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sábado, 1 de novembro de 2008

Il Tovatore-D amore sull ali rosee

Conversas recentes lá pelo Opera per tutti, tem-me trazido recordações e uma passagens pelas notas e programas guardados. Lembrei-me de recordar, óperas e sobretudo interpretes que pelo S.Carlos e pelo velho Coliseu dos Recreios vi passar.

Ao acaso, passou-me os olhos pela Gilda Cruz-Romo uma soprano mexicana, ao que sei ainda viva, (estará com 68 anos), que recordo a ouvir cantar em 1977, a Butterfly, com a particularidade de todo o restante elenco ser português.
Vasco Gil (Pinkerton), lembro bem Helena Cláudio (magnifica mezzo) na Suzuki, entre outros
João Veloso, Alcino Vaz, Alcino Soares e António Saraiva em Sharpless em dias separados e claro está Fernanda Nunes numa única récita em 16 de Janeiro.
Até a direcção musical foi repartida entre Ivo Cruz e Silva Pereira na condução da orquestra do Teatro S.Carlos.

Um luxo esse anos.

Deve dizer-se que Gilda Cruz-Romo, talvez não tenha sido um daqueles nomes "arrasantes", mas diga~se que naqueles anos de 1977, já havia cantado este mesmo papel no Met.
Já se estreara no Royal Ópera House em Londres e no Scala em 1974 na Aida e mesmo assim não teve qualquer problema, em vir a Lisboa, enquadrar-se numa récita, só com portugueses.
Se isto abona em favor da simplicidade de Guila, também diz da qualidade dos nossos intérpretes e arrisco, também do prestígio da nossa principal sala de espectáculos, na altura.

Não encontrei Butterfly cantada por Gilda Cruz-Romo, mas fica esta gravação

clicar >>>>>>>>>>>>>>>>>>>> aqui

Encontrei a referência aos seus grandes papeis, nesta gravação


Giuseppe Verdi
Luisa Miller; Bônus: Pavarotti em Luisa Miller e La bohème, Roma, 67
Gilda Cruz-Romo (soprano); Luciano Pavarotti (tenor); Manuguerra Matteo (barítono); Raffaele Arié, Ferrucio MAZZOLI (bass); Cristina Angelakova (mezzo-soprano); outros



2 comentários:

José Quintela Soares disse...

Também vi essa "Butterfly".
Na verdade, Gilda foi uma grande cantora, hoje muito esquecida, talvez por não ter tido atrás de si uma "máquina" publicitária...
E também recordo com saudade muitas noites no Coliseu, onde, como sabe, os cantores se esforçavam mais que em S.Carlos, por reconhecerem que ali estavam os apreciadores e conhecedores,enquanto em S.Carlos estavam muitas estolas e reumatismo...

Um abraço.

Luís Maia disse...

Verdade o que disse.

A publicidade o marketing tudo comanda, e a ópera não foge à regra , também penso que sempre foi assim e continua a ser