ford (Falstaff, Verdi) na Ópera Estatal de Hamburgo

    • Desde então, tem cantado nos principais teatros de ópera do mundo, como o Metropolitan Opera em Nova Iorque, La Scala em Milão, Staatsoper em Viena, Teatro Real em Madrid e muitos outros. 

    • O seu repertório é vasto e inclui protagonistas em óperas de Verdi, Puccini, Wagner, entre outros compositores importantes do repertório lírico. 

    Prémios e reconhecimento

    • Foi galardoada com um Grammy pela gravação do papel-título de La Dolores (Tomás Bretón) pela Decca em 2000. 

    • Recebeu várias condecorações em Portugal, incluindo os graus de Oficial e Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique e a Medalha de Mérito Cultural, entre outras distinções. 

    • Outros papéis e atividades

    • Além da carreira internacional como soprano, Matos também tem desempenhado papéis importantes fora do palco: foi diretora artística do Teatro Nacional de São Carlos, um dos principais palcos líricos de Portugal, cargo que assumiu em 2019 e exerceu até 2023. 

    • É também professora convidada em instituições de ensino artístico, transmitindo a sua experiência a novas gerações de cantores. 

    Por que ela é importante?

    Elisabete Matos é considerada uma das mais importantes vozes líricas portuguesas contemporâneas, não só pelo nível artístico alcançado nos maiores palcos internacionais, mas também pela influência que tem tido na promoção da ópera em Portugal e na formação de jovens cantores. 

    quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

    Elina Garanca

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    • Elīna Garanča 

    • Data de nascimento: 16 de setembro de 1976 a Soviética da Letónia)Nacionalidade: Letã 

    • Família: nasceu numa família de músicos — o pai era diretor de coral e a mãe, Anita Garanča, foi cantora de lieder e professora de canto 

    • Línguas: é fluente em vários idiomas (incluindo letão, francês, alemão, espanhol, russo, italiano e inglês) 

    Vida pessoal

    • Esposo: está casada com o maestro Karel Mark Chichon 

    • Filhas: tem duas filhas (Catherine Louise, nascida em 2011, e Christina Sophie, nascida em 2014) 

    🎓 Formação

    • Estudou canto inicialmente na Academia de Música da Letônia em Riga a partir de 1996 

    • Prosseguiu estudos em Viena e nos Estados Unidos com professores especializados 

    Carreira em resumo

    • Começou profissionalmente no teatro de Meiningen (Alemanha) em 1998 e depois na Ópera de Frankfurt

    • Em 1999, venceu o Mirjam Helin International Singing Competition em Helsínquia 

    • O grande salto internacional veio com o Festival de Salzburgo em 2003

    •  mezzo-soprano daquelas que fazem a gente sentir que o fraseado pode ser esculpido em mármore.

    • aqui canta Près des remparts de Séville da Carmen

    terça-feira, 16 de dezembro de 2025

    Eliane Coelho

    ..
    • Eliane Coelho

    • Data de nascimento: por volta de 1951 

    • Local de nascimento: Rio de Janeiro, 

    • Profissão: Soprano lírica (voz spinto) 

    Eliane Coelho fez carreira internacional principalmente na Ópera Estatal de Viena, onde foi uma figura constante do elenco desde o início dos anos 1990 e recebeu o título honorário de Kammersängerin — uma das maiores distinções que uma cantora pode receber em casas de ópera de língua alemã.muito associada ao repertório wagneriano e straussiano — o que já diz muito, porque esse repertório não perdoa fragilidades. Voz grande, resistente, capaz de atravessar orquestras densas sem perder nobreza.

    O que mais marca nela,

    • Voz: um soprano dramático com metal sólido, escuro quando precisa, mas com brilho suficiente pra “cortar” a massa orquestral. Não é uma voz decorativa — é voz de destino.

    • Wagner: Brünnhilde, Isolde… papéis que exigem não só potência, mas fôlego psicológico. Ela canta como quem sustenta uma ideia longa, quase sinfónica, muito em sintonia com aquele mundo de tensão contínua.

    • Strauss (Elektra, por exemplo): aqui aparece o lado mais visceral. Nada de histeria vazia — há controle dentro do excesso, o que é raríssimo.

    • Postura artística: não parece buscar “agradabilidade”. Há uma certa austeridade, uma seriedade quase sacerdotal no modo como encara o palco. Isso aproxima muito dela daquele universo que falávamos com Bruckner: grandeza, peso, verticalidade.

    E há algo bonito nisso tudo:
    uma cantora brasileira que não tenta soar “leve” ou “exótica”, mas assume sem medo um repertório pesado, europeu, monumental — e o faz com autoridade.


    aqui canta Pace pace mio Dio da opera Força do destino


     

    segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

    Elia Todisco

    Elia Todisco é um cantor de ópera (voz de baixo) italiano — ou seja, um intérprete clássico especializado em repertório operístico e concertístico. Ele aparece listado como bass (baixo) em perfis profissionais de artistas e arquivos de performances operísticas, o que indica que se dedica a papéis vocais de baixo no repertório de ópera, um tipo de voz grave e profunda empregada em muitos trabalhos importantes do repertório clássico. 

    🧑‍🎤 Atuação musical

    • Todisco tem interpretado papéis em ópera — tradicionalmente papéis de baixo em obras importantes — e aparece ligado a produções como Nabucco de Verdi (no papel de Zaccaria) em registros de elenco de temporadas de ópera no palco italiano em anos anteriores. 

    • Embora não seja uma superestrela internacional amplamente conhecida fora do meio operístico, o fato de consta em registros profissionais mostra que ele tem uma carreira ativa no circuito clássico, com créditos documentados de apresentações.

    • aqui canta Vecchia zimara senti da opera Boheme

    quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

    Ekaterina Semenchuk

    ..Ekaterina Semenchuk é uma meio-soprano lírica dramática de ópera de renome internacional, amplamente considerada uma das grandes vozes do repertório verdiano e dramático da atualidade. 


    • Nome completo: Ekaterina Semenchuk

    • Nascimento: 24 de março de 1976 em Minsk (hoje Bielorrússia, então URSS).

    • Formação: Estudou no Conservatório Rimsky-Korsakov de São Petersburgo e fez seu debute no Mariinsky Theatre enquanto ainda era estudante.

    • Competição importante: Foi finalista no BBC Cardiff Singer of the World, uma das competições de canto mais prestigiadas do mundo.

    Estilo e repertório

    Ekaterina é conhecida pela voz poderosa, expressiva e tecnicamente segura, especialmente em papéis dramáticos e verdianos, mas com ampla versatilidade.
    Algumas das suas principais personagens incluem:

    • Azucena em Il Trovatore (Verdi)

    • Eboli em Don Carlo (Verdi)

    • Amneris em Aida (Verdi)

    • Lady Macbeth em Macbeth (Verdi)

    • Didon em Les Troyens (Berlioz)

    • Santuzza em Cavalleria Rusticana (Mascagni)

    • Marina em Boris Godunov (Mussorgsky)

    • Carmen no papel-título (Bizet)
      …entre muitos outros papéis principais de óperas italianas, francesas e russas. 

    Carreira internacional

    Ela tem uma carreira verdadeiramente global, cantando nos palcos e festivais mais importantes do mundo:

    • Metropolitan Opera (Nova Iorque)

    • Opéra national de Paris

    • Royal Opera House (Londres)

    • Teatro alla Scala (Milão)

    • Teatro Real (Madrid)

    • Salzburg Festival

    • San Francisco Opera

    • Staatsoper Unter den Linden (Berlim)
      …e muitos outros grandes teatros e festivais. 

    Além disso, ela também aparece em concertos e recitais e interpreta grandes obras corais e sinfónicas como o Requiem de Verdi ou o repertório de canções e romances também fora do palco de ópera. 

    Destaques e curiosidades

    • A carreira dela começou no importante Mariinsky Theatre, um dos centros históricos da ópera russa. 

    • Participou de produções clássicas e modernas por todo o mundo, tanto no repertório italiano quanto francês e russo. 

    • A crítica elogia sua intensidade dramática tanto no canto quanto na atuação, o que a torna particularmente apropriada para papéis complexos e poderosos

    Aqui canta Mon coeur s ouvre à ta voix da ópera Sansão e Dalila
     

    quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

    Iolanta-Otchego eto prezhde ne znala?

    ..

    Otchego eto prezhde ne znala?"

    ("Por que nunca soube disso antes?")
    🟡 Cena da descoberta da cegueira  da opera Iolanta de Tchaikovsky

    • Iolanta começa a perceber, pela primeira vez, que algo lhe falta. É um momento lírico e psicológico profundo, com tensão crescente e melodia fluida.

    • Uma das peças mais emotivas e introspectivas da ópera.

    • aqui canta Ekaterina Goncharova

     

    Ekaterina Goncharova

    .. 
    • Goncharova é soprano contratada pelo Mariinsky Theatre, em São Petersburgo. 

    • Estudou no Saint Petersburg State Rimsky-Korsakov Conservatory (Faculdade de Voz). 

    • Recebeu vários prémios em competições de canto — por exemplo, venceu o concurso jovem internacional de canto da Elena Obraztsova (2007), e o concurso internacional de cantores de ópera da Montserrat Caballé em 2008.

    Repertório e Trajetória Artística

    Goncharova já interpretou muitos papéis importantes, tanto no repertório russo quanto no repertório ocidental. Alguns destaques:

    • Papéis russos: Tatiana (em Eugene Onegin), Iolanta (em Iolanta), Maria (em Mazepa), Natasha Rostova (em War and Peace), Marfa (em The Tsar's Bride), entre outros. 

    • Papéis de repertório internacional: Micaëla (em Carmen), Violetta (em La Traviata), Desdemona (em Otello), Mimi (em La bohème), Marguerite (em Faust), Antonia (em Les Contes d'Hoffmann), entre outros. 

    • Além de performances de ópera total, também participa — segundo registos — em concertos e performances de obras de câmara / concertantes com orquestra. 

    Ou seja: ela combina repertório russo (fortemente ligado à tradição do Mariinsky e da escola vocal russa) com repertório internacional, mostrando versatilidade de estilo.

    O que destaca em Goncharova 

    • Técnica vocal sólida e versatilidade — consegue transitar entre papéis diretamente russos e os grandes nomes do repertório clássico-ocidental.

    • Reconhecimento: os prémios que ganhou no início da carreira indicam que foi considerada promissora desde cedo.

    • Envolvimento com repertório variado: do romantismo clássico ao drama russo, o que a torna interessante mesmo para ouvintes com gostos diversos.

    • Sua voz e interpretação são elogiadas — em crítica sobre uma das suas performances descrevem “swells e recuos em notas altas mantidas” como particularmente marcantes. 

    • aqui canta Si mi chiamano Mimi da opera Boheme

    segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

    Edita Gruberova

    Edita Gruberová foi uma das mais lendárias sopranos coloraturas do século XX e início do XXI — muitas vezes chamada de “Rainha da Coloratura”. A sua carreira atravessou décadas com uma combinação raríssima de virtuosismo técnico, musicalidade intensa e um timbre inconfundível, cristalino e cheio de brilho.

    Quem foi Edita Gruberová?

    • Soprano eslovaca, nascida em 1946 e falecida em 2021.

    • Tornou-se célebre sobretudo pela sua maestria em Bel canto: Donizetti, Bellini e Rossini foram o seu território nobre.

    • Teve uma carreira muito longa e consistente, especialmente nos palcos de Viena, Munique, Zurique e La Scala.

    O que a tornava única?

    • Coloraturas absolutamente perfeitas: limpas, rápidas, controladas.

    • Notas agudas e sobreagudas (até o mi bemol agudo) com segurança e brilho metálico.

    • Fraseado expressivo — não era só uma “máquina de agudos”; havia emoção, intenção e profundidade.

    • Longevidade vocal impressionante: cantou papéis dificílimos até muito tarde na carreira.

    Papéis emblemáticos

    • Lucia di Lammermoor (a sua assinatura absoluta — as gravações são históricas)

    • Elvira em I puritani

    • Zerbinetta em Ariadne auf Naxos (papel que a lançou internacionalmente)

    • Konstanze em Die Entführung aus dem Serail

    • Linda di Chamounix, Anna Bolena, Norma (algumas produções marcantes)

    Como intérprete

    Gruberová tinha a capacidade de unir controle técnico extremo com uma expressividade que nunca era exagerada — havia algo quase “etéreo” na maneira como cantava passagens rápidas e filados agudíssimos.
    Para muitos melómanos, ela é a última grande representante de um tipo de canto belcantista que praticamente desapareceu.

    ✨ Em suma

    Edita Gruberová não foi apenas uma soprano famosa: foi um fenómeno vocal, uma artista que redefiniu papéis e deixou gravações de referência absoluta.

    Escutá-la é entrar num mundo onde a voz humana parece ultrapassar o natural — um equilíbrio entre precisão matemática e emoção transparente.  

    Aqui canta Casta diva  da opera Norma

    domingo, 7 de dezembro de 2025

    Ebe Stignani

    Ebe Stignani foi uma das maiores mezzos-sopranos italianas do século XX — e, para muitos especialistas, uma das vozes mais impressionantes que já pisou num palco de ópera.


    🎤 A voz

    • Mezzo-soprano dramática de enorme potência.

    • Timbre escuro, rico, homogéneo, com graves profundos e agudos firmes.

    • Emissão muito estável, voz “de aço e veludo”: poderosa, mas sempre controlada.

    Carreira

    • Estreou-se jovem e tornou-se rapidamente uma das estrelas da Arena de Verona, Scala de Milão e outros grandes teatros.

    • Foi presença constante nas óperas de Verdi, Bellini, Donizetti e Wagner (sim, ela enfrentava também repertório pesado).

    Papéis mais célebres

    • Amneris (Aida) — talvez o seu papel mais lendário.

    • Azucena (Il Trovatore)

    • Ulrica (Un ballo in maschera)

    • Adalgisa (Norma) — curiosamente, era tão sólida que fazia Adalgisa com sopranos de várias tipologias.

    • Dalila (Samson et Dalila)

    Como intérprete

    • Conhecida por uma combinação rara: autoridade dramática e beleza vocal pura.

    • Nunca foi uma cantora teatralmente exagerada; o seu drama vinha da voz, não de gestos.

    • A articulação era clara, o fraseado elegante, sem perder o peso emocional.

    Aqui canta com  Giulio Neri da Aida,Ohime! morir mi sento
     

    quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

    Doris Soffel

    ...Doris Soffel (nascida em 12 de maio de 1948, Hechingen , Alemanha) é uma mezzo-soprano alemã . Aqui canta  Mon coeur s'ouvre a ta voix da opera Sansão e Dalila

    terça-feira, 2 de dezembro de 2025

    Domenico Balzani

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    • Domenico Balzani nasceu em Alghero (Sardenha), It́alia.

    • Completou uma formação bastante eclética: licenciatura em Ciências Políticas e Económicas na Università degli Studi di Sassari, educação musical no Conservatorio di Musica di Verona, e – mais tarde – também estudos musicais avançados no Conservatorio di Musica di Rovigo. 

    • Assim, tem uma base tanto humanística quanto técnica, o que reflete numa abordagem artística com consciência cultural e musical.

    Carreira artística e repertório

    • Balzani é um barítono de ópera com carreira internacional desde ~1999. 

    • O seu repertório é vasto e variado: inclui papéis de compositores como Wolfgang Amadeus Mozart, Gioachino Rossini, Giuseppe Verdi, Giacomo Puccini, Gaetano Donizetti e outros — ou seja, tanto obras clássicas como repertório italiano tradicional.

    • Registos e outros contributos
    • Participou — por exemplo — na gravação da estreia mundial da versão de Turandot com final de Luciano Berio, na direcção do maestro Riccardo Chailly. 

    • Também gravou repertório menos habitual: um CD de “árias de salão” com acompanhamento de acordeão e piano (menos “ópera pesada”, mais “canção popular/ligera”).  Aqui canta da Traviata Di provenza il mar il suol

     

    segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

    Dolora Zajick

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    • Dolora Zajick é uma mezzosoprano dramática estadunidense, nascida a 24 de março de 1952, em Salem, Oregon — mas criada no Nevada. 

    • Começou por estudar medicina na universidade, mas ao entrar no coro da Nevada Opera descobriu a sua voz. Este giro de vida deu-lhe caminho para a música: licenciatura e mestrado em música, depois estudos na Manhattan School of Music, em Nova Iorque. 

    • Em 1982, ganhou a medalha de bronze no 7.º Concurso Internacional Tchaikovsky Competition, em Moscovo — sendo a primeira americana a colocar-se em mais de uma década. 

    • A grande viragem veio quando entrou no programa de jovens artistas da San Francisco Opera. Em 1986 fez sua estreia importante como Azucena em Il trovatore — papel que a marcaria para sempre. 

    🌟 Proeza vocal e repertório

    • Zajick é considerada hoje uma das grandes “mezzo-sopranos dramáticas de Verdi”. A sua voz tem uma amplitude impressionante — consegue cobrir desde os graves profundos até agudos exigentes — o que a torna rara. 

    • Entre os seus papéis de referência estão:

      • Azucena (Il trovatore),

      • Amneris (Aida),

      • Eboli (Don Carlo). 

    • Mas não se limitou a Verdi: cantou também obras de compositores variados e esteve à vontade em repertórios complementares — desde óperas românticas e veristas, até incursões por Wagner, Russos, e repertório mais moderno. 

    • A sua expressividade não é só técnica: há forte envolvimento dramático e emocional. Muitos críticos consideram-na “uma força da natureza”, por sua capacidade de conjugar voz poderosa, técnica segura e presença cênica intensa. 

    Carreira e legado

    • A partir da sua estreia, Zajick construiu uma carreira internacional: cantou nas principais casas de ópera do mundo — Metropolitan Opera (Nova Iorque), San Francisco Opera, La Scala (Milão), Royal Opera House (Covent Garden), entre outras. 

    • Ao longo de décadas, gravou um número expressivo de árias e óperas completas, incluindo alguns dos seus papéis-chave — o que ajudou a eternizar a sua voz e interpretação. 

    • Fora dos palcos, fundou em 2006 o Institute for Young Dramatic Voices — um programa de formação vocacional para vozes dramáticas, com o objetivo de preparar jovens cantores para papéis exigentes, como os de Verdi, Strauss ou Wagner. 

    • Também se aventurou como compositora: a sua primeira obra pública estreou em 2014 — o que mostra a sua versatilidade e paixão pela música além do canto. 

    Por que Zajick ainda importa

    Ppara muitos amantes da ópera — Dolora Zajick representa o “tipo raro” de artista em que técnica vocal, intensidade dramática e compromisso artístico se fundem. A sua voz — poderosa, dramática, versátil — consegue usar toda a paleta emocional: desde o grito de dor e desespero até momentos de melancolia profunda, ou de majestade trágica.

    Ela ajudou a redefinir o que um mezzo-soprano dramático podia ser, e deixou uma marca duradoura no repertório operístico. As suas interpretações de Verdi, por exemplo, são referência: quando se pensa numa “Azucena”, “Amneris” ou “Eboli” de corpo inteiro, muitas vezes vem à mente a voz de Zajick.  

    Aqui canta Acerba voluttà (Adriana Lecouvreur)