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sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Amapola

Tito Schipa nasceu em Lecce, em 27 de Dezembro de 1887 mas o seu pai só o registou em 2 de Janeiro do ano seguinte, por razões relacionadas com a vida militar.

Estreou-se em Varcelli no Teatro Facchinetti a 4 de Fevereiro de 1909, cantando o papel de Alfredo em La Traviata. Tendo rapidamente acrescentado ao seu repertório os papéis de protagonista no Rigoletto, Fausto , La Boheme, Don Pascuale e Barbeiro de Sevilla. Em 1911 começou a cantar Werther, o seu futuro papel mais emblemático. Sua interpretação de Massenet abriu as portas ao público de Roma.

Nos anos de 1919 e 1929 Schipa foi transformado numa celebridade, um dos artistas mais bem pagos nos E.U.A., vivendo sumptuosamente na Costa Sul.

No final dos anos 30 regressa a Itália e logo se tornou uma dos tenores preferidas de Mussolini e de Hitler, que naturalmente lhe trouxe muita impopularidade no pós-guerra, o que o fez regressar à América em 1947 para um recital no New York's Carnegie Hall, mas com pouco sucesso, por certo pelas razões do seu envolvimento com o nazismo.

Só nos finais dos anos 50 recuperou a sua fama, mas apenas em 1962 já com 73 anos, seria perdoado perante o público americano que o recebeu em delírio.

Schipa morreu em Nova York em 16 de Dezembro de 1965, vitimado pela diabetes.

Pode ouvir-se Schipa cantar aqui Amapola de Lacalle
  • Amapola, lindisima amapola,
    Será siempre mi alma tuya sola.
    Yo te quiero, amada niña mia,
    Iqual que ama la flor la luz del día.
    Amapola, lindisima amapola,
    No seas tan ingrate y ámame.
    Amapola, amapola
    Cómo puedes tú vivir tan sola.

    Yo te quiero, amada niña mía.
    Igual que ama la flor la luz del día.

    Amapola, lindísima amapola,
    No seas tan ingrate y ámame.
    Amapola, amapola
    Cómo puedes tú vivir tan sola.

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